*Capítulo 36*

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Júlia

Da próxima vez vou me lembrar de nunca ficar bêbada perto do Henrique, porque se isso acontecer de novo, algum de nós dois vai cometer um homicídio.

E não queremos ninguém morto por enquanto.

Ele veio do baile até esse hotel - que por sinal é muito chique, me senti até rica aqui dentro - falando na minha cabeça como eu sou irresponsável e sem cabeça por ter enchido a cara logo assim no primeiro dia.

Eu tava tonta além do limite e o álcool já tinha batido no meu estômago. Vomitei em um beco e ao invés desse porra me ajudar, ele ficou falando na minha cabeça. Mandei ele tomar no cú e sai andando, mas depois tive que voltar a ficar do lado dele porque eu me esqueci que tô em outro estado e não sei andar aqui.

Quando chegamos no hotel, ele parou de falar e eu já tava agradecendo a Deus. Mas aí, ele me enfiou no banheiro e me colocou debaixo do chuveiro com água gelada de roupa e tudo.

Eu nunca xinguei tanto um homem na minha vida. Tomara que ele amanheça vivo porque eu mandei, pelo menos, cinquenta pragas diferente pra ele.

Perdi até a noção de quanto tempo fiquei debaixo dessa água fria. Mas fiquei bastante tempo pra me acalmar e ficar menos tonta.

Me enrolei na toalha e sai do banheiro, minhas coisas tinham ficado na casa da Priscila então eu não tinha nem roupa pra usar. O quarto desse hotel era enorme. Estávamos em uma suíte, com duas camas de casal. Henrique tava sentando em uma delas enquanto mexia no celular e fumava.

Júlia: Todas as minhas coisas ficaram na casa da Priscila.

Ele olhou pra mim e depois desceu o olhar pelo meu corpo parando diretamente nos meus peitos. Senti um calor subindo por mim, mas respirei fundo primeiro lembrando que eu ainda tô puta com ele.

Mas caralho, ele não para de olhar pros meus peitos.

Júlia: Henrique?

RK: Que foi?

Júlia: Minhas coisas ficaram na casa da Priscila.

Ele se levantou e foi até uma mala que tava jogada num canto ali do quarto. Ele pegou uma camisa e jogou pra mim.

Sem falar mais nada, ele entrou no banheiro e escutei o barulho do chuveiro. Vesti a camisa dele e coloquei o mesmo short que eu tinha usado. Deitei na outra cama e tentei dormir, mas não consegui porque meu corpo ainda tava quente por causa dos olhares do Henrique sobre ele.

Não tem condição nenhuma eu estar desse jeito só com o olhar dele. O que me leva a duas opções: ele fez alguma simpatia pra me deixar tão afetada assim só com um olhar ou eu estou no período fértil.

Quando menos percebi, ele voltou do banho. O corpo dele ainda tava um pouco molhado e ele tava sem camisa.

Ele não tá ajudando nem um pouco.

Me estiquei e peguei o controle do ar-condicionado e liguei pro quarto ficar um pouco mais frio e pra ver se eu paro com esse fogo do caralho.

RK: Já tá frio, Júlia. Desliga isso.

Júlia: Frio? Eu tô morrendo de calor.

RK: Para de graça, aumenta isso aí. - Ele tentou tirar o controle da minha mão, mas eu não deixei. Ele ia começar a reclamar de novo, mas mudei de assunto porque não queria explicar que o motivo do meu calor era ele.

Júlia: O que aconteceu com você e meu irmão?

RK: Como assim?

Júlia: Aconteceu alguma coisa envolvendo vocês dois, aqui. A Priscila me contou que rolou alguma coisa mas não falou o que foi.

Por Nós [M]Histórias para pegar e não largar. Descubra agora