Capítulo 14

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                                  Antonella

Acordo sentindo uma forte fincada entre as pernas, olho para a janela e vejo que o sol mal nasceu, devia ser umas cinco horas. Sinto um peso em minha cintura, olho para trás e vejo o rosto angelical do homem ainda dormindo pesado. Pelo jeito, eu dormi apenas duas horas. Nós realmente fizemos bagunça, sorrio com meu próprio pensamento. Tenho certeza que a pessoa que namorar com esse homem, vai ficar dolorida, pelo menos, toda semana.

Me levanto, cautelosamente para que ele não perceba, pego a blusa dele do chão e visto, pego meu salto nas mãos e vou atrás do meu vestido no banheiro. Chagando no mesmo, fico impressionada quando me olho no espelho, estou acabada, com marcas de chupões no pescoço e descendo até o peito, meu cabelo está com diversos nós e dou graças a Deus por ser curto. Pego meu vestido e saio do quarto, não me trocaria para não dar a chance dele sentir minha falta. Não vou dar o pós-noite para ele, seria fácil de mais. Não sei o que deu nele de ir até meu quarto depois de o mesmo ter falado que não poderíamos.

Vou para a rua pedir um táxi e seguir caminho para casa...

Chegando em casa, fui direto para o banheiro, tomei um banho quentinho e me deitei, não faço questão de colocar roupa, estou cansada de mais. Eu dormiria apenas algumas horinhas.

Acordo com um puta raio de sol na minha fuça, virei para o lado preguiçosamente para ver que horas são, me assustando ao ver que são 11 horas. Tinha diversas mensagens da Alice no meu celular, avisando que já estava no trabalho e que não queria me acordar. Ótimo, tenho meia hora para me arrumar, ir à empresa, pegar a papelada e seguir para o restaurante onde terei uma pequena reunião.

                                         ...

Estou subindo o elevador, indo para meu andar. Consegui me arrumar rápido, optei por um vestido tubinho preto simples de alcinha fininha. Faltam 30 minutos para o almoço, tempo o bastante para eu conversar com Alice.

– Bom dia... – ela arregala os olhos para meu pescoço – mulher, você trata de me contar tudo! – Alice quase pula de ansiedade e preocupação.

– Dante, transei com ele de novo. Mas por favor, não fantasia nada, isso não vai se repetir! – tento deixar claro. Ela me olha com os olhos arregalados, está surpresa de mais.

– Ai meu Deus! Estou chocada. Tá bom, tá bom, não vou falar nada – ela ri por não saber o que falar direito. – agora me conta como foi.

Ri do jeitinho dela e contei algumas coisa que não ficaram constrangedoras para explicar a ela. Depois segui para a minha sala pegar as coisas que preciso para a reunião no restaurante e saio do prédio. Pego o carro e saio para a estrada, no caminho, sinto a sensação de estar sendo seguida, vejo o mesmo carro atrás de mim desde que saí da empresa, mas não me desespero. Quando chego no restaurante, vou direto para a mesa onde já estão os senhores que vão participar da pequena reunião.

– Boa tarde! – Falo me sentando, todos me olharam e responderam.

A reunião não vai demorar, é só para ter certeza de que está tudo em ordem na empresa e um almoço. A todo momento, sinto alguém me olhando, alguém não dá mesa. Olho ao redor e não vejo ninguém, tem um homem que me chama atenção, ele é grande e musculoso, está todo de preto e uma jaqueta da mesma cor, não é um homem bonito, mas ele apenas está almoçando, parece que ele percebe que estou o olhando e vira na minha direção, eu desvio o olhar e presto atenção na conversa.

Quando acabamos, eu volto para a empresa e passo o resto do dia lá.

                                      ...

A CEO e o MafiosoOnde histórias criam vida. Descubra agora