Capítulo 27

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                            DANTE STEFANO

Quando saí de casa, enquanto as duas mulheres mais incríveis que eu conheço faziam o bolo, fui atrás do homem que planejou sequestrar Antonella. Ele foi pego por um dos meus melhores soldados. Descobrimos que não estava sozinho, havia uma mulher também, só não conseguimos acha-la. Estamos sem pistas e o filho da puta não fala nem à base das torturas do Pietro. Por isso, fui até lá para ver se conseguia tirar algo de importante dele. Mas foi resistente e após 16 tipos de torturas diferentes tive que mata-lo.

Voltei para casa naquele estado, todo ensanguentado. Sabia que ela teria perguntas sobre o acontecido, das quais eu claramente não queria responder. E a leoa sempre me surpreende. Vi que ficou um pouco assustada, mas depois que eu dei uma resposta qualquer evitando detalhes, ela não tocou mais no assunto, isso foi ótimo para mim.
E então, passamos o dia juntos. Quando estávamos na piscina, recebi uma ligação de Pietro me informando que reforçaria a segurança e parariam de procurar a mulher que, talvez no futuro seja um problema, pois não estão a achando em lugar algum. A única coisa que sabem é que a mesma é loira.
Na primeira vez que a viram ela estava numa praça bem movimentada, com o homem que recentemente matei, e segundos depois desapareceu.
Estou furioso por não conseguir encontrá-la, mas, não vou estragar meu dia com Antonella.

Ao sairmos da piscina pouco antes de escurecer, ela subiu para tomar banho e eu fui arrumar algo para comermos, decidi não pressiona-la mostrando o quão viciado nela estou.

— Está fazendo o que? — perguntou adentrando a cozinha e perfumando o local com seu cheiro naturalmente delirante. — Hmmm que cheiro delicioso! — Continua, chegando ao meu lado.

— Muito — falei a olhando.

Olhei de cima abaixo, vendo que veste minha camisa azul marinho e... não sei se está de short pois minha roupa cai como um vestido para ela. Vejo seus olhos brilharem.

— Tem brigadeiro, pipoca, bolo, mandei comprarem doces, tem sucos e refrigerantes. — Digo tentando manter minha expressão seria, mas é difícil quando ela tira toda minha postura.

— Uau, pra que tudo isso? — Pergunta animada. Notei que ela também deixou algumas questões de lado para aproveitar o momento.

— Vamos assistir um filme, que tal? — Pergunto recebendo um sorriso enorme de volta. Ela fica igual uma criança diante de doces.

— Vamos! — diz muito animada, dando baixos pulinhos e, com as mãos unidas na frente do corpo.

— Bom, continua mexendo que vou tirar essa roupa molhada. Já está acabando aí, procura um filme para assistirmos lá na sala de vídeos depois, ok?! — Peço saindo da cozinha para tomar um banho.

Sei que uma foda e comidas gostosas não faz diferença para Antonella, essa mulher ficou com tantos homens diferentes quanto eu com mulheres, que fica difícil se apegar por alguém. Isso ajudou ela a ser fria. Mas, acredito que eu esteja conseguindo entrar, aos poucos, no coração de gelo da Antonella.
Teve um início para tudo isso, essa escuridão, o medo que ela tem de se relacionar. Não sei se é certo, se é preciso que ela saiba. Só sei que, se Antonella for até meu pai, as coisas vão se complicar, para o bem dela, vou tentar evitar que aconteça.

Acabo meu banho, visto um short de moletom preto apenas, e desço para ajudar a leoa com o que falta. Mas não a encontro na cozinha, nem as comidas. Vou andando até a sala de vídeo, chego em três minutos e vejo Antonella sentada na ponta do enorme sofá cama, com o controle na mão procurando o filme e com a mesinha toda arrumada com a comida, as bebidas num baldinho de gelo.

— Que visão linda! — Comento afundando-me no sofá ao seu lado.

— Achei um filme, me recomendaram para assistir há um tempinho. Chappie, já viu? — Dispara um pouco animada. E eu valorizo esse nosso longo tempo sem discussões.

A CEO e o MafiosoOnde histórias criam vida. Descubra agora