Antes de tudo, queria dizer que não vou postar foto deles, pois quero que vocês imaginem os próprios personagens com base das minhas descrições. 💖
ANTONELLA CLIFFORD
Cinco meses depois...
São 20 horas, estou no meu apartamento e faz meia hora que cheguei do trabalho. No caminho da empresa até em casa, Enrico me ligou umas cinco vezes. Conheci ele em uma balada aqui perto de casa há menos de uma semana, foi uma noite incrível, bebi muito e fiquei com ele. Não transamos, foi apenas uns amassos, então não me arrependo. O problema é que ele quer me encontrar mais vezes. Parece um cara legal, sei que é um homem para relacionamento, dá para ver isso de cara.
E eu não quero magoá-lo, pois não estou afim de relacionamento. Já tentei uma vez, sei que ninguém é igual e que nem todo homem é mal caráter, só não gostei de como eu lidei com aquilo e de como aqueles momentos mexeram comigo. Prefiro ficar solteira, estou na minha melhor fase. Às vezes, sinto que não nasci para ter esse tipo de coisa — ser namorada definitivamente não é para mim. Além de todos os meus problemas, meus bloqueios.
Tenho 25 anos e não quero relacionamento nem tão cedo. Conversarei com Enrico pessoalmente, no dia do baile de gala, que vai ser na empresa. Vai ser mais para alguns negócios, é um bom momento para eu conhecer outros CEOs. Será daqui a uma uma semana e já mandei enviarem os convites.
A dor que eu sentia antes, de quando perdi meu pai, não me sufoca mais. Estou me divertindo e seguindo a vida. O vazio que ele deixou no meu coração continua, e acho que nunca vou deixar de sentir um aperto no peito, como até hoje sinto por causa de minha mãe.
Meu celular começa a tocar, eu respiro fundo já sabendo quem é.
– Enrico, se eu não te atendi na segunda vez foi porque não quis. Não ligue outras vezes! - eu disse, impaciente.
– Nossa, cada vez mais carinhosa. Princesa, não sou de desistir fácil, o que custa você ir jantar comigo? - Falou e eu reviro os olhos. A única coisa chata nele é que sabe como sou mas não quer aceitar.
– Como você conseguiu meu número? – Não me lembro de ter dado e Alice sabe muito bem como são as regras comigo, então está fora de cogitação, tanto ela como meu irmão ter dado meu número a ele.
– Tenho meus meios, querida. Pode ser amanhã? - ele diz com uma insistência irritante.
– Não, eu não vou jantar com você. Te vejo no baile, e não me chame de princesa! - falo por fim, desligando o celular. De princesa eu não tenho nada. As vezes em casa sou toda destrambelhada, mesmo sabendo andar de salto perfeitamente. Minha família me chamava de "canhão" quando eu era criança, pois não parava quieta, e era um perigo eu ficar muito perto de ponta de mesa e entre outras coisas consideradas perigosas para crianças, eu realmente era muito desastrada. Claro que hoje eu não corro pela casa, mas que eu bato alguma parte do corpo em algum lugar, com certeza.
Vou dormir, pois amanhã tenho trabalho. Tem sido muito pesado, mas nada que eu não possa dar conta, claro que, com a ajuda do meu irmão e Alice.
DANTE STEFANO
Estamos em mais uma missão. Os filhos da puta são péssimos, parece que entraram nesse mundo há pouco tempo. Meus homens são quase tão bons quanto eu. Não tem como serem iguais a mim, eu fui criado para isso. Não me orgulho, passei por coisas dolorosas para chegar até aqui.
Na briga com um dos homens de outro clã — mão a mão, pois eu havia derrubado a arma dele — o homem tentou me dar um soco mas eu desviei. Ele sabia que não tinha chance contra mim, todos me conhecem bem. Costumo deixar poucos vivos para tirar informações depois, fora isso, são todos mortos.
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A CEO e o Mafioso
RomansaAntonella Clifford, com 25 anos herda a empresa de seu pai, tornando-se a nova CEO da empresa Clifford's, na Itália. Com a morte do mesmo, Antonella se vira com tudo o que foi ensinada para manter a empresa de pé, mas não deixando de se divertir com...
