*Capítulo 41*

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Júlia

Acordei com a voz do Henrique falando no celular com alguém. Ele ainda tava deitado comigo deitada em cima do braço dele. Fechei os olhos de novo pra tentar dormir, mas ele não parava de falar com a pessoa.

Levantei minha mão e tapei a boca dele, ele deu um risinho e mordeu forte meu dedo.

Júlia: Aí! - Abaixei minha mão e dei um soquinho no pau dele.

RK: Ô filha da puta. - Ele tirou o braço rápido de baixo de mim e beliscou o bico do meu peito. Eu ia começar a xingar ele, mas calei a boca na hora. - Tô xingando é ela mermo, MT.

Ah, então ele tava falando com meu pai.

Levantei da cama e fui pegar alguma roupa pra ir tomar banho, RK ficou me olhando a cada passo que eu dava até eu ir pro banheiro.

Liguei o chuveiro e entrei. Eu ainda me sentia um pouco dolorida de ontem, mas se pá um banho ia resolver isso.

O Henrique de repente abriu a porta do banheiro e entrou, fiz uma cara feia pra ele e cruzei os braços.

Júlia: Privacidade? - Ele deu um sorrisinho.

RK: Pra que privacidades se eu já vi tudo aí? - Revirei os olhos dando uma risadinha e ele abriu a porta do box. - Quando tu acabar, arruma tuas coisa. A gente vai embora hoje.

Júlia: Mas a gente não ia embora só daqui uns dias?

RK: Era, mas rolou alguma parada com a mulher e o filho do Barão. Eles chegam aqui hoje e ele tá de falação pro meu lado pedindo pra eu levar eles.

Júlia: Esse cara tá muito folgado pro meu gosto.

RK: Parece tu.

Júlia: Não gostei da comparação. - Dei quase um grito quando ele entrou no box e me pegou no colo. - Me põe no chão aí, se tu me deixar cair eu vou ficar puta pra caralho.

RK: A gente só tem tempo pra uma rapidinha agora. - Ele apertou minha bunda com força e me beijou.

Passei os braços pelo pescoço dele e prendi minhas pernas nele com mais força. Se esse cara tava me oferecendo uma rapidinha, eu não ia recusar.

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Depois de me proporcionar um oral maravilhoso e dois orgasmos, eu e ele arrumamos nossas coisas e deixamos o hotel. Eu tava curtindo ficar aqui, ainda mais agora que as coisas entre mim e ele tinham se acertado. Mas fazer o que, né?!

Ele falou que precisava resolver mais algumas coisas antes da gente ir embora e eu fui com ele. Subimos o morro e entramos dentro de um galpão enorme pra caralho. Tinha várias pessoas ali dentro e eu vi ao redor que ali era aonde produziam as drogas.

RK: Vê se não encara muito as coisas.

Júlia: Por que?

RK: Eles vão te achar esquisita, só fica normal. - Balancei a cabeça e ele segurou minha mão. Não me incomodei com isso.

Ele me levou pra um outro canto do galpão enquanto ia conversando com o povo, e mesmo ele falando que não era pra eu encarar tanto as coisas, eu não consegui evitar, principalmente quando eu vi os vários sacos de droga.

Júlia: Tu sabe fazer pó?

RK: Que?

Júlia: Tipo, tu sabe fazer cocaína? - Falei olhando pros carinhas que tavam fazendo as drogas, eles misturavam umas coisas que eu não sei o nome e depois fazia outras coisas que eu também não sabia o nome. Eu posso não saber o nome dos bagulho, mas olhando parecia fácil.

Por Nós [M]Histórias para pegar e não largar. Descubra agora