capítulo 34

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                     ANTONELLA CLIFFORD

Alice me apresenta a mulher, que foi simpática comigo. Não sei bem qual relação as duas tem, mas isso ela me conta depois. Ambas estão muito arrumadas, minha amiga deslumbrante com uma saia verde musgo e um cropped preto, um tênis branco e cabelos presos num rabo de cavalo cheio. Elena usa calça cargo preta, e um blusão branco, de calçado um coturno bege, super estilosa.

- Vocês estão perfeitas! - deixo um rápido elogio e aponto com o polegar a porta atrás de mim. - Vamos?!

- Claro, chega de enrolação! Deixa só eu arrumar a bolsa...- Elena diz e sobe a escada correndo.

Olho para Alice que já me olhava sorrindo e com cara de sapeca.

- Não vou fazer perguntas... - Ela solta um "obrigada!" baixinho. - agora. - ela sorri e revira os olhos.

Elena volta pegando na mão da minha amiga e vindo em direção a porta. Logo bate os ciúmes. Eu estou amolecendo aos poucos. Bufo discretamente e me viro para acompanha-las sindo de uma vez.

Chegamos na boate cheia de corpos suados e saltitantes, passamos pelo meio da multidão indo diretamente para o bar. Pedimos uma bebida para cada e procuramos uma mesa no andar de cima, um lado mais vazio. Vamos começar devagar. Quando é assim, geralmente uma de nós sai "trêbadoa" e a outra como babá.

As duas sentaram perto demais uma da outra, mas não se tocaram uma vez! Não vou comentar nada. Tem uma grande tensão sexual aqui e dessa vez não estou envolvida.

- Como está o Dante, Nella?- Alice corta o silêncio num tom provocante.

- Não é melhor você me contar como foi a viagem e como vocês duas se conheceram?- Cruzo as pernas e me inclino em cima da mesa interessada na resposta.

Alice conta mais da viagem, algumas aventuras das duas e outras coisas, diz que elas foram apresentadas uma para a outra por amigos em comum e não deram muitos detalhes. Alguns minutos depois levantamos e fomos para a pista de dança. Horas foram passando e minha visão ficando um pouco turva por conta das bebidas, a tontura e dificuldade de falar bateu.

Alice e Elena pegaram algumas pessoas, porém o que eu realmente queria ver aconteceu, as duas se pegaram, sorri de orgulho da minha amiga safada que parece apaixonadinha.

Pego meu celular na bolsa e vejo que deu minha hora.

- Me_meninas, tenho que ir. Curtem bastante e cuidado por aqui em!- Aviso antes de sair dali quase trocando as pernas, me contendo para não fazer besteira. Minha língua está pesada, meu nariz um pouco dormente, meus sinais de embriaguez. Quando passo pela porta da boate, meu celular toca. Bem na hora! - Aaalo?!- falo arrastado.

- Estou no outro lado da rua. Vamos ir agora.- Louis diz. Um sentimento estranho entra no meu corpo, algo ruim.

- Ok, estou vendo você. - digo desligando o aparelho e indo em sua direção. Ele, que estava em pé ao lado do carro, abre a porta do passageiro para mim e em seguida entra. - Acho melhor eu passar em casa antes, não estou me sentindo bem...

- Só que não podemos, tenho que levar você nesse lugar o quanto antes!- Algo na voz dele me assusta. Ele não me olha no rosto, mas estou bêbada demais para ter certeza de suas aparências ou jeito. - Deita o banco para dormir um pouco, a viagem é longa.

- Mas eu tenho que pegar as minhas coisas em casa, estou fedendo a suor e bebida, Louis!- Insisto.

- Eu passei lá e peguei algumas coisas. No caminho eu paro em algum lugar que dê para você tomar um banho. Confie em mim, ok?- Solto um suspiro e deito o banco.

A CEO e o MafiosoOnde histórias criam vida. Descubra agora