Steve e Natasha trabalham juntos há quase cinco anos, apesar das constantes brigas e afirmações de ódio entre os mesmos são uma incrível dupla nos negócios. Após um convite inesperado, eles se vêem bebendo juntos e é quando um jogo surge com ele rev...
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Eu havia enlouquecido. Era a única conclusão que conseguia chegar quando avaliava tudo o que havia acontecido, na verdade eu havia montado uma pequena lista mental para provar meu próprio argumento sobre a loucura.
Provas de que Natasha Romanoff enlouqueceu
Uma lista feita por mim mesma falando na terceira pessoa
1) Ela atacou o colega de trabalho que odeia praticamente implorando para que eles transassem.
2) Ela fez isso não uma, mas duas vezes, sem contar o quase sexo que foi interrompido pela amiga dele.
3) Ela descobriu que gosta das sensações que ele gera em seu corpo.
4) Ela permitiu que ele a sequestrasse para um encontro
5) Ela não tem mais tanta certeza assim se o odeia.
6) E por último e nem por isso menos importante, ela está grávida e ele é o pai do bebê.
Conclusão desse pequeno projeto: Ela enlouqueceu.
Já havia desistido de tentar descobrir para onde iriamos, Steve não falava nada desde que saímos da empresa a não ser "você vai saber quando chegarmos Romanoff, agora cale a boca", já havia tentado de tudo, inclusive métodos que não me orgulho... Minha santa Rihanna eu estava quase colocando o Man Down para jogo de tanta ansiedade, podia mata-lo ali mesmo.
Faço menção de abrir a boca para questioná-lo mais uma vez, mas me calo somente com seu olhar entediado e cruzo os braços fazendo uma careta emburrada. Foda-se que parecia uma criança mimada, eu era uma pessoa curiosa, mais uma coisa que tinha em comum com o bonitão ao meu lado. Triste, mas infelizmente verdade.
- Espere por mim aqui, eu volto logo – antes mesmo que possa processar ele desce do carro e me deixa ali sozinha.
Percebo que estamos no estacionamento de um supermercado e fico tentada a descer e ir ao seu encontro, mas que diferença faria? Por esse motivo resolvo ficar sentada dentro do carro e começo a mexer nas coisas por ali, não tinha muito que ver claramente Steve era uma pessoa organizada, até demais se quer minha opinião. Fico procurando alguma música descente enquanto espero por uma eternidade... Tá não foi tanto tempo assim, mas parecia que ele não voltava nunca.
Acho uma rádio infantil onde estava tocando músicas da Disney e resolvo deixar por ali mesmo, a lembrança de quando toda essa confusão começou, justamente com uma música da franquia, se apossa de mim e acabo sorrindo de forma involuntária.
- Voltei – ele coloca as coisas na parte de trás e nem ao menos tive a chance de ver o que era – Mexeu em cada canto do meu carro certo?
Dou um sorriso amarelo e Steve revira os olhos, mas não parecia chateado, muito pelo contrário era como se ele já esperasse que isso acontecesse. A Whole new world preenchia o silêncio e juro que estava me segurando para não cantar, mas aparentemente o idiota não resiste e começa primeiro, me desafiando com o olhar a acompanha-lo e é isso que faço.
- Então, sobre esse encontro – começo de forma cautelosa – Qual o proposito disso?
- Nunca foi a um encontro antes? – dá para perceber o tom de deboche na voz dele.
- Claro que já, mas nunca fui sequestrada para um e sempre sabia o que estava querendo ao ir – os olhos deles desviavam da estrada para mim – Nesse momento eu mataria você se isso fosse saciar minha curiosidade.
- Sei que sim – Steve murmura – Bem, nós vamos dar uma volta, vamos conversar como pessoas normais e tentaremos nos conhecer melhor. Enquanto você tenta não me matar, eu tento te provar que realmente gosto de você, com ou sem a história do bebê.
E com isso ele se cala e volta sua atenção somente para a estrada, fico contente que o mesmo faça isso pelo menos assim posso disfarçar minhas bochechas coradas. Eu não ficava vermelha com facilidade, eu não era uma pessoa adorável, eu não me deixava ser sequestrada para um encontro no meio do expediente e com certeza não transava no ambiente de trabalho, infelizmente parecia que Steve Rogers estava disposto a quebrar todas as minhas regras e ficava enjoada cada vez que o pensamento de estar gostando disso passava pela minha cabeça.
Finalmente o carro parou em frente ao portão de uma linda casa, que apesar de não ser muito grande continha um jardim enorme. A propriedade parecia estar abandonada e se não fosse pela grama e as flores bem cuidadas eu diria que ninguém ia ali há anos, Steve desce do automóvel e abre o velho portão, que solta um rangido em protesto.
- Nós estamos invadindo? – pergunto de forma cautelosa tentando entender o que se passava ali.
- Não exatamente – ele me olha de forma divertida, mas seu sorriso murcha por alguns instantes – Era da minha mãe, meu pai construiu para ela, depois de sua morte ele nunca mais aguentou pisar aqui e a casa está fechada desde então, mas sempre manda alguém para cuidar do jardim... Acho que ele tem medo de morrer e quando se encontrar com ela receber uma bronca por ter deixado as lindas flores dela se estragarem assim.
Ele para o carro na entrada e desce pegando as sacolas do supermercado. Desço antes que o mesmo venha abrir a porta para mim, do jeito que ele era brega não duvido de nada que ainda faça essas coisas. Passo os olhos pela propriedade e meu Deus aquilo era muito lindo, era como um pequeno pedaço do paraíso bem no meio de Nova York, certo que era mais afastada, mas mesmo assim...
- Então essa é a sua ideia de primeiro encontro? – questiono conforme ele se aproxima de mim – Você traz as mulheres para a antiga propriedade da sua mãe e faz elas se encantarem com essa vista maravilhosa?
- Para ser sincero eu nunca trouxe ninguém aqui – o sorriso debochado some de meus lábios ao olhar em seus olhos e ver sinceridade ali – Vamos Romanoff, nosso encontro está só começando.
Uma corrente elétrica passa por todo meu corpo quando Steve entrelaça nossos dedos de novo, da mesma forma que tinha feito no escritório. Ele me guia para a parte de trás da casa,onde uma pequena coberta em frente a um lago nos aguardava, havia mais flores ali e eu não sabia o que admirar primeiro, o colorido dos diversos tipos de flores, o reflexo do sol no lago, a casa que mesmo abandonada parecia magnifica ou o lindo homem que me puxava empolgado para me mostrar tudo.
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