Dante Stefano
Depois que saí do carro de Antonella, naquela noite, vi que não podíamos ficar próximo um do outro, não apenas por ordens do meu pai ou pelos meus inimigos, mas por eu saber que há uma grande chance de crescer um sentimento entre nós. Essa mulher é totalmente diferente. Quero tê-la novamente, mais uma vez, uma longa noite com ela.
Hoje haverá mais uma missão, e vou levar meu irmão junto, pois sei que o mesmo vai atrás da Antonella. Então já estamos a caminho do lugar onde vamos ficar para nos preparar para o ataque. Enrico não gostou muito de saber que teria de ir comigo, mas não tem escolha, uma vez que entra nunca mais sai. Entrei na máfia ciente do que pode acontecer, soube perfeitamente dos riscos, mas entrei para ser o melhor, até hoje nunca perdi uma guerra.
Estou seguro, foram anos construindo o que tenho hoje. Meus pais sabem quem eu sou, meu pai foi o Don antes de mim. Ele tem um respeito muito grande dos membros da camorra. Só pôde saír se colocasse um de seus filhos no seu lugar — o que ele não queria —. Fui preparado desde o início da adolescência, o mesmo foi feito com meu irmão. Apesar disso, meu pai nunca quis esse destino para nós, apenas nos treinou por segurança. Ele não estava mais em condições quando eu tomei seu lugar, o decepcionei ao fazer isso.
Mas foi melhor que perde-lo em combate. Meus pais tem uma história triste juntos, deu trabalho para ficarem juntos, meu pai vacilou muitas vezes com minha mãe, presenciei diversas brigas do casal. Já atacaram algumas vezes nossa casa, isso mexeu com meu psicológico quando criança, toda vez que acontecia algo, eu ficava com mais vontade de me vingar, não via a hora de entrar na máfia e fazer o que meu pai não conseguiu. Eu queria ser capaz de proteger todos a todo custo.
Ontem, recebi a notícia de que preciso me casar, faz parte da regra e sempre fez. E o pior de tudo, já tem uma escolhida. Meu pai a escolheu, insiste de que eu preciso seguir a regra que o mesmo seguiu. Fúria o que senti ao ouvir aquilo, tenho 30 anos, eu escolho o que faria com relação a ter meus herdeiros. Entretanto, já enrolei o máximo, não tenho o que fazer a não ser aceitar. É isso ou ser expulso e deixar de ser digno. Talvez... eu pense em algo até lá.
E Antonella, porra, eu a quero, quero muito, não vou conseguir deitar com nenhuma outra mulher sem pensar na leoa. Em tão pouco tempo ela me fodeu.
...
Foi um pouco demorado dessa vez, mas já cumprimos a missão e já posso ir para casa, não vejo a hora de ver Antonella. Posso estar a mantendo em perigo, mas sou egoísta de mais e não consigo ficar longe dela. Tenho que ir para a casa de meus pais hoje, preciso conhecer a porra da minha noiva.
Ao chegar na mansão de meus pais, sou recebido pelos mesmos. Minha mãe com uma carranca séria, pelo jeito, isso não a agrada, ela sempre quis que eu escolhesse uma mulher com quem eu queira de verdade viver ao lado, e não por status, por obrigação. Tinha que haver amor envolvido.
– Meu filho – Ela diz, me abraçando com força. – por Favor, não aceite! Não faça isso! – Ela pede em meu ouvido.
– A senhora sabe que não tenho escolha. – Digo contendo a vontade de tacar o foda-se e mandar a mulher, que me espera na enorme sala dos meus pais, ir embora.
– Nosso filho não é um covarde Maria, deixe-o conhecer a noiva. – ele diz e os dois saem para o segundo andar. Eu estava prestes a fazer o que meu pai fez com a minha mãe. Depois de um tempo o amor veio entre os dois. Mas minha mãe foi forte o suficiente para aguentar tudo isso, teve de aceitar para se dar bem.
Entro e vou para a sala, encontrando uma mulher loira muito bonita sentada, mas não tanto quanto minha leoa. Ela nota minha presença e se levanta.
– Oi... É... uau você é bem mais bonito do que eu imaginei. Eu sou... – Nem se compara com Antonella, essa mulher não chega aos pés da minha leoa. Ela diz seu nome mas estou pouco me fodendo.
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A CEO e o Mafioso
RomansaAntonella Clifford, com 25 anos herda a empresa de seu pai, tornando-se a nova CEO da empresa Clifford's, na Itália. Com a morte do mesmo, Antonella se vira com tudo o que foi ensinada para manter a empresa de pé, mas não deixando de se divertir com...
