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Horas depois, passava pela entrada da grande e agitada boate, por fora era uma mistura de dourado, bege e branco como algodão, a fila estava enorme. Entrei facilmente. Lá dentro era tão enorme quanto por fora. O teto redondo e muito alto, dos lados havia duas escadas brancas com pilastras pretas, que levam para as áreas vip e embaixo, entre as duas e depois da pista, o palco com o DJ.
Olhei em volta vendo pessoas dançantes e outras sentadas nos luxuosos bancos brancos enquanto se pegavam, vi homens de terno que ficavam sentados enquanto mulheres dançavam para eles. Por dentro ela era preta, branca e dourada, as luzes coloridas davam cor ao lugar escuro.
No fundo eu gostava muito dali, me incomodava muita coisa que via nesses lugares, então se eu olhasse só por cima e para mim, lá na pista de dança, ou com meus amigo e no bar, eu conseguia ver muita alegria, aquilo era eletrizante. Eu também sabia de incontáveis coisas ruins que poderiam acontecer em lugares como este, então evitava pensar muito. Alí eu não precisava pensar muito, era umas horas de paz num lugar apocalíptico. Era tirar um tempo para mim.
Antes de beber qualquer coisa, me enfiei no meio das pessoas dançando e joguei um braço para o alto começando a rebolar. Tive a impressão de que algumas pessoas já me conheciam, falei com elas de volta dando sorrisos e dizendo sim para coisas que nem entendi por causa da música alta. Mas dancei com aquelas pessoas. Tinha outra visão que poderia ter sobre esses lugares, um refúgio para mentes perturbadas a procura de alívio rápido mesmo que momentâneo. Para mim era muito divertido.
Quando cansei, fui para o bar atrás de álcool. Lembrei do meu celular, Alice devia estar me procurando há um tempo, mas eu sabia que ela não estava sozinha. Então respondi as mensagens enquanto esperava a bebida que havia pedido. Enquanto eu mandava as mensagens explicando onde eu estava e esperava ela responder, um homem chegou no banco do lado e pediu uma bebida chique. Senti seu olhar em mim, mas recebi minha bebida e dei um gole com o canudo.
— Não sabia que a grande Srta. Clifford frequentava mesmo lugares assim — falou me olhando intensamente.
— Sabia sim. Todo mundo sabe.
Não direcionei o olhar em momento nenhum, mas sorri de leve enquanto olhava para a bebida e a rodava. Minha voz mais sensual e minhas pernas cruzadas com certeza chamaram mais atenção.
A reputação que eu tinha era certeira e bem clara: 'Uma mulher que adora sair nas noites da Itália e à fora, ninguém consegue enlaçar, nem mesmo os bonitões famosos que a rodeiam. Mas faz um trabalho impecável em conquistar os homens ao seu redor mesmo sem querer, na empresa é uma das melhores CEOs contando com o ranking dos homens também, mesmo em pouco tempo...'
E é claro que eu tinha visto muitos comentários negativos por aí. Não é tão aceito eu ter uma empresa tão grande e sair tanto, não querer ter filhos e nem mesmo um namorado. Mas sim frequentar tantos lugares como este em todo o mundo, porque é só isso que eles veem. Acabam esquecendo do resto.
— Creio que não sou como todo mundo — falou e deu um gole da sua bebida.
Provavelmente ele queria se passar por homem que não é tão ligado na internet e no que está na boca do povo. Pelo menos é muito bonito.
— E já ouviu falar de mim — deixei que ele falasse mais.
— Não sou daqui, mas já ouvi muito meu pai falar de você, ele é o dono de uma das suas filiais.
— Seu pai parece não comentar muito mais do que apenas o nosso trabalho. Isso é bom. Geralmente minha vida fora de lá é mais falada.
— Então é verdade? Não sai com homens mais que uma vez e vai com frequência nas boates e baladinhas por aí.
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A CEO e o Mafioso
RomanceAntonella Clifford, com 25 anos herda a empresa de seu pai, tornando-se a nova CEO da empresa Clifford's, na Itália. Com a morte do mesmo, Antonella se vira com tudo o que foi ensinada para manter a empresa de pé, mas não deixando de se divertir com...
