Capítulo 17

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                                  Antonella

— Como assim, os seguranças não impediriam você? — pergunto confusa.

— Eu sou bem conhecido. — Fala.

— Ah, entendi. — Digo, com certeza ficaram com medo, quem iria ir contra um mafioso sem ter um poder como tal?

Quando chegamos na rua, para entrar no carro, meu irmão aparece com o dele, que vai com a Alice e então põe o carro dele ao lado do de Dante.

— Antonella, você vai comigo. —  Fala em tom autoritário. Não entendo, ele está preocupado logo agora? Sei que ainda tem raiva do homem ao meu lado, mas... — Vamos! — consegue ser bem intimidador quando quer.

Dante está ao meu lado, segurando a porta do carona aberta para eu entrar. Olho para ele e o mesmo sorri ladino, sabe que não obedeço ninguém. Ando até meu irmão, Alice já está no carro, a mesma me olha sorrindo divertida, abaixo e me apoio na janela com as duas mãos. Falo algumas coisas para meu irmão, ele relaxa os ombros, olha para Stefano e faz um sinal de que estará de olho no homem atrás de mim, em seguida sai com o carro depois de me dar um beijo.

— O que disse para ele? — Dante pergunta quando entro no carro.

— Falei que eu tenho mais poder em você do que você mesmo em seus capangas. — olho para ele desafiadora. Não foi isso que eu disse, na verdade, apenas que eu estou mais segura ao lado dele que em qualquer outro lugar. Dante balança a cabeça e sorri sem mostrar os dentes.

                                         ...

Já estamos no baile, e não pude deixar de notar o quanto Dante sente ciúmes de mim, ele está super estressado por causa dos olhares que recebo dos homens. Agora, todos estamos no barzinho, conversando. O mafioso está com um braço em cada lado meu, estou encostada no balcão e ele possessivamente na minha frente. A conversa está boa, Dante conquistou Alice e Luca.

Me afasto um pouco, lembrando-me que ele não é meu e nem eu sou dele. Não vou ficar aqui, parada com álcool rolando dentre minhas veias, sem ir para a pista dançar, sem me mover livremente. A gente se afasta um pouco, ficando um ao lado do outro. Eu pego um shot de tequila e viro de uma vez, todos fazem o mesmo. Depois vamos para a pista e dançamos juntos. Dante não se aproxima muito, fico aliviada, assim não nos empolgamos, realmente ele está animado, nunca o vi assim, e está cumprindo o que disse no quarto.
Um homem se próxima, põe as mãos em minha cintura dançando comigo a música lenta que começa.

— Não consegui tirar os olhos de você desde que entrou na pista, você deve ser a mulher mais bonita daqui. — O homem diz. Eu agradeço e olho em volta, vendo Dante com uma mulher, ela parecia bem animada por estar perto dele.

Dante percebe que está sendo vigiado, pois olha em minha direção franzindo o cenho ao perceber que eu não estava sozinha. Solta a mulher em seguida, que fica parada sem entender nada, depois vem até a mim. Olho para o homem à minha frente e digo:

— Não afronte ele se vir até aqui, não vai valer a pena. Foi bom dançar com você. — falo baixo, ele franzi a testa, mas no mesmo instante, somos interrompidos. Dante olha para o homem o ameaçando apenas com o olhar. Ele toma o lugar do medroso que dançava comigo em menos de um minuto.

— Que sem graça, não devia ter o afastado. —fala colocando suas mão na minha cintura.

— Não foi eu, foi você com esse olhar matador. — falo em tom de deboche. Ele sorri. — Mas se preferir, eu posso ir atrás dele... — Dante envolve minha cintura de um jeito possessivo em resposta.

Passamos a noite nos divertindo. Após a dança, fomos conversar com outras pessoas, rimos e discutimos. A noite está sendo ótima, sem dúvidas nunca vou esquecer. Eu o pegava me olhando algumas vezes enquanto conversava com outros CEOs. Quando algumas mulheres se juntavam, ele fazia questão de mostrar interesse por mim.

A CEO e o MafiosoOnde histórias criam vida. Descubra agora