Dante Stefano
Acordei essa manhã sentindo um vazio no meu lado... a raiva me bateu na hora. Que mulher irritante. Vai me dar trabalho, nunca tive dúvidas disso.
Na hora do almoço, vim para a casa dos meus pais, onde a minha noiva me espera. Esse casamento não pode acontecer, não com o que eu sinto pela Antonella. A nossa ligação... Tinha algo a mais, ela também sente. Se eu tentasse resolver nossos problemas, talvez, poderíamos tentar algo. Mas não enquanto eu tiver coisas pendentes.
– No que tanto pensa querido? – minha mãe pergunta. Estamos acabando de almoçar, todos juntos.
– Na vida. – respondo seco. – Queria falar com você, no meu quarto, venha! – chamo Sandra.
– Não vai fazer o que estou pensando, vocês ainda nem casaram meu filho! – minha mãe diz baixinho, só para eu escutar.
– Isso nunca vai acontecer. – Falo e a mesma junta as sobrancelhas sem entender.
Vou para meu quarto e minha noiva vem logo atrás. Ela entra no cômodo e fecha a porta em seguida, parece nervosa, com medo de eu fazer algo com a mesma.
– Não vou te tocar, se é isto que está pensando. – Falo e seus ombros relaxam. – Quero que avise sua família que o casamento vai ser adiado para daqui a três meses! – Ela arregala os olhos. O casamento ia acontecer antes que isso, só que preciso de tempo para ter certeza de tudo, não posso deixar esse casamento acontecer ainda.
– Mas senhor, minha mãe já está preparando as coisas da festa, estão todos agitad... – eu a corto antes que termine.
– NÃO me importo – falo a primeira palavra alto de mais. A mesma abaixa a cabeça e acena. Pena é a única coisa que sinto por ela, não tem culpa, é apenas um fantoche nesse mundo.
...
Depois vou para a minha empresa, apenas para conferir como estão as coisas por lá, passei uma parte da tarde com meus pais, depois da minha conversa com Sandra, a mesma não direcionou uma palavra a mim, melhor assim.
Meu celular começa a tocar e vejo que é meu irmão, atendo sem vontade pois ainda estou com raiva dele por ter feito o que fez com Antonella, só não o matei porque o mesmo estava bêbado e apaixonado por ela, apenas o bati, tanto que ficou um tempo no hospital... ainda acho que foi pouco. Ontem teve alta, precisou para cuidar de seus afazeres na máfia.
– O que você quer? – Pergunto. Ele precisava apanhar para lembrar que precisa me respeitar, porém, não é confiável o suficiente.
– Estão seguindo Antonella, não sei quem é ainda, mas ela está a caminho de casa e já tem alguns lá! – meu irmã diz. Não sei qual é a dele, mas sabe que se algo acontecer com ela eu o mato por não ter feito seu dever de vigiá-la.
– São quantos? – pergunto com raiva.
– Seis. – Fala
– Merda, estou indo. Manda alguém ir depois para retirar os corpos! – falo com ódio fervilhando por dentro de mim, desligando o celular em seguida. Mandei Enrico esquecer Antonella, se não iria ignorar que ele é meu irmão e mata-lo, entretanto, é seu dever vigia-la quando não posso.
Com pressa, corro para o carro e vou atrás da Antonella. Acelero cortando os carros na pista, e em menos de 10 minutos chego em sua casa. Entro no apartamento, vou para o elevador, saco a arma e assim que o elevador para, saio e olho para o corredor, vejo dois homens parados em frente à sua porta, atiro antes mesmo de eles sacarem as armas ao me verem.
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A CEO e o Mafioso
RomansaAntonella Clifford, com 25 anos herda a empresa de seu pai, tornando-se a nova CEO da empresa Clifford's, na Itália. Com a morte do mesmo, Antonella se vira com tudo o que foi ensinada para manter a empresa de pé, mas não deixando de se divertir com...
