Antonella
Ontem fui dormir pensando sobre aquele assunto. Decidi perguntar de uma vez o que Dante sabe sobre meu pai. Agora estou na cozinha tomando café da manhã com Louis.
- Vou tentar me encontrar com Dante hoje, antes de ir ao trabalho.
- E vai perguntar sobre...
- Sim.
- Ok, qualquer coisa me liga!
Aceno com a cabeça, depois me levanto pegando minha bolsa, dou a volta na bancada indo dar um beijo na bochecha dele, me virando em seguida
Já estou arrumada, usando um vestido amarelo, curto e rodado. Ligo para Dante mas ele não atende, então pego minhas coisas e saio para ir até sua casa.
Em alguns minutos, chego em frente ao seu portão mas o porteiro diz que ele não está em casa, perguntei onde poderia estar e o homem me deu o endereço, depois de muita insistência. Parece que é em sua empresa, então sigo até lá.
DANTE STEFANO
- NÃO, JÁ FALEI QUE NÃO IMPORTA SE ISSO VAI OU NÃO AJUDAR A EMPRESA, EU NÃO VOU ATURAR ESSE FILHO DA PUTA! - Grito com Filipi, que trabalha aqui na empresa. Ele é meu amigo há anos e nunca me decepcionou, mas no momento estou quase explodindo de raiva. Com todos esses problemas da máfia, ainda tem esses filhinhos de papai do caralho que tenho que ver quase todos os dias nessa empresa. Não nasci para isso, meu lugar é na máfia, mas se eu quiser manter a segurança da famiglia, tenho que fazer meu trabalho como CEO.
Hoje, parece que todos tiraram o dia para me estressar. Cinco minutos depois que Filipi saiu da minha sala, minha ex secretaria — que expulsei pois só queria foder e não fazia seu trabalho — abre a porta sendo seguida por um dos meus secretários.
- Senhorita! - Ele tenta, mas a mulher adentra o ignorando completamente - Senhor, ela não quis esperar eu... - tenta explicar, mas eu o corto.
- Tudo bem, depois a gente conversa, pode nos dar licença. - Falo rudemente. Ele acena assustado e sai. Direciono meu olhar para a mulher na minha frente que engole em seco.
- Quanto tempo...- Começa a falar desconsertada no meio da sala com aquela sua voz sedutora. - Me desculpe, eu tive que vir. Você nunca mais entrou em contato. Falou que íamos continuar nos encontrando e fez eu me apegar a você, Dante. - Faço um sinal para ela parar de falar.
Nós transamos algumas vezes aqui nesta sala, e outras em sua casa. Quando a demiti, dei duas escolhas: se concentrar no seu trabalho ou, eu a demitiria e poderíamos ter sexo sem compromisso. Ela escolheu a segunda opção. Mas enjoei. Sim, eu fui um filho da puta.
- Se você se apegou, não foi culpa minha, nunca te dei esperanças. E se eu não te ligo ou visito é porque não tenho mais vontade de te comer.- Tenho que ser grosso sempre, só assim ela não insiste mais.
- Eu sei disso, mas tive esperanças de te fazer mudar de ideia, meu bem. - Ela se aproxima até onde estou sentado e alisa meu cabelo. Olho para o enorme decote em sua coxa e ela percebe. Então põe a mesma em cima das minhas pernas e com sua mão, sobe mais um pouco o vestido vermelho, que fica perfeito em sua pele morena. - Tem certeza de que não me quer mais?- Indaga.
Passo a mão por sua perna, subindo até a bunda. Por um momento me vi hipnotizado por sua aparência, não tão bela quanto Antonella, mas seu rosto possui traços delicados e é completamente natural, sem linhas de expressões ou maquiagem. Linda.
- Se não sair daqui agora, vou te foder e depois te matar.- Ela arregala os olhos e se afasta segurando o choro. Eu não faria isso, talvez só foder.
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A CEO e o Mafioso
RomanceAntonella Clifford, com 25 anos herda a empresa de seu pai, tornando-se a nova CEO da empresa Clifford's, na Itália. Com a morte do mesmo, Antonella se vira com tudo o que foi ensinada para manter a empresa de pé, mas não deixando de se divertir com...
