*Capítulo 15*

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Amanda

Quando eu consegui sair da casa dos meus pais, não consegui levar todas as minhas coisas. Então ainda tinha algumas roupas e outras coisas aqui na casa deles.

Minha mãe me ajudou a separar tudo, conseguimos juntar tudo em duas caixas grandes. Como era bastante coisa, as caixas estavam pesadas.

Amanda: Vou ter que fazer duas viagens pelo visto.

Débora: Pra que?

Amanda: As caixas estão pesadas. Vou ter que levar uma de cada vez.

Débora: Vai nada, mulher.

Amanda: Não precisa me ajudar não, mãe. Eu consigo levar uma de cada vez.

Débora: Mas eu não ia te ajudar mesmo não, tenho nem coluna pra isso. - Eu ri. - Victor tá te esperando lá fora.

Amanda: Me esperando pra que?

Débora: Por que ele vai te ajudar a levar, ué.

Amanda: Não precisa. Pode mandar ele ir embora.

Débora: Para de ser teimosa, o cara só vai te ajudar e depois vai embora. Precisa nem olhar na cara dele.

Amanda: Mas eu consigo levar sozinha, mulher.

Débora: Anda logo, garota. Aproveita que hoje o Victor tá de bom humor. - Revirei os olhos.

Peguei uma das caixas e sai do quarto, Victor tava encostado na porta olhando pro nada. Fui até ele e estendi a caixa pra ele pegar.

Ele não disse nada, só pegou ela e saiu andando. Fui até o quarto e me despedi da minha mãe, meu pai ainda não tinha chegado.

Peguei a caixa e sai. Fui andando até a rua a minha casa, não vi o Victor no caminho.

Aquela era a caixa mais pesada e eu me arrependi de não ter pensado em dar essa  pro burro de carga, chamado Victor levar pra mim.

Atravessei a rua e vi ele já no portão da minha casa. Peguei as chaves no meu bolso e abri.

Amanda: Me espera aqui que eu já venho pra pegar essa caixa. - Ele só balançou a cabeça e eu fui colocar a outra lá dentro.

Consegui andar até meu quarto e colocar a caixa lá, fui sem acender nenhuma luz por que não conseguia. Minhas duas mãos estavam ocupadas, então fui no escuro mesmo.

Sai do quarto rápido e bati em alguma coisa dura. O interruptor estava ali do lado e eu liguei a luz.

Amanda: Eu não mandei você esperar lá fora?

VH: Tu não manda em mim não. - Colocou a caixa no chão. - E eu só vim colocar essa caixa aqui dentro pra tu, deveria me agradecer.

Amanda: Ok, obrigada. - Apontei pra porta. - Pode ir agora.

Ele ficou sem expressão nenhuma, continuou na minha frente e ficamos nos encarando. Odiava esse joguinho de troca de olhares que ele ficava comigo. Me irritava e me deixava meio coisada, sei lá.

Amanda: Vai embora, Victor. - Falei quando ele chegou perto de mim.

VH: Nós vai terminar aquela parada que a gente começou outro dia, não?

Amanda: Que parada? - Não tinha entendido, mas quando ele deu aquele sorrisinho malicioso eu percebi do que ele tava falando. - Não, sai da minha casa.

VH: Tu não quer mermo, ou tá só fazendo charme pra continuar com a marra? - Revirei os olhos e não respondi ele. - Sabia, pô.

Amanda: Sabia do que, garoto?

VH: Que tu só tá de charme.

Amanda: Tô fazendo charme nenhum, teu ego é que é grande demais.

Ele se inclinou um pouco e o rosto dele estava tão perto que eu conseguia sentir a respiração dele. Senti meu corpo se arrepiar e a minha boca ficar seca por um instante.

VH: Não sou de ficar insistindo nesses bagulho não, se tu quer fala logo, mas se tu não quiser, de boa. A gente volta a fingir que nem se conhece.

Não consegui abrir a boca pra falar. Na verdade eu não tinha uma resposta pra aquilo, não tava esperando que isso acontecesse. Eu só fiquei sem reação.

VH: Beleza então. - Ele.se afastou e foi virar as costas pra ir embora. Antes que ele realmente fizesse isso, eu o segurei e voltei o corpo dele até o meu.

Ele me olhou surpreso mas depois abriu aquele sorriso que me deixava com raiva da cara dele.

Com umas das mãos, o Victor apertou de leve a minha cintura. Ele aproximou o rosto do meu e foi me dando beijos primeiro no canto da boca, até que finalmente me puxou e me beijou.

Cada vez que eu sentia a mão dele apertando um pouco a minha cintura, ou puxando de leve o meu cabelo pra aprofundar o beijo eu me arrepiava. Sua língua pediu passagem pra entrar na minha boca, e eu abri um pouco os lábios pra ele fazer isso.

Nosso beijo era muito bom, eu não vou negar. Se encaixava um no outro e estávamos ficando ofegantes por que a gente não parava. E eu tava gostando daquilo.

Mas tudo que é bom, dura pouco. Victor encerrou o beijo me dando alguns selinhos, mas logo depois ele pegou o celular que tava vibrando. Respirei um pouco fundo, mas não tão alto. Não queria que ele percebesse que teve efeito sobre mim, e que eu tinha gostado daquilo. Ele provavelmente ia ficar se achando por causa disso.

VH: Vou resolver umas parada ali. - Disse sem tirar os olhos do celular e eu dei de ombros sem muita importância.

Ele nem perdeu mais tempo, só saiu de casa sem dar a mínima pro que tinha acontecido ali e eu me senti uma idiota por ter gostado, sendo que pra ele, isso não fez a mínima diferença.

...

Por Nós [M]Histórias para pegar e não largar. Descubra agora