Capítulo 48

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Eu ouvi dizer que a voz do povo é a voz de Deus... Dessa vez eu fiquei com pena de torturar vocês até sexta, então sim, teremos dupla atualização nunca digam que eu não amo vocês.

Talvez eu tenha derramado uma lágrima ou duas enquanto escrevia esse capítulo? Talvez.

Parecia que eu estava sentado ali há horas, queria saber o que estava acontecendo, mas as informações vinham esporadicamente e cada vez demorava mais

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Parecia que eu estava sentado ali há horas, queria saber o que estava acontecendo, mas as informações vinham esporadicamente e cada vez demorava mais. Eu havia conseguido arrumar um telefone para ligar para nossos amigos, sabia que não demoraria muito para que eles aparecessem ali. Como se fossem capaz de ler meus pensamentos, em meio a um grande alvoroço eles entraram correndo desesperados e com o mesmo olhar perdido que eu tinha.

- O que aconteceu? – Tony parecia prestes a ter um colapso mental a qualquer momento. Meu pai me abraçava depois de ver que eu estava bem e volta a me olhar preocupado todos eles pareciam nervosos, mas a cara da família Stark estava de partir o coração.

- Eu... – minha voz soava rouca e minha mente estava perdida – As coisas aconteceram rápido demais, nós estávamos voltando para casa e... Eu a pedi em casamento – sentei na cadeira novamente escondendo o rosto entre minhas mãos – Eu a pedi em casamento e de repente estávamos capotando no meio da estrada. Um idiota bêbado... - Sentia alguém acariciando minhas costas enquanto outro acesso de choro tomava conta de mim – Eu não sei o que vou fazer se... se acontecer algo com um deles, eu...

- Pare! Não diga isso – Hill grita assustando outras pessoas ao nosso redor – Aquela mulher é a pessoa mais forte que eu conheço e ela não vai morrer, porque sabe que se morrer eu a ressuscito só para ter o prazer de mata-la, então pare de dizer isso, ou de pensar sobre isso, porque ela não vai morrer. Você me entendeu?

Eu nunca achei que veria Maria Hill chorar um dia, mas ali estava ela. Entre os braços de Bucky, surtando e parecendo tão perdida quanto eu. Depois disso, simplesmente nos sentamos e esperamos. Morgan e Cassie pareciam assustadas, sem entender o que estava acontecendo, mas a pequena Stark parecia ter percebido que as coisas não estavam boas para a madrinha porque simplesmente se aninhou aos braços do pai chorando no ombro dele e permitindo que o mesmo a abraçasse com força. Eu só conseguia observar a cena e imaginar tudo o que eu e Natasha víamos planejando.

"- Eu acho que ele vai ser ruivo como você – beijo a parte do ombro dela que estava livre da espuma. Adorava ficar daquele jeito com ela. Sentados juntos aproveitando a água quente da banheira, até que a mesma esfriasse e assim iriamos para a cama, mais uma vez, juntos.

- E eu acho que ele vai ter seus olhos – eu podia senti-la sorrir e era impossível não sorrir junto.

- Nós vamos fazer um bebê lindo não é? – a risada dela ecoa pelo banheiro.

- Sim, nós teremos bebês lindos – levanto a sobrancelha de forma divertida, pronto para provoca-la pelo uso do plural – Eu não quis dizer que teremos mais de um bebê, mas ninguém sabe o futuro, então...

- Claro, eu posso fingir que acredito em você Romanoff. Ai! – reclamo ao sentir a tapa que ela desferiu contra meu braço.

- Eu acho que vou começar a dormir longe de você, pelo bem da minha sanidade mental – ela reclama levantando da banheira e me deixando admirar a beleza de seu corpo nu.

- Isso não é justo, foi você quem usou o plural – me aproximo dela e antes de beijá-la a pego em meu colo fazendo com que a mesma solte um gritinho de surpresa – E além do mais, nós dois gostamos muito do processo que envolve a reprodução."

A risada dela ainda ecoava na minha mente quando a doutora Allison apareceu e fez todos nós a cerca-la atrás de respostas. A cara dela não era das melhores e parecia que alguém estava apertando meu coração tamanha a dor que eu sentia. Não fazia ideia de que horas eram, não me importava com o fato de Sharon estar ali segurando a mão de Sam, não queria ouvir as palavras de conforto dos meus amigos, eu só precisava que ela ficasse bem.

- Ela teve outra parada cardíaca durante a cirurgia, mas conseguimos trazer ela de volta – a mesma dá uma pausa e olha diretamente para mim – Infelizmente devido à demora em conseguir trazê-la de volta dessa vez, não temos noção dos danos cerebrais. A levamos para a UTI e só poderemos informar melhor se... quando ela acordar.

- Se ela acordar? Era isso que você ia dizer? – a mesma confirma com um aceno e eu engulo o bolo que se forma em minha garganta – E o meu filho?

- Como eu disse a parada cardíaca dessa vez durou mais do que deveria – era como se o mundo ao meu redor tivesse parado por um instante até eu ver o pequeno sorriso nos lábios da médica – Eu precisei fazer uma cesárea de emergência, e não vou mentir para você Steve, não serão meses fáceis, mas...

- Ele está vivo? Ele está bem? – acho que meu coração iria saltar da minha caixa torácica a qualquer momento.

- Eu só posso permitir que uma pessoa entre para vê-los agora – apesar de perceber o incômodo em Tony e nos meus sogros por conta disso, ninguém protesta que eu era quem tinha direito de ir.

Eu era levado por aqueles corredores e parecia que nada mais fazia sentido, e era verdade nada na minha vida estava fazendo sentido naquele momento... até que o vi pela primeira vez. Ali na incubadora, cheio de fios, e com algo cobrindo seus olhinhos. Novamente as lágrimas vieram até meus olhos. Ele era tão pequeno, tão perfeito. A doutora Allison me deu o avental e permitiu que eu entrasse na UTI Neonatal para ver meu pequeno, meu filho. Eu sentei ao lado dele, e pude tocá-lo apesar de não ser permitido que o colocasse no colo ainda.

- Oi – sussurrei, enquanto permitia as lágrimas de descerem pelo meu rosto – Oi James. Eu sei, eu não sou exatamente a pessoa que você queria ver primeiro, acredite em mim eu também queria que as circunstâncias fossem diferentes, mas nós vamos superar isso. E quando você estiver mais forte e a mamãe melhorar, nós vamos ser uma família. Você vai adorar o Dodger, teoricamente ele é nosso cachorro, mas na prática é seu irmão mais velho. E a sua mãe... Você vai amá-la mais do que tudo nesse mundo, da mesma forma que nós amamos você e tem todos os seus tios e tias que irão mimá-lo e nos deixar loucos. James Romanoff Rogers, você é o bebê mais amado desse mundo. 

Continuei sentado ali por mais um tempo, apenas admirando-o. Eu mal podia esperar para coloca-lo em meus braços, aquela coisinha, como Nat gostava de chamar, tinha apenas horas de vida, quarenta centímetros e já era o ser mais precioso desse mundo 

– Eu disse a sua mãe que você seria ruivo como ela, mas quando foi que a mamãe me deu ouvidos não é mesmo?  

– Eu disse a sua mãe que você seria ruivo como ela, mas quando foi que a mamãe me deu ouvidos não é mesmo?  

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James Romanoff Rogers está entre nós senhoras e senhores e eu já sou completamente apaixonada por um bebê. 

Espero que a vontade de me matar tenha pelo menos diminuido um pouco. Agora de verdade: até sexta-feira galera, beijos. 

1. A Destiny Child - RomanogersHistórias para pegar e não largar. Descubra agora