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Amanda
Quando eu consegui sair da casa dos meus pais, não consegui levar todas as minhas coisas. Então ainda tinha algumas roupas e outras coisas aqui na casa deles.
Minha mãe me ajudou a separar tudo, conseguimos juntar tudo em duas caixas grandes. Como era bastante coisa, as caixas estavam pesadas.
Amanda: Vou ter que fazer duas viagens pelo visto.
Débora: Pra que?
Amanda: As caixas estão pesadas. Vou ter que levar uma de cada vez.
Débora: Vai nada, mulher.
Amanda: Não precisa me ajudar não, mãe. Eu consigo levar uma de cada vez.
Débora: Mas eu não ia te ajudar mesmo não, tenho nem coluna pra isso. - Eu ri. - Victor tá te esperando lá fora.
Amanda: Me esperando pra que?
Débora: Por que ele vai te ajudar a levar, ué.
Amanda: Não precisa. Pode mandar ele ir embora.
Débora: Para de ser teimosa, o cara só vai te ajudar e depois vai embora. Precisa nem olhar na cara dele.
Amanda: Mas eu consigo levar sozinha, mulher.
Débora: Anda logo, garota. Aproveita que hoje o Victor tá de bom humor. - Revirei os olhos.
Peguei uma das caixas e sai do quarto, Victor tava encostado na porta olhando pro nada. Fui até ele e estendi a caixa pra ele pegar.
Ele não disse nada, só pegou ela e saiu andando. Fui até o quarto e me despedi da minha mãe, meu pai ainda não tinha chegado.
Peguei a caixa e sai. Fui andando até a rua a minha casa, não vi o Victor no caminho.
Aquela era a caixa mais pesada e eu me arrependi de não ter pensado em dar essa pro burro de carga, chamado Victor levar pra mim.
Atravessei a rua e vi ele já no portão da minha casa. Peguei as chaves no meu bolso e abri.
Amanda: Me espera aqui que eu já venho pra pegar essa caixa. - Ele só balançou a cabeça e eu fui colocar a outra lá dentro.
Consegui andar até meu quarto e colocar a caixa lá, fui sem acender nenhuma luz por que não conseguia. Minhas duas mãos estavam ocupadas, então fui no escuro mesmo.
Sai do quarto rápido e bati em alguma coisa dura. O interruptor estava ali do lado e eu liguei a luz.
Amanda: Eu não mandei você esperar lá fora?
VH: Tu não manda em mim não. - Colocou a caixa no chão. - E eu só vim colocar essa caixa aqui dentro pra tu, deveria me agradecer.
Amanda: Ok, obrigada. - Apontei pra porta. - Pode ir agora.
Ele ficou sem expressão nenhuma, continuou na minha frente e ficamos nos encarando. Odiava esse joguinho de troca de olhares que ele ficava comigo. Me irritava e me deixava meio coisada, sei lá.
Amanda: Vai embora, Victor. - Falei quando ele chegou perto de mim.
VH: Nós vai terminar aquela parada que a gente começou outro dia, não?
Amanda: Que parada? - Não tinha entendido, mas quando ele deu aquele sorrisinho malicioso eu percebi do que ele tava falando. - Não, sai da minha casa.
VH: Tu não quer mermo, ou tá só fazendo charme pra continuar com a marra? - Revirei os olhos e não respondi ele. - Sabia, pô.
Amanda: Sabia do que, garoto?
VH: Que tu só tá de charme.
Amanda: Tô fazendo charme nenhum, teu ego é que é grande demais.
Ele se inclinou um pouco e o rosto dele estava tão perto que eu conseguia sentir a respiração dele. Senti meu corpo se arrepiar e a minha boca ficar seca por um instante.
VH: Não sou de ficar insistindo nesses bagulho não, se tu quer fala logo, mas se tu não quiser, de boa. A gente volta a fingir que nem se conhece.
Não consegui abrir a boca pra falar. Na verdade eu não tinha uma resposta pra aquilo, não tava esperando que isso acontecesse. Eu só fiquei sem reação.
VH: Beleza então. - Ele.se afastou e foi virar as costas pra ir embora. Antes que ele realmente fizesse isso, eu o segurei e voltei o corpo dele até o meu.
Ele me olhou surpreso mas depois abriu aquele sorriso que me deixava com raiva da cara dele.
Com umas das mãos, o Victor apertou de leve a minha cintura. Ele aproximou o rosto do meu e foi me dando beijos primeiro no canto da boca, até que finalmente me puxou e me beijou.
Cada vez que eu sentia a mão dele apertando um pouco a minha cintura, ou puxando de leve o meu cabelo pra aprofundar o beijo eu me arrepiava. Sua língua pediu passagem pra entrar na minha boca, e eu abri um pouco os lábios pra ele fazer isso.
Nosso beijo era muito bom, eu não vou negar. Se encaixava um no outro e estávamos ficando ofegantes por que a gente não parava. E eu tava gostando daquilo.
Mas tudo que é bom, dura pouco. Victor encerrou o beijo me dando alguns selinhos, mas logo depois ele pegou o celular que tava vibrando. Respirei um pouco fundo, mas não tão alto. Não queria que ele percebesse que teve efeito sobre mim, e que eu tinha gostado daquilo. Ele provavelmente ia ficar se achando por causa disso.
VH: Vou resolver umas parada ali. - Disse sem tirar os olhos do celular e eu dei de ombros sem muita importância.
Ele nem perdeu mais tempo, só saiu de casa sem dar a mínima pro que tinha acontecido ali e eu me senti uma idiota por ter gostado, sendo que pra ele, isso não fez a mínima diferença.
...
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Por Nós [M]
Fanfiction📍Vidigal, Rio de Janeiro "Ela tem um jeito que me faz pensar que, O mundo ainda tem valor E que o amor faz sentido..."
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