Capítulo 49

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Depois de algumas horas na boate com os amigos de Alice, fiquei pouco perto de Dante. O mesmo era chamado por várias pessoas que pareciam ter assuntos estressantes para ele, ou familiares de pessoas que pareciam se importar com ele. Dessa vez não se enturmou tanto com quem estava com a gente, mas sempre que chegava perto, conversava pouco e mais comigo. Dançamos juntos ali no canto. Quando paramos e sentamos, ele ficou sério.

— O que acha de ir a um lugar comigo? — perguntou.

— Onde?

— Para Suécia, vou a Estocolmo em dois dias. Pode chamar sua amiga e seu irmão. E Elena, se ela quiser.

— Eu tenho coisas para resolver aqui, Dante. Tenho reuniões e preciso mesmo fechar um contrato com a filial, na Polônia.

Ele alisou minha perna que estava em seu colo.

  — Ficaremos três dias, podemos voltar no terceiro à noite. Por favor!

Dante pediu baixo, me olhava tão sério que pensei se era importante.

— Por quê?

— Quero você lá comigo.

Nos olhamos por uns segundos, tentei pensar em algum motivo plausível, mas desisti. Eu vou.

...

E no dia seguinte, eu me organizei, fiz ligações e mudei os meus planos. Remarquei as reuniões e deixei pessoas para ficar em meu lugar enquanto Luca, Alice e eu estaríamos fora. Eu falei para todos que seria à trabalho, até para eles. E por estranho que pareça, Elena aceitou ir com a gente.

— Amiga, aconteceu alguma coisa?

Alice perguntou, quando coloquei as malas no carro de Dante. Ignorei o motorista, que queria fazer por mim. Alice ia de carro com o motorista do meu irmão e Elena.

— Não — sorri. — Não se preocupe, vai ser legal conhecer mais de Estocolmo, vamos passear mais do que fazer coisas sérias. — Franzi o nariz e sorri. Ela pareceu se empolgar, entramos no carro e o motorista nos levou para a casa de Luca. Apenas deixei Alice lá e segui para a casa do Dante.

Em alguns minutos chegamos, longos minutos de pensamentos sobre Steffano e eu.

— Senhorita, Dante a espera lá dentro. — O motorista falou, enquanto fechava a porta do carro.

Agradeci e subi as escadas para a entrada. Dei passos lentos em direção a sala, mas já escutei o tom alterado dele falando com alguém.

Continuei o caminho seguindo sua voz. Passei pela sala e entrei no corredor que leva à área onde fica seu escritório. Bati na porta dupla enorme e marrom escuro, linda. A abri sem que me convidasse. Me deparando com Dante de pé atrás da mesa, com uma expressão furiosa que foi se dissipando ao me ver, suas mãos espalmadas sobre a mesa, que antes sua fúria estava direcionada à dois homens sentados em sua frente.

Os dois homens olharam para trás.

Belíssimos.

— Caralho, é ela? — o ruivo falou primeiro e continuou a me encarar, agora o sorriso estava ainda maior, empolgado, porque antes parecia nem se abalar com o estresse de Dante.

Seus olhos mel eram gentis, o cabelo vermelho escuro, curto dos lados e bagunçado na parte de cima. Parecia não passar dos 30 anos e não tinha barba alguma. O segundo homem voltou seu olhar sério para frente. Não tive tempo de olhar suas características com detalhe, mas o cabelo era castanho quase preto e estava penteado para trás, a barba grande e bem feita. Mas parecia ter a mesma idade do outro.

Olhei para Dante e continuei na porta. Ele sorriu sem mostrar os dentes e me chamou.

— Sim. — Disse estendendo a mão para eu pegar, me posicionei ao seu lado mais para a ponta da mesa. — Se ele te perturbar, me avise!

A CEO e o MafiosoOnde histórias criam vida. Descubra agora