Capítulo 21

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                                Antonella

Eu estava de pé, com os braços cruzados e meus olhos estavam focados na janela, que vai do chão ao teto no meu escritório. E ainda não parava de pensar em Dante. Odeio que ele sempre invade meus pensamentos. Lembro-me de ter falado que, após sair de lá, iria para casa e depois me encontraria com Mattia. Óbvio que estava blefando, eu só queria mostrar para ele que não sou sua posse, me dá arrepios a sensação de ser privada de fazer o que eu quiser.
Ontem, quando voltei para casa, chamei meu irmão e Alice para passarem o resto do dia lá, mas, como sempre, nós não ficamos muito tempo. Assim que contei sobre o acontecido com Dante, eles ficaram impressionados, porém não opinaram muito, logo se animaram para nos arrumarmos e dar uma volta, na tentativa de me distrair, saímos ainda de dia e voltamos  tarde da noite. Com eles o tempo passa rápido. Não me sentia tão cansada, só não consigo esquecer Stefano. Um mafioso querendo ter posse de mim, como se eu fosse um objeto, pelo simples fato de não querer me ver com ninguém.

Ouvi batidas na porta e dou autorização para que entre. Não pude conter a expressão confusa ao perceber a mão masculina na maçaneta, era para Alice ter me avisado antes. E assim que a pessoa entra, eu ponho as mãos na boca aberta.

— Eae gata, não vai dar um abraço no amor da sua vida? — O grande homem parou em frente a porta e abriu os braços me convidando para abraça-lo. Abri logo um sorriso e corri para seus braços.

— Eu não acredito que você está aqui, eu senti tanta saudade! — Disparei. Ele me apertou mais no abraço.

— Eu também senti de você, baixinha. — Ele fala carinhosamente, e eu me desfaço do abraço e olho seria para ele.

— Mas você é só um pouquinho mais alto que eu! — Falei e ele ri. As marcas de expressão no canto dos olhos ficaram mais visíveis, os dentes branquinhos. — Enfim, o que você veio fazer aqui, Louis?

Ele mora em Londres, nos conhecemos em uma das minhas viagens para lá. Louis tem a mesma vibe que eu, já ficamos uma vez e mais nada. Assim como eu, ele não quer se apegar a ninguém, com isso, criamos uma amizade de se admirar. O conheci na minha primeira viagem a trabalho. Nossa ligação sempre foi forte nas festas, era pura bagunça. Meus dias naquele lugar a trabalho foram chatos, mas ele me tirou do tédio. Não nos vemos muito, ele trabalha bastante, então dificulta nosso encontro. Entretanto, os poucos dias que passei indo à festas, nos encontrávamos e ele me apresentou aos seus amigos antes de virarmos os dias em festas. Me senti adolescente de novo com eles, além de conhecer lugares lindos.

— Eu vim a trabalho e aproveitei para ver você, já que não vai me visitar. — Dá de ombros e sorri. Louis é um homem lindo, as vezes fico perdida em sua beleza e seu jeitinho fofo. Ele é alto, cabelo castanho escuro e olhos verdes, e era de se invejar a pele morena. Sua fofura não atingia seus olhos, não, aqueles olhos fariam qualquer uma suspirar por ele.

— Que bom que você veio então, e prometo que na próxima vez vou te visitar. — Falo indo me sentar na minha mesa e o convidando para sentar na cadeira à frente. — Vai ficar por quanto tempo?

— Duas semanas, preciso ver um velho amigo também. — Fala pensativo.

— Pode ficar lá em casa, me mudei há pouco tempo, acabei tendo que pegar um apartamento maior e mais seguro. — falo.

— Eu adoraria. Por que se mudou? — E nesse momento me lembro do aperto que passei, mas terei tempo o suficiente para atualiza-lo.

— Longa história, depois eu te conto. Vai estar muito ocupado enquanto estiver aqui? — Pergunto.

— Terei bastante tempo para o que você quiser! Mas ainda tenho algumas coisas pendentes. — Ele fala dando um sorriso lindo. Eu poderia me apaixonar por esse homem, mas sei que ele não presta, igualmente eu.

A CEO e o MafiosoOnde histórias criam vida. Descubra agora