Capítulo 28

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                                 Antonella

Maurizio, o motorista de Dante, me deixou em frente a empresa. Ao sair do veículo, parei olhando para o enorme prédio e soltei um leve suspiro. Hoje o dia seria longo.

Cumprimentei algumas pessoas enquanto passava pelo hall de entrada, caminhei até o elevador e ouvi uma voz feminina me chamando. Ao me virar de frente para a nova funcionária da empresa contratada a poucos dias - ainda não tive a oportunidade de vê-la pessoalmente. Reparei sua beleza.

- Oh, bom dia, Alessandra! - Falo amigável.

- Bom dia! - Retribui com um sorriso no rosto. Ela é baixa, loira, com os olhos azuis. É linda e tinha uma aparência arrogante, diferente de qualquer mulher da empresa. - Veio um homem a sua procura ontem á tarde. Louis. - Diz.

- Ah sim, obrigada! Já imagino o que seja. - solto uma piscadela e volto a andar para o elevador.

Já na minha sala, encontro Luca. Ele me olhou de cima a baixo e parou o olhar em meu short.

- Nossa, você não é uma santa, mas vir assim para a empresa é novidade em. - Comenta brincalhão e sorri. Revirei os olhos.

- Antes que encha o meu saco, eu estava na casa de um amigo. - Falei me sentando e arrumando a mesa.

- E desde quando você tem amigos? - Era verdade.

- E desde quando isso é da sua conta? - Indago desafiadora, com uma sobrancelha erguida.

- Desde quando você sumiu por um dia inteiro! - diz e retribui o gesto.

- Eu estava na casa dele. Agora me deixa em paz! - falo sem paciência.

- Isso está indo longe de mais, não acha? - diz. Tá aí uma coisa que eu concordo.

- Sim, mas não consigo dar um basta, ele passou a ser importante para mim. Não quero falar sobre isso agora. - Ele apenas balança a cabeça com o olhar distraído.

- Outro dia falamos mais. Agora que já sei que está viva, tchau. - Observo ele se levantar e sair da sala.
Pego meu celular e retorno a ligação da Alice. Ela atende rápido como sempre.

- Onde você estava que não atendeu minhas ligações, piranha? - Fala alto sem nem ao menos dizer oi, porém, se dissesse não seria minha amiga. Além disso, imagino que tenha ficado preocupada.

- Na casa de um amigo, e sim eu tenho amigos. - Digo rindo.

- Já imagino quem seja... - disse.

- E você, tem alguma novidade? - perguntei.

- Sim, várias! - Diz animada e começa a falar acelerada. Sorrio com saudades dessa doida.
Alice leva uma vida diferente quando vai para perto da sua família, notei a diferença quando fui a uma viagem dessas com a mesma. Ela parecia... menos ela, e não julgo. O motivo por fazer o que faz, não pode ser revelado para a família, que não conhece a verdadeira Alice longe de "casa". Tudo tem o seu tempo, a verdade vai vir uma hora ou outra, até lá, estarei sempre a apoiando.
- ...Enfim, adorei conhecer essa mulher, ela vai comigo para Itália e quando nós chegarmos aí, apresento vocês. Tenho certeza que vamos curtir muitas baladas juntas. - Alice diz, se referindo a uma mulher que conheceu há poucos dias num bar com amigos antigos, mas essa é nova na região de lá e virá para morar aqui, só estava visitando já que também tem família por lá. Minha amiga achou uma boa ideia virem juntas.

Terminamos a conversa animada e desliguei o celular ainda sorrindo. O secretário substituto veio me lembrar de uma reunião que haverá de tarde e depois disso estarei livre.

A CEO e o MafiosoOnde histórias criam vida. Descubra agora