Capítulo 31

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Bem como Dante falou, dez minutos se passaram e abro a porta para Lois que entra todo sorridente mas percebe que eu não estou nada contente. Depois dou as costas e deixo que ele feche a porta.

- Passei na sua empresa para saber como foi a conversa e falaram que não estava lá... Quando cheguei aqui, vi seu carro...- Diz enquanto vem atrás de mim até o sofá e sentamos um do lado do outro.

- Ele me contou tudo, precisei insistir um pouco, mas contou...- Começo a explicar para ele.

                          Dante Stefano

Estou sendo tão idiota. Ela tem o poder de me deixar fraco, não consigo raciocinar perto dela. Eu podia ter evitado tudo isso se dissesse que não sabia do seu passado. Mas só pensei nisso depois que a merda estava feita.

Tenho que ser mais cuidadoso com o que digo a ela. Estou me expondo muito, demonstrando sentimentos de mais. Eu estou viciado em lidar com ela, já pensei se poderia ser o desafio de conquista-la, mas quanto mais eu a vejo o sentimento aumenta.

E tudo o que falei a ela não significa que vou deixar-la se afastar de mim, sou egoísta o suficiente para admitir que: posso não ser a pessoa quem vai conquista-la, mas, que ela é minha e de mais ninguém, é. Antonella corre perigo por minha causa, é meu dever protegê-la e com o tempo vou conquistar essa mulher.

No momento ela quer mostrar que é forte o bastante para ser sozinha, que não precisa de ninguém, que vai ficar bem com tudo o que está acontecendo e principalmente que não sente nada por mim. Ela me afasta, mas no fundo eu sei que não é realmente o que ela quer. Porém, só o tempo vai curá-la completamente.

Quando chego na casa do meu pai, vejo Enrico e sua mulherzinha nojenta sentados no sofá. Passo direto e subo as escadas indo ao escritório do meu pai.

- Está tudo muito calmo! Estou ficando cada vez mais nervoso e ainda tem a porra do passado de Antonella, agora que ela descobriu eu fico ainda mais preocupado. - Disparo assim que entro em sua sala - E não posso ficar ao seu lado por ter que investigar algumas pessoas até eu ter certeza de que não há nenhuma ameaça para ela.- Dou uma pausa e me sento a sua frente. Me encosto na cadeira e ponho as duas mãos no rosto jogando a cabeça para trás, exausto.

- Você está apaixonado por ela.- É a única coisa que ele diz.

Porra, eu estou mesmo? De verdade? Eu não achei que me envolveria com sentimentos desse tipo. Eu queria ela para mim, só para mim, na minha cama, quando eu quisesse. Mas agora eu me importo de mais com sua segurança.

- Ou talvez eu me sinta culpado...- deixei no ar, mesmo sabendo que não é verdade.

- O que está muito calmo, que me disse assim que entrou?- indaga levando o charuto até a boca e ignora o que eu disse revirando os olhos.

- Tem uns dias que ninguém tenta nada contra ela, ninguém seguindo ou nada parecido. Quando descobriram quem ela é, no início, eram vários inimigos dele atrás dela. Famintos por vingança a alguém que já morreu.- Olho para meu pai, que balança a cabeça com a mão no queixo, pensativo. - Mas, agora, ninguém tenta nada, porém o que mais me preocupa é uma mulher que vimos na praça junto com um homem que vigiava Antonella. - Enfim, ele me olha.

- Me diz.- Pede, mostrando total atenção.

- Ela simplesmente sumiu, matamos o homem mas nunca a achamos. Parece ser uma mulher experiente.- Digo já sentindo a raiva voltar.

- Tente se controlar, Antonella está tirando a sua concentração. Sabe bem que não pode trabalhar assim!- sua voz assume um tom mais sério. Era o tom que ele usava para me repreender quando eu era um moleque.

- Não tem mais nada para me dizer?- Pergunto na esperança de que ele possa me dar uma luz.

- Espere, se prepare. - Diz simplesmente.

Entendi o que ele quis dizer. Temos certeza de que os inimigos não desistiram fácil assim, então eu tenho que me preparar para qualquer coisa.

Após terminar de conversar com ele, saio de sua sala, passo pelo corredor e desço o primeiro degrau da escada encontrando Bianca no meio, subindo. Continuo a descer e ela para na minha frente, sobe até o degrau onde estou e gruda seu corpo ao meu.

