Steve e Natasha trabalham juntos há quase cinco anos, apesar das constantes brigas e afirmações de ódio entre os mesmos são uma incrível dupla nos negócios. Após um convite inesperado, eles se vêem bebendo juntos e é quando um jogo surge com ele rev...
Gente, eu esqueci que hoje era sexta e por isso o capitulo não saiu de manhã, desculpa...
Erros em Wakanda, mas aproveitem a leitura
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Esses últimos dias haviam sido uma loucura. Realmente havia pensado em dançar quando cheguei a casa após meu encontro com Steve, entretanto enquanto ia pegar as sapatilhas percebi o sangue em minhas roupas, as meninas me levaram ao hospital e eu mal me mexia, estava paralisada de medo.
É lógico que pensei em ligar para o Rogers, ele era o pai e já havia deixado claro que queria estar ali por nós, eu e o bebê, mas a forma como os olhos frios me encararam quando paramos no estacionamento ficavam voltando a minha mente e não podia lidar com isso naquele momento. Meu filho era mais importante. Por isso, fiz exatamente o contrário daquilo que ele havia me pedido, voltei para dentro das muralhas que havia construído, tranquei a sete chaves toda a alegria que tinha sentido naquela tarde e torci para que acabasse tudo bem.
A espera até ouvir o bater do coração do meu bebê foi infinita e a cada minuto que se passava era como se parte de minha alma fosse retirada. O universo gostava de ferrar comigo, não via porque dessa vez seria diferente.
Quando finalmente a Dra. Allison disse que estava tudo bem e que eu podia ficar tranquila, eu comecei a chorar compulsivamente. Ela me fez prometer que ficaria em casa de repouso por pelo menos uma semana, sem pegar peso, e evitando o estresse, se ela conhecesse o pai do meu filho não me pediria uma coisa dessas. Reviro os olhos pensando naquele idiota, sentia vontade de esganá-lo e uma pontada de culpa por não ter ligado para ele e avisado sobre essa situação.
E ali estava a culpa de novo. Olha-lo e escutar tanta dor em sua voz acabava comigo, mordia a bochecha internamente para não chorar, odiava esses hormônios estúpidos da gravidez que me fazem querer chorar, transar e matar várias vezes ao dia. Meus pensamentos naquele momento eram uma grande bagunça.
Eu teria ligado? Claro que sim. Pelo menos era o que eu gostava de imaginar. Não sou tão egoísta, mas também não sou boa em expressar meus sentimentos e existia uma chance enorme de ter me fechado dentro do caos que habita em mim. Ele ainda me olhava esperando por uma resposta e aparentemente tomou o meu silêncio como uma negação à sua pergunta.
- Eu não sei – ele nem ao menos conseguia me encarar mais, seus olhos agora estavam fixos no chão – Eu não sei o que teria feito, eu...
- Eu vim aqui para me desculpar pela forma como te tratei naquele dia, você merece uma explicação afinal de contas – Steve olhava para tudo, menos para mim. Havia lágrimas nos olhos dele e estranhamente aquilo me fez sentir como a pior pessoa do mundo por magoá-lo – Sabe eu me senti muito culpado quando soube que você quase perdeu o bebê, e provavelmente nós dois concordamos com isso, mas quando parei para pensar que você nem ao menos se deu ao trabalho de me avisar... Acabei de perceber que eu nunca senti tanta raiva de você como nesse momento.
- Eu sinto muito – minha voz não passava de um sussurro – Mas você também não tinha o direito de me tratar daquele jeito...
- De que jeito? – o sarcasmo em sua voz era irritante – Ah, claro! Não posso te tratar do mesmo jeito que você trata os outros quando está confusa e irritada. Como me esqueci disso.
- Então foi isso? Uma vingança idiota? – a cada minuto que passava eu não sabia se odiava mais a ele ou a mim mesma por ter acreditado em toda aquela encenação no dia do encontro.
- Não foi uma vingança idiota – ele aumenta o tom de voz novamente - Eu realmente gosto de você e acredite em mim, está sendo uma das coisas mais difíceis que já fiz. Quer saber o por quê? Porque você gosta de agir como se fosse uma rocha que não gosta e não precisa de nada nem de ninguém, é tão tapada com relação aos sentimentos alheios que não consegue perceber se algo está errado e é tão egoísta que se alguém te trata minimamente próxima à forma que você trata as pessoas se fecha novamente e fica com raiva como uma criança emburrada – Steve para momentaneamente para respirar e me encara mais calmo depois do desabafo – E mesmo sabendo de tudo isso eu não consigo parar de desejar você, de querer cuidar de você e implorar para que me deixe amá-la, entretanto se perceber que também se sente assim com relação a mim, por menor que seja o sentimento, você vai correr e se esconder atrás dos seus muros. Tira-la de lá é muito difícil. Eu sei, porque venho tentando há cinco anos, no meio de todas aquelas nossas brigas.
- Vai para o inferno – é só o que digo após vários minutos de silêncio e volto para meu apartamento. Estava à beira de um ataque de pânico depois daquela declaração meio conturbada, em um minuto ele estava jogando na minha cara meus defeitos no outro dizendo que gostava de mim.
"Obrigado por provar meu ponto de vista", é a última coisa que escuto escorada na porta fechada, um olhar aterrorizado no rosto enquanto repetia mentalmente que ele estava errado. Não sentia nada por ele a não ser raiva, e por isso fugi. Quer dizer, eu não fugi. Só não vi mais nenhum sentido naquela conversa e queria o conforto do meu lar de volta, e... Ele está errado.
Mas se ele está tão errado, por que eu não consigo parar de sorrir?
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