Steve e Natasha trabalham juntos há quase cinco anos, apesar das constantes brigas e afirmações de ódio entre os mesmos são uma incrível dupla nos negócios. Após um convite inesperado, eles se vêem bebendo juntos e é quando um jogo surge com ele rev...
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O caminho de volta para casa é feito em completo silêncio, Hill não pergunta por que estou estranha e eu não pergunto sobre o tal encontro dela com o Barnes. Minha mente nesse momento era uma bagunça, ao pensar nos últimos acontecimentos, só de imaginar Steve e suas mãos em meu corpo um arrepio percorre cada fibra do meu ser, tudo em mim parecia gritar para que ficasse com ele novamente, meu cérebro parecia gostar dos estímulos que o mesmo enviava e respiro fundo para não lembrar que estava praticamente transando na sala do trabalho.
Se aquela amiga dele não tivesse entrado, provavelmente agora estaríamos com nossos corpos colados, suados, tremendo de prazer. Eu não sabia o que tinha nele que me atraía tanto, era como uma droga e odiava admitir que estivesse começando a me viciar...
- Natasha o caminhão – o grito de Maria me faz acordar para a realidade e puxar o carro rapidamente para o acostamento, minhas mãos tremiam no volante e ela tinha os olhos arregalados como se sua vida estivesse passando diante deles – Você enlouqueceu?
- Provavelmente – eu precisava tirar aquele desgraçado da minha cabeça – Você está bem?
- Não fui eu quem quase nos matou, foi? – é ela estava bem – O que aconteceu afinal?
- Nada – e assim a conversa foi dada por encerrada, Hill não deixou que eu dirigisse o restante do caminho e trocou a posição atrás do volante comigo sobre meus protestos de aquilo era besteira.
Wanda já havia chegado do seu turno, não tinha plantão essa noite e nos surpreendemos ao encontrar a mesma com um vestido tubinho vermelho, pronta para sair. Ela nos ver e diz que Tony mandou mensagem no grupo convidando para sairmos todos juntos como não fazíamos há um tempo, Loki, Pepper e Clint já haviam aceitado faltando, assim, somente eu e Hill, como essa última não dispensa uma farra disse que ia se arrumar e eu prontamente neguei lembrando-me do convite inesperado que recebi, como se não bastasse meus amigos iriam para o mesmo bar que ELE estaria.
Steve Rogers havia me convidado para um encontro ou tinha imaginado coisas? As meninas não vão estar aqui, talvez eu pudesse ligar para ele só para terminarmos o que começou em cima da minha mesa... Será que ele riria de mim? Pareceria muito com um ato de desespero? Não tenho culpa se formávamos uma dupla excelente na cama, erámos bons juntos, tinha que admitir, e queria repetir a dose... Viu só? Ele era mesmo uma droga viciante.
"De quem é a vez de comprar absorvente esse mês?" Hill grita do banheiro, e encaro Wanda que tagarelava ao meu lado tentando me convencer a sair com elas. "Minha" a bruxinha, como apelidamos carinhosamente nossa Wandinha, aumenta o tom de voz para que Maria possa escutá-la e volta a explicar porque eu deveria ir também e como merecia um pouco de diversão, porém minha mente estava em outra dimensão.
Quando foi a última vez que precisei de um absorvente? Ah meu Deus, quando foi a última vez que minha menstruação desceu? 14...15...16... Começo a contar mentalmente várias e várias vezes, aquilo estava errado, tinha que estar errado. Talvez fosse o estresse pelo qual vinha passando, os pesadelos haviam voltado, bem como o hábito de dançar todos os dias. Levanto do sofá em um pulo e corro para meu quarto, Wanda fica confusa e vem atrás de mim minutos depois, vendo-me já amarrando as sapatilhas de ponta sentada no chão.
"Maria" escutei a gritar preocupada quando começo a dançar de forma compulsiva, nem mesmo a música estava tocando, era só eu e meus pensamentos bagunçados. Hill entra no ambiente, mas não passava de um borrão, ambas prontas para sair e era só isso que eu queria. Minha amiga ainda tenta me acalmar como geralmente conseguia, porém dessa vez não respondia nem mesmo a voz dela e isso a fez começar a querer surtar, "temos que ligar para o Tony, rápido!".
Não sei quanto tempo passou, talvez horas, minha coxa estava doendo, não sentia a ponta de meus dedos, sabia que Wanda e Maria continuavam ali, a voz delas parecia um sussurro distante, então houve uma batida de porta sendo fechada e de repente as duas tinham sumido dando lugar para um Anthony Stark me olhando de forma extremamente preocupada. Ele tenta se aproximar, mas minha perna falha e em questão de segundos estou chorando no chão, Tony se aproxima e me puxa para seus braços, recitando palavras desconexas que me acalmavam enquanto fazia carinho nos meus cabelos ruivos.
- O que aconteceu? – ele questiona depois de uns minutos – Alguém machucou você? O que...
- Eu acho que estou grávida – sussurro ainda sem encará-lo – Tony... Isso é... Isso é loucura, certo? A chance de eu ter um filho são mínimas, você estava comigo naquele dia, não posso estar grávida... Posso?
- A médica disse que as chances eram mínimas não zero – a voz dele tinha um tom preocupado – Vamos ao hospital... Nat, nós precisamos ir ao hospital, só você e eu okay?
- Não quero estragar sua noite – o sorriso dele era doce e o mesmo beija minha testa de forma protetora – Okay, vamos ao hospital.
Tony me ajuda a retirar as sapatilhas e ficar de pé, sempre me abraçando mostrando que estava ali por mim não importava o que acontecesse, ele era meu irmão afinal de contas. Escuto-o passar algumas instruções para Wanda e Hill, que não se preocupassem ele ia cuidar de mim, ele sempre tomava de um jeito ou outro mesmo.
Não demora muito para sermos atendidos, pelo menos não que eu tenha percebido já que para mim o tempo estava parado, a médica, Dra. Allison, me indica uma sala onde possa me trocar para fazer uma transvaginal e depois dela indicar como deveria posicionar minhas pernas, expulso Tony da sala. De jeito nenhum ia ficar naquela posição com ele ali, foda-se que não dava para ver nada, já era horrível o bastante estar daquele jeito para uma desconhecida que inseria um objeto na minha vagina. Pouquíssimos minutos depois a médica fala um "ali está ele" e mostra para mim no monitor... Meu Deus eu estava grávida... Eu teria um bebê... Eu ia matar o desgraçado do Rogers.
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