Steve e Natasha trabalham juntos há quase cinco anos, apesar das constantes brigas e afirmações de ódio entre os mesmos são uma incrível dupla nos negócios. Após um convite inesperado, eles se vêem bebendo juntos e é quando um jogo surge com ele rev...
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Um mês depois
Poder finalmente segurar James em meu colo foi de longe um dos melhores momentos da minha vida, mas não se comparava ao brilho no olhar de Natasha enquanto com todo cuidado segurava nosso pequeno em seus braços, e quando eu abraçava os dois era como ter todo o meu mundo em meus braços. James havia ganhado um peso considerável após começar a mamar, e apesar de algumas caretas de dor, Nat encarava aquele pequeno momento dos dois com muito carinho.
Acabou que a comemoração do meu aniversário aconteceu ali mesmo no hospital, somente nós três já que os outros não conseguiram entrar, e foi de longe o melhor aniversário que eu já tive. Natasha estava bem, saudável, e James já poderia ir para casa também. Todo o susto, toda aquelas lembranças ruins pareciam estar ficando para trás.
- Já podemos ir – digo entrando no quarto mostrando a ela os papéis da alta, percebo a mesma estremecer um pouco, mas prefiro não comentar.
James dormia tranquilamente na cadeirinha, alheio a tudo que se passava, era uma coisa que ele fazia bastante por sinal: dormir, mas quando estava com fome conseguia ficar mais irritado que Natasha. Como um barulho tão alto podia vir de um ser tão pequeno é algo que eu nunca saberia dizer. Os cabelos ruivos estavam escondidos por um gorro e os olhos azuis idênticos aos de minha mãe, se encontravam fechados. Todos os nossos amigos já haviam vindo visitar os dois, e todos babavam completamente no pequeno Romanoff Rogers, mas nada se comparava aos avós. Meu pai e meus sogros iam nos deixar loucos, eles não queriam largar o bebê um minuto sequer e aparentemente meu filho não gostava muito daquela ideia porque ele amava demais o colo da mamãe para trocar pelo o de outra pessoa.
Eu estava certo sobre isso também. James tinha pouco mais de um mês e já era completamente apaixonado pela mãe. Gosto de pensar que ele me ama do mesmo tanto, mas quando observo os dois juntos é impossível acreditar e eu nem posso julgá-lo.
Por falar em Natasha, ainda não acreditava que ela realmente havia dito sim, acho que ela também não. Eu esperei que a mesma talvez surtasse um pouco, como foi com o pedido de namoro, mas isso não aconteceu, o que só mostrava como as coisas realmente haviam mudado. Como o sentimento que sentíamos havia amadurecido e como nós mesmos aprendemos a lidar com toda aquela confusão que acontecia dentro da gente compartilhando um com o outro em vez de nos trancarmos em nossa própria dor.
Nat brincava constantemente sobre eu não ter o direito de ser tão perfeito, E isso com certeza não era verdade. Tudo o que aconteceu no inicio do relacionamento, a forma como eu a magoei, a forma como eu tinha a mania de me fechar quando acontecia um problema... Eram pequenos defeitos que a mesma parecia ter esquecido, ou da mesma forma que achava que os defeitos dela a complementavam, Nat me via assim também. Sorrio ao observá-la terminando de ajeitar as bolsas e após muitas recomendações da médica, sobre o repouso - e isso incluía nada de sexo pelos próximos trinta dias - estávamos finalmente prontos para ir.