Tereza Cristina ao entrar em seu quarto, percebeu que Griselda havia acordado. Depositou a bandeja em cima do aparador, olhou-se no espelho com malicia, deixando o roupão cair ao longo do seu corpo.
Griselda, distraída, só percebeu a entrada de Tereza Cristina tempo depois, olhando para ela como uma harpia mirando sua presa.
Seu andar era lento e direcional, suas curvas se moviam de um modo tão hipnótico a ponto da outra nem piscar, com os lábios entreabertos.
TEREZA CRISTINA – Não ache que estou satisfeita. Ainda quero me mostre TUDO, o que a senhorita faz-tudo é capaz de fazer comigo, mas antes eu quero provar você. – E num gancho, a puxou pela nuca para um beijo e constatando o quanto Griselda a queria ali, tão quente e tão desejosa.
Serpenteava com a língua as coxas grossas e torneadas de Griselda, brincava em suas virilhas, vez ou outra, de leve em seu sexo, o suficiente para deixá-la desesperada.
GRISELDA – Você é uma diaba Tereza Cristina – gemia se apoiando no boxe do banheiro com uma das mãos e a outra emaranhada nos cabelos dela.
TEREZA CRISTINA – Você ainda não viu nada meu bem – Sem perder tempo, afundou com sua língua ágil exatamente ali, sorvendo gota a gota todo êxtase em forma liquida que saía de Griselda, que mordia a mão para não gritar, um gatilho para Tereza Cristina enlouquecê-la ainda mais. Possuída por um desejo selvagem, queria totalmente entregue, sem nenhum pudor. A faz-tudo sentia seu corpo todo arder, suas partes íntimas latejar...aquilo era quase insuportável, precisava gozar desesperadamente e tomada por seus instintos travou a cabeça de sua parceira entre suas pernas, derretendo-se toda em sua boca.
Lentamente seus corpos foram caindo ao chão, Tereza Cristina como uma gata manhosa, se ajeitou entre suas pernas, se aninhando ali, apenas ouvindo as batidas de seu coração, que aos poucos voltava a bater no ritmo, sentindo a água fria, correr fartamente sobre elas.
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-Tão bom te ter assim tão juntinho de mim Zel, que não consigo mais me imaginar sem você. – Ronronou, agora na cama, depois de se amarem mais uma vez.
-Não vejo a hora de contarmos aos nossos filhos, de podermos viver livremente o que sentimos uma pela outra, ficarmos livres da sua tia odiosa, cuidarmos juntas dessa miúda que em alguns meses estará aqui com a gente... – dizia enquanto acarinhava a barriga de Tereza Cristina.
-E o que te faz ter tanta certeza assim que estou grávida de uma menina? – Perguntou entre sorrisos
-Minha intuição nunca falha. Acertei quando estava grávida dos meus filhos, quando a famigerada da minha ex-nora ficou esperava meu meu neto, também acertei e pasme até mesmo na gravidez da Celeste, foi batata! E você? Não acertou seus palpites durante a gestação dos teus?
-Quando fiquei grávida da Patrícia era tão alienada que tudo o que mais queria, era tirar aquele bebê de dentro de mim e voltar a minha forma. Demorei muito tempo para tomar consciência de que tinha me tornado mãe e nessa parte o Renê foi muito parceiro, foi ele quem mais cuidou dela.
Ouvir o nome do Renê, fez Griselda mudar na hora de expressão. Ela não conseguiu disfarçar o ciúme, tão menos fazia questão em disfarçar qualquer coisa.
-Essa carinha, esse bico todo é ciúme? – Provocou, ao mesmo tempo que enchia a outra de beijos – Você fica linda assim de biquinho.
-Não estou achando graça nenhuma Tereza! – Respondeu com a cara fechada, o que não durou muito tempo, pois como resistir aos encantos daquela mulher e depois percebeu que seu ciúme era infundado. Renê era pai dos filhos dela e não havia como mudar, porem sua amada foi muito clara e categórica quando disse que ficaria com ela e todo esse tempo juntas deixava bastante claro o seu amor. Sem contar que precisavam estar mais unidas do que nunca para enfrentarem o que ainda estava por vir.
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AS APARÊNCIAS ENGANAM
FanfictionNem sempre o que parece ser um amor verdadeiro, pode durar para sempre. Há uma linha tênue que separa o amor e o ódio; A sanidade da loucura. Por trás de um lindo cordeiro pode se esconder um lobo sedento e a vilã poderá ser a mais inocente das moci...
