Dante Stefano
Só percebi esse sentimento quando a vi com outro. Eu quero Antonella. Posso não ficar perto dela por um tempo com tudo que está acontecendo, mas também não quero que ela fique com outra pessoa. A mesma não é apegada, quando ela decide uma coisa é até o final e comigo não é muito diferente, mas eu pretendia mudar isso. Não quero perdê-la.
Saí de sua casa pensando em tudo que eu preciso fazer. Mas era certo de que lutaria para deixa-la fora de perigo, só não posso deixar que fique com outros. Não suporto vê-la com outro. Então, me dedicarei em descobrir quem está fuçando seu passado, quem está atrás dela... E nos tempos vagos, posso evitar que fique com outros.
Eu pretendo conquista-la, entretanto, não tenho tanto tempo para fazer com que isso aconteça.
...
No dia seguinte, acordei decidido a ir na casa da Antonella. Me arrumei casualmente... um short jeans e uma camisa preta, partindo para encontra-la. Mas a vi no caminho e tive a brilhante ideia de traze-la para minha casa. Meu desejo por ela aumentava a cada dia, meu lado possessivo é ativado e tenho que me controlar sempre. Precisava vê-la hoje para terminarmos a conversa de ontem.
– Sobre o que você quer conversar exatamente? – Pergunta quando me afasto. Eu queria poder dizer tantas coisas...
– Sobre você... e eu. – Dou uma pausa a olhando. Fico ao seu lado mantendo uma pequena distância. – Você disse que estava disposta a tentar, disse isso a mim naquele dia do baile.
– No dia em que você decidiu se afastar de vez. Não parece estar fazendo isso... – Ela fala, curta e dura, com os braços cruzados me encarando. Confesso que ela tem um olhar ameaçador. Seu pai a treinou bem, mas sua postura era da mãe.
– Exatamente, mas... Não é fácil deixar você seguir e conhecer outras pessoas. – Não queria toca-la, pois não consigo me controlar perto dela, ainda assim, já estava com uma mão em sua cintura e outra em seu rosto.
Ela me olha de um jeito indecifrável, não sei qual vai ser a sua resposta e isso me incomoda muito. Já que ela não falou, eu continuei:
– Acho que eu poderia dizer que estou fascinado por você Antonella. Você me atrai de todos os jeitos. – Ela finalmente me olha nos olhos. Me atraía seu modo de ser teimosa e inteligente, de saber tomar a frente quando necessário, a sua força e sua fragilidade. – Não quero você com outro homem. - é só o que falo. Tem muita coisa para ser resolvida...
– Você não precisa controlar a minha vida, é só não olhar para essa parte, a parte em que fico com quem eu quiser e só vigiar a que estou em perigo. Podemos ser amigos. Agradeço por toda a parte em que me toca, mas não tenho interesse. – Porra eu não consigo ser amigo, mas vou fazer ela mudar de ideia. Ignoro toda as outras partes do que falou, eu darei um jeito.
– Como quiser. – falo a deixando confusa.
– Sério? Assim, tão rápido? – pergunta me fazendo rir. Não adianta discutir agora.
– Vou fazer nosso almoço. – Digo. Talvez eu possa ter deixado de dizer algumas coisas, mas não quero assusta-la.
Fiz o almoço e nos servi na mesa de jantar, abri um vinho para acompanhar. Olhei para Antonella enquanto comia, mas percebi que estava muito pensativa, não parece estar aqui. Quando eu ia falar algo, ouvi sua voz.
– Olha, Dante – faz uma pausa – Eu sei que você não vai aceitar ser apenas meu amigo. – mexia na comida enquanto falava – Eu não quero um relacionamento sério, não quero ninguém com ciúmes de mim, e nós sabemos que você... — fez uma pausa — Eu vou ficar com quem eu quiser e é essa vida que quero por enquanto. Se eu desse uma chance à você, seria algo casual, por isso falei aquilo de te dar uma chance. – Não estou surpreso, eu sabia. Suas palavras são afiadas, mas seu olhar... Ela sabe que há uma conexão entre nós. Eu não estaria insistindo se não fossemos tão... parecidos.
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A CEO e o Mafioso
RomantizmAntonella Clifford, com 25 anos herda a empresa de seu pai, tornando-se a nova CEO da empresa Clifford's, na Itália. Com a morte do mesmo, Antonella se vira com tudo o que foi ensinada para manter a empresa de pé, mas não deixando de se divertir com...