-Estou com um puta tesão e só você dá conta- faz biquinho ao falar. - Esquece aquela esquisita e me leva para sua casa vai.- diz fazendo drama e afinando a voz .

- Eu tenho nojo de você. Se ousar falar comigo de novo eu mato você na frente da sua família.- Passo por ela e desço as escadas sem olhar para trás. Não sei o motivo de Enrico ainda estar com essa mulher, tendo tantas outras opções.

Hoje vou fazer uma reunião para saber como está o andamento por lá, não vou deixar nada passar. Quero que vigiem cada passo que Antonella der, cada pessoa com quem ela conversa e a vida da pessoa, até eu ficar satisfeito e seguro de que não há mal algum contra ela e, enquanto isso, irei atrás de quem poderia fazer algo a ela, para cortar o mal pela raíz.

                                 Antonella

Estou deitada no sofá com Louis atrás de mim me fazendo cafuné enquanto assistimos o filme. Expliquei para ele tudo sobre meu passado, ele diz que faz sentido e explica muito sobre eu ser como sou hoje. Eu disse que não estava afim de saír ou passear para lugar algum, ele entendeu e decidimos deixar para quando Alice chegar de viagem. Meu irmão me ligou para dizer que terminou com o namorado, fiquei chateada pois desse eu gostava. Mas Luca não estava mesmo apaixonado.

No dia seguinte, notei carros pretos no outro lado da rua de casa quando olhei pela janela vendo Louis chegar de algum lugar. Assim que eu abri a porta para ele, vi dois homens no corredor, ambos tinham um volume no cós da calça, na frente mesmo, para todos verem e apenas a camisa tampava.

Deixo que Louis entre e vou para meu quarto pegar meu celular. Disco o número e a pessoa atende depois do terceiro toque.

- Que porra é essa? Para o que é tudo isso? Aqui é seguro, você não precisa exagerar! - Grito. Ele apenas solta uma risada.

- Só por alguns dias, tem uns movimentos estranhos a sua volta... mas não teria como você perceber, não enquanto brinca de casinha com esse filho da puta aí. - diz com sua voz friamente calma e sensual. O que ele diz faz meu estômago embrulhar. Mas o final me irrita, ele deve achar que eu estou fodendo com Louis.

- Vai se foder, Dante! - Desligo o celular.

- Ele não está exagerando, infelizmente se tem alguém querendo fazer algo contra você, ele tem que agir, em parte a culpa é dele.- Louis diz, se jogando na cama ao meu lado.

- Até você, babaca!- reclamo me jogando ao seu lado e ficamos olhando para o teto- Mas eu sei, sei que eu corro perigo. Porém, Dante age dessa forma mais ainda por nutrir sentimentos por mim.- Falo pensativa.

- E você por ele.- Louis diz me fazendo levantar a cabeça e o encarar.

- Claro que não, eu não tenho cabeça para gostar de alguém agora, principalmente Dante, que é... Que é.. IRRITANTE, ARROGANTE... sexy de mais.. E que escondeu aquilo de mim por bastante tempo. - Falo disparadamente.

- Mesmo assim, ainda gosta dele, não tem jeito. Eu também queria que fosse diferente... Que não gostasse tanto dele.- Ele vira para mim me olhando profundamente. Estranho sua atitude. -
Mas já é tarde. Você só tem que se curar agora, sei que ainda dói muito em você o que descobriu. Te admiro muito por ser essa mulher forte. - Sorrimos um para o outro no final. Meu coração se aquece. Dou um selinho nele e abraço seu peito.

- Você é o melhor amigo do mundo. Agora vamos descer, estou faminta!

Fomos para a cozinha, fiquei olhando ele fazer a comida e pensando no que falou para mim no quarto. Eu não queria, mas gosto mesmo de Dante, tanto que não sinto vontade de ficar com outra pessoa. Esse sentimento me assusta, por que sei o que pode vir. E também não posso deixar que ele saiba. Não agora. Vou ter que lutar contra o frio na barriga que ele me causa, contra a vontade de tê-lo mais umas vezes, de beijar aquela boca macia e o pior ou melhor, seu cheiro excitante.

A CEO e o MafiosoOnde histórias criam vida. Descubra agora