Gente, queria conversar duas coisas importantes com vocês. A primeira coisa que eu queria falar, é um alerta, pois estou vendo muitas pessoas cometendo spam para a meta de comentários ser batida mais rápido. E eu queria dizer pra não fazerem isso. Isso prejudica a história e não é nada legal. Se cada pessoa que vota, comentar pelo menos uma vez algo relacionado ao capítulo e não comentar coisas repetitivas e sem sentido, podemos bater a meta bem rapidinho. Isso só depende de vocês.
Segunda coisa: Esse capítulo vai ser repartido, ou seja, vai ter o ponto de vista dos personagens das situações que estão acontecendo ao mesmo tempo!!!
Cap 58 pt.1
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VH
Vi a formatura inteira da Amanda, nem era pra ter ficado do início até o fim, mas a mina tava tão feliz que eu nem queria ir embora, mané. Tava curtindo demais ver ela desse jeito. A gente passou a noite inteira nessa formatura. Os pais dela voltaram pra favela logo depois dela ter recebido o diploma. Sobrou só nós dois, e como a carne é fraca, quando deu a madrugada a gente foi pra um motel.
Demoramos um pouco demais no motel, mas quando tava amanhecendo a gente partiu pro Vidigal. Nem queria ver o tanto que meu pai ia falar na minha cabeça sobre o atraso, mas nem tava ligando muito pra isso. Compensou o tempo que eu fiquei com a Amanda.
Amanda: Você quer que eu fale com seu pai? Eu falo que houve um imprevisto e a gente teve que ficar até mais tarde.
VH: Ele não vai acreditar. Mas relaxa, ele só vai falar pra caralho e depois se acalma.
Amanda: Mesmo assim, tô me sentindo culpada.
VH: Não se sinta, quem te arrastou pro motel foi eu. - Ela deu uma risadinha.
Amanda: Cê acha que a Júlia vai ficar com raiva também? A gente nem apareceu pro baile dela.
VH: Acho que não.
A Amanda continuou conversando me falando sobre os planos que ela tinha agora que era formada. Eu tava prestando atenção total no assunto e quando ela falou que planejava sair da favela, fiquei incomodado.
VH: Mas pra que tu quer sair de lá?
Amanda: Ah, eu sempre quis. Não é um ambiente tranquilo, você sabe.
VH: Sei, mas tu já é acostumada. Pra que vai sair da favela se tu viveu a vida toda lá?
Amanda: Porque eu quero uma coisa melhor pra mim.
VH: Então tu acha a favela ruim?
Amanda: Não é bem isso, eu só planejo coisas maiores pra mim do que continuar vivendo o resto da vida em um lugar que não é agradável e que particularmente eu não gosto muito.
VH: Tu não gosta por que?
Amanda: Porque não é agradável pra mim, gente.
VH: E como que a gente vai ficar?
Amanda: Como assim?
VH: Eu não posso sair da favela, tu tá ligada. É bem raro eu sair de lá.
Amanda: Olha, não sei. Eu vou visitar sempre que eu puder.
VH: Sempre que tu puder, parceira? É mais fácil a gente não ficar junto então. Tu não vai tá na favela, eu não posso sair dela e tu não vai poder visitar sempre. É o que? Namoro a distância?
Amanda: É, Victor. A minha prioridade é um emprego bom e uma moradia boa pra eu ter estabilidade na minha vida. Não tem como eu abrir mão das coisas que eu quero pra mim, pra continuar em um lugar que eu não vejo o meu futuro sendo nele.
VH: Mas eu achei que tu via um futuro na gente.
Amanda: E eu vejo. Você que tá complicando isso tudo só porque não consegue entender meu lado.
Fiquei calado, não tava curtindo esse papo dela. Tá bom que ela quer as coisas da vida dela, e ela tá certa. Mas porra, eu tô apegado nessa mulher. Eu sempre fui apegado nela, não dá pra me acostumar com a idéia de não ter ela por perto sempre.
Enquanto eu dirigia ia pensando nesse assunto, mente tava a milhão. Quando voltei pra realidade, vi a Amanda inquieta no banco enquanto olhava o retrovisor.
VH: O que foi?
Amanda: Victor, acho que tem alguém seguindo a gente. - Encarei ela na hora e depois me virei e olhei pro meu retrovisor, vendo dois carros pretos atrás da gente.
VH: Eles tão ali atrás desde quando?
Amanda: Desde que a gente saiu do motel, eu acho. Eu tinha visto, mas não tinha prestado atenção. Agora que vi de novo, é o mesmo carro.
Fechei as janelas do carro e acelerei. Precisava avisar meu pai agora sobre isso, se alguma coisa acontecesse comigo, provavelmente ia acontecer na favela também.
VH: Tu sabe aonde tá meu celular? - Ela balançou a cabeça negando e começou a vasculhar o carro.
Amanda: Achei...- O carro ainda tava acelerado, e na hora que ela falou, os dois outros carros ultrapassaram a gente.
Não deu tempo de pensar em nada quando eu comecei a escutar os tiros acertando meu carro e despedaçando o vidro do parabrisa e das janelas. Era tanto tiro que eu nem sei como não tinha sido atingido ainda.
VH: Abaixa! - Gritei pra Amanda que tava assustada e com o rosto pálido. Olhei pro corpo dela e percebi o sangue escorrendo no ombro e e na barriga.
Os tiros não paravam, e eu não tava conseguindo raciocinar direito pra saber o que fazer naquela situação. A última coisa que me lembro foi de ter conseguido parar o carro, mas mesmo assim, os tiros continuaram e eu senti alguma coisa queimar no meu corpo e apaguei.
...
Não se esqueçam de bater a meta, hein!!
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Por Nós [M]
Fan-Fiction📍Vidigal, Rio de Janeiro "Ela tem um jeito que me faz pensar que, O mundo ainda tem valor E que o amor faz sentido..."
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