Antonella
— Enrico sempre foi muito na dele, quem me deu mais trabalho foi Dante, que era o mais agitado... — Rita e eu estávamos na sala tomando um chá enquanto o bolo estava no forno. — Mas mudou muito depois que entrou para a máfia. — Ela falava de como foi cuidar de Dante e seu irmão quando eram crianças.
Até que foi interrompida de me contar assim que Dante apareceu me dando um baita susto.
Ele estava, da cintura para cima, sujo de sangue, sua blusa branca estava encharcada e sua mão direita segurava o paletó. O cabelo estava grudado na testa por conta do sangue. Meu coração acelera e arregalo os olhos surpresa. O forte odor invadiu meu nariz ao se aproximar.
O sangue não era dele.
Levanto do sofá junto com Rita que intercala seu olhar de mim para Dante, ela não estava surpresa. Não consegui analizar a sua reação, é como se estivesse querendo saber como eu ia lidar ao ver esta cena. Dante é um mafioso... É normal para todos que sabem. Já eu, estava preocupada e curiosa demais para saber o que aconteceu. Meus olhos não desgrudam do seu, que estão completamente tranquilos.
— Desculpe! Vou tomar banho. — diz ao se aproximar de nós.
— O-O que...? — Tento prestar atenção no que disse, mas minha mente viaja na possibilidade dele ter acabado de matar alguém.
— Vou dar uma olhadinha no bolo — Rita diz andando a passos apressados para a cozinha.
— O que aconteceu? — Indago dessa vez ao me recompor, ele joga o paletó no chão e começa a tirar a blusa. Revelando seu peitoral melado.
— Cacei, achei, não consegui a informação, matei. — Dante explica impaciente. Visivelmente não queria ter que me contar os detalhes. Talvez se sentisse incomodado.
— Ah, claro. Simples. Nada que já não esteja acostumado. — Falo irônica virando em meus calcanhares dando as costas para ele e indo até a escada. Matar é algo comum para ele, isso me assusta um pouco.
— Sim, normal. Essa é a minha vida, Antonella— Ele vinha atrás de mim. Mas quando chego no início do corredor, me lembro de que Dante não me falou em qual quarto ficarei. Nem roupas eu trouxe. Paro no caminho e me viro para encara-lo.
— Em qual quarto vou ficar? — Pergunto olhando em seus olhos. Falhando em não demostrar o turbilhão de sentimentos.
— Venha! — Ele diz passando por mim e indo em direção ao seu quarto. — Já estão indo buscar suas roupas, não se preocupe. — Comunica, andando confiante e fedendo a sangue pelo enorme corredor.
— Se estou sendo forçada a ficar aqui, pelo menos me deixe escolher o quarto que ficarei. Se está fazendo isso por causa do Louis, eu não dormi no mesmo quarto que ele! — Falo irritada. Se esse homem quiser fazer algo, não sei se vou ter forças para negá-lo. O olhar já me trazia calor, um sutil cuidado que nutria por mim e deixava ser demonstrado, eu sempre noto. Hmmm e esses gestos confiantes ao falar comigo, sexy sem esforço algum. O homem matou alguém há poucas horas e estou fantasiando com ele aqui!
Dante não respondeu meu ataque, entrou em seu quarto e desafivelou o cinto, segurando em suas mãos, veio até a mim que ainda estava em frente a porta e me encarou. Inclinou a cabeça de lado de leve em questionamento.
— Acha mesmo que estou fazendo isso só por causa daquele filho da puta? — indaga, seu tom normalizado. Dou de ombros sem saber o que responder e um pouco intimidada com sua posição. E porra, ele fica muito gostoso desse jeito.
Dante põe uma ponta do cinto em cada mão e em um movimento rápido ele passa-o por cima de mim me puxando para dentro do cômodo. Gruda nossos corpos com a peça em volta dos meus braços. Em seguida abaixa para sussurrar em meu ouvido.
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A CEO e o Mafioso
RomanceAntonella Clifford, com 25 anos herda a empresa de seu pai, tornando-se a nova CEO da empresa Clifford's, na Itália. Com a morte do mesmo, Antonella se vira com tudo o que foi ensinada para manter a empresa de pé, mas não deixando de se divertir com...
