Capítulo 14

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O teto do meu quarto era lindo, havia alguns detalhes que nunca tinha reparado, mas depois de horas deitada em minha cama o encarando comecei a analisa-lo

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O teto do meu quarto era lindo, havia alguns detalhes que nunca tinha reparado, mas depois de horas deitada em minha cama o encarando comecei a analisa-lo. Steve tinha ido embora, precisei insistir muito e aceitar o tal encontro, agora Wanda e Hill dormiam ao meu lado, as duas estavam me vigiando a mando de Anthony Stark, sabia disso e achava a coisa mais ridícula. Eu era uma mulher adulta, podia cuidar de mim mesma.

Ao pensar nisso uma de minhas mãos vai até a barriga e faço um carinho ali, ainda não sabia se estava completamente feliz com a ideia de ser mãe, não era assim que eu imaginava que as coisas iriam acontecer, na verdade tudo era uma tremenda bagunça. O pai do meu filho era o cara a quem eu tinha jurado meu ódio, mas que agora, nesse exato momento, se alguém me perguntasse eu diria que... Que ele não era tão ruim assim.

Steven Grant Rogers estava acabando com minha mente, me deixando cada vez mais confusa, com suas palavras doces e seus beijos que faziam todo meu corpo estremecer. Nós dois tínhamos muito em comum, aquilo era verdade e odiava ter que admitir, ambos fugíamos dos fantasmas do passado, tentando encobri-los e seguir em frente. Suspiro frustrada, queria dormir e não conseguia tirar esse desgraçado da minha cabeça e aparentemente estávamos presos um ao outro, afinal não importa o que aconteça entre a gente, ele sempre seria pai dessa criança.

- Vai ficar tudo bem Nat - me assustei com a voz sussurrada de Wanda, a mão dela estava sob a minha e a apertava com o intuito de oferecer coragem – Nós estamos aqui com você.

- Eu odeio crianças, mas prometo te ajudar com a sua – dessa vez era Hill quem falava, fecho os olhos e respiro bem fundo tentando evitar que as lágrimas caiam – Esse bebê vai sair muito bonito, se a gente for analisar pelos pais - uma risada escapa de meus lábios, contagiando-as também, elas haviam se virado e nós três olhávamos para cima agora – O teto do seu quarto é bem bonito.

- Você podia colocar algumas estrelas, ficaria bem legal – Wanda fala e nós concordamos com ela.

- Eu saí com o Barnes, nós fomos a um restaurante e depois para o bar em frente a empresa – Hill começa sem olhar para a gente – Acontece que alguns amigos dele chegaram lá e descobri que o mesmo é amigo do Samuel.

- O veterinário com quem você namorou? – pergunto de forma confusa.

- Yeah, parece que ele é amigo do seu Rogers também – reviro os olhos com o termo "seu" – Como que namorei um cara e nem ao menos conheci os amigos dele? Metade trabalha na mesma empresa que eu, isso não faz sentido, faz?

- Talvez seja porque não deu tempo – murmuro – O namoro de vocês durou três meses, nunca apresentou ele para seus amigos e vice-versa, a única pessoa que vocês descobriram ter em comum foi a garota que foi amante dos dois.

- Como era o nome dela mesmo? – Wanda questiona – Ela é da sua família, certo Nat?

- Yelena – Hill responde com um sorrisinho sacana no rosto.

- Minha prima. Ainda não acredito que os dois pegaram minha prima – respondo indignada.

- De qualquer forma, ficou um clima estranho principalmente para explicar como a gente se conhecia, fiquei com raiva quando Bucky demonstrou certo ciúme e fui embora sem me despedir – ela dá de ombros como se não fosse nada demais – Rodei um pouco a cidade, transei com um cara qualquer no banheiro de outro bar e vim embora para casa, encontro você com os pés sangrando e dizendo que passou a noite com Steve Rogers, por um instante achei que estivesse tão alta por conta do álcool que tinha escutado errado.

- Eu achava que tinha transado com ele só por que estava bêbada, agora não tenho mais tanta certeza assim – ignoro os olhares curiosos e perplexos – A tequila me deu coragem de tomar uma atitude, com certeza, mas... Eu não sei o que é, porém alguma coisa me puxa para ele, como um maldito imã ou uma droga em que estou começando a ficar viciada.

- Sabe o amor e as drogas estimulam a mesma parte do cérebro – a bruxinha comenta como quem não quer nada e ao ver meu olhar mortal sobre ela repensa sua resposta – O que não quer dizer que você o ame, claro que não... De jeito nenhum.

Apesar de ignorar completamente o comentário de Wanda, o pensamento do que a antropóloga Helen Fischer disse uma vez ficava vindo em minha mente "O amor romântico é uma obsessão, ele toma posse de você", sinto meu coração errar as batidas ao lembrar como a mesma complementa sua observação "Você não consegue parar de pensar em outro ser humano... O amor romântico é a coisa mais viciante da terra". Quantas vezes durante esses dois meses tive que policiar a mim mesma para não avançar em Steve da mesma forma que havia feito aqui em casa? Quantas vezes não fazia questão de falar sobre ele e como o mesmo era extremamente irritante?

Isso é ridículo, Natasha, você não está apaixonada por ele. 

Apaixonar-me por Steve Rogers estava fora de cogitação... Certo?!

 Certo?!

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