*Capítulo 14*

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1 semana depois...

VH

VH: Aí tia, com todo respeito pela senhora. Não é querendo te ofender nem nada assim, tá ligada? - Ela me olhou. - Mas tua comida não é boa não.

Débora: Pelo menos eu sei fazer.

VH: Sabe? - Ela me deu um tapa fraco no braço.

Débora: Cê tá reclamando demais da minha comida, vem fazer melhor.

VH: Mas tu me chama pra jantar na tua casa e quem tem que fazer a comida sou eu?

Débora: Então para de reclamar. - Falou e se voltou pro fogão.

Quando eu tava saindo da boca hoje, vi a Débora subindo o morro cheia de sacola na mão. Mulher tava quase desmaiando de tano peso que tava carregando, como eu sou bonzinho ofereci carona e ajudei a trazer as coisas pra casa dela.

Aí ela me chamou pra jantar aqui. Recusei pelo menos umas quinze vezes, quem disse que a mulher deixou eu ir embora? Deixou nada, rapaz. Falou que eu ia jantar com ela por que ela tava se sentindo sozinha, e ponto. Tive nem direito de escolha.

Débora: Victor, lava a louça que tá na pia pra mim.

VH: Não.

Débora: Não tô pedindo. - Bufei e me levantei indo fazer o que ela tinha mandado.

VH: Quer que eu passe a vassoura na tua casa também?

Débora: Quero, depois que você acabar aí pode varrer. - Soltei a vasilha que eu tava segurando e encarei ela.

VH: Tá zoando, né?

Débora: Claro que não. Você que se ofereceu.

VH: Era ironia.

Débora: Que pena, hein.

Revirei os olhos e comecei a lavar a louça que estava suja. Pensei em fugir daquela casa na hora que ela virou as costas, mas era capaz dela ir me buscar lá em casa e me trazer até aqui pra eu acabar de fazer as coisas que ela mandou.

Débora: Abre a porta, por favor. - Me pediu.

VH: Abrir pra que?

Débora: Tem alguém chamando, escutou não? - Neguei. - Só pergunta o que quer.

Larguei o que eu tava fazendo e fui até a porta. Abri ela e vi aquela mulher na minha frente. Ela tava com cara de cansada, me olhou de cima a baixo sem muita importância.

Amanda: Tá aqui por que? - Falou já entrando dentro da casa e esbarrando em mim.

VH: Te interessa não. - Fechei a porta e passei na frente dela voltando pra cozinha.

Débora: Quem é?

VH: Testemunha de Jeová. - Ela riu e a Amanda apareceu na cozinha também.

Amanda: Por que ele tá aqui, mãe? - Sentou na mesa.

Débora: Ele me ajudou, aí eu chamei ele pra jantar aqui por que eu tava sozinha.

Amanda: Mas e eu?

Débora: Nem lembrei de você, menina. - Eu ri.

Amanda: Credo mãe.

Acabei de arrumar as coisas e sentei na mesa também. Amanda parou de mexer no celular dela e ficou me olhando.

VH: Tu nunca para de me olhar, né mano? Incrível um bagulho desses.

Amanda: Não gosto do que eu vejo. - Sorriu de leve.

Ela adora ficar me testando, faz de tudo pra me provocar mesmo sabendo que não consegue. Se ela pudesse, ela me batia até hoje.

VH: Quando eu tava no chuveiro tu tava gostando do que via, né? - Ela fechou a cara e foi minha vez de sorrir. Mas parei quando ela me deu um chute forte por debaixo da mesa. - Puta do caralho.

Amanda: Você, piranha!

Débora: Já acabou vocês dois?

Amanda: Não sei por que você chamou esse cara pra jantar aqui. Ele tem a casa dele.

VH: É que ela sabe que eu amo a comida dela.

Débora:, Garoto, larga de ser falso. Tu tava falando que minha comida era ruim a uns trinta minutos atrás.

VH: Era brincadeira, pô. - Menti.

Débora foi conversando comigo enquanto colocava a mesa. Hoje até que a comida não está tava tão ruim igual estava das últimas vezes que eu comi aqui.

Amanda ficou na dela e não falou mais nada, só comeu calada. Pra mim era até melhor assim, bom que ela parava de encher meu saco por um minuto.

...

Por Nós [M]Histórias para pegar e não largar. Descubra agora