Continuação...
O dia clareou, as horas passaram e as dores e as marcas da noite anterior vieram. Reparo-as ao me sentar na cama branca do jato, ao lado de Louis. Solto um suspiro pesado, sentindo o arrependimento bater com força.
Ele se move, despertando do sono pesado e gemendo prazerosamente. Agarro o lençol e tapo os peitos rapidamente. Escuto sua risada, em seguida sinto sua mão alisar minhas costas.
- Sério?! Fiz várias coisas com seus seios essa noite e agora você os cobre? - Reclama, ridicularizando.
- Eu estava alcoolizada. Não lembro de cada detalhe, ok?! - Respondo.
Louis se levanta, sem roupa alguma, e anda até o banheiro. Assim que o vejo entrar debaixo do chuveiro, visto minhas roupas.
- Não vai vir tomar banho também? - Pergunta de lá.
- Vou deixar para depois do café da manhã! - Exclamo.
Calma Antonella! Ontem foi apenas um caso de uma noite. Você está mais que acostumada com isso.
Saio dali indo para o lado dos assentos, parando de frente para a mesinha onde já puseram alguns alimentos para o café da manhã. Começo a comer, matando a fome que já sentia.
- Nossa, estou faminto! - O homem loiro senta ao meu lado, vestindo apenas uma calça social preta e seu sapato.
- Eu imaginei. - Comento sorrindo. - Quem colocou essas comidas para nós? - Indago curiosa e com vergonha de quem ouviu meus gemidos por um longo tempo.
- Uma mulher que está ali dentro junto com o piloto. - Diz fazendo pouco caso. Balanço a cabeça concordando e continuo comendo. - Já estamos chegando. - Seu tom muda, o semblante fica sério.
- Você não parece muito animado... - Comento sentindo um frio na barriga chegar.
- São alguns problemas que tenho de resolver depois. Está tudo bem! - Fico em silêncio, isso não me convence. Ele não era tão evasivo assim Alguma coisa o incomoda e está me assustando.
[...]
Nós aterrissamos num enorme campo verde, que ao longe há uma mansão maior do que eu já vira. O campo, pode-se dizer, é o seu quintal. Possui muitas árvores em volta, não podendo ver quase nada atrás da mansão, porém, vejo algo que parece ser um grande lago ao fundo. Tudo isso é gigante.
- Onde você me trouxe, seu doido?! - Digo sorrindo e andando mais à frente. Maravilhada. Me viro para olha-lo ao perceber a falta de resposta. E então meu sorriso murcha quando vejo uma loira apoiada no seu ombro, com um sorriso gélido e grande de mais, eu diria. Ambos parados um pouco atrás de mim. Algo nela me dava enjoo, e também a falta de reação dele.
- Me deixa conversar com ela antes de qualquer coisa?! Vá na frente para comunicar a ele, por favor. - Louis fala cada palavra olhando para mim. Mas ela assente e sai andando. Quando passa por mim, olha dentro dos meus olhos.
- Seja rápido, Louis! Ele está ansioso para vê-la. - Menciona e continua andando.
- Do que essa mulher está falando? - Pergunto alto apontando com o polegar para a mesma atrás de mim. Ele percebe minha raiva transparecendo. O pior é que continua parado me olhando. - Fala, caralho! - Grito. Louis dá uma olhada atrás de mim para conferir a distância da mulher.
- Eu sinto muito. Não queria que nada disso estivesse acontecendo, realmente. - Revela abaixando a cabeça em seguida, com um olhar triste. Coloco a mão na boca assustada com o decorrer da conversa. - Você poderia não estar aqui neste lugar se tivesse aceitado ter algo comigo. Agora vamos andando para acabar logo com tudo isso... - Termina de falar me segurando pelo braço.
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A CEO e o Mafioso
RomansaAntonella Clifford, com 25 anos herda a empresa de seu pai, tornando-se a nova CEO da empresa Clifford's, na Itália. Com a morte do mesmo, Antonella se vira com tudo o que foi ensinada para manter a empresa de pé, mas não deixando de se divertir com...
