*Capítulo 67*

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Passando pra avisar, que já tenho vários capítulos prontos, passei esse tempo adiantando a história e já estou terminando o final. Então, batam a nossa meta pros caps serem postados rapidinho<3

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RK

Minha visão escureceu desde o momento que eu escutei a voz daquele filho da puta e percebi que ele tava com a minha mãe. Eu não sei como consegui dirigir no estado que eu tava. Eu só conseguia pensar no que ele tinha feito com a minha mãe, o que ela passou na mão dele. Só conseguia pensar que a minha mãe, minha mãe de verdade, morreu por minha culpa.

Cheguei no lugar que tava marcado a localização em tempo real e estranhei o silêncio. O lugar era nojento, cheio de lixo espalhado e tinha um cheiro horrível. Eu achei que seria recebido com tiros, mas não foi o que o desgraçado fez. Ele mandou a localização exatamente pra que eu viesse aqui e visse o que ele fez. Visse o estado deplorável do lugar que ele matou a minha mãe.

Olhei tudo ao redor com uma aflição que eu nunca tinha sentido na vida, uma angústia que tava apertando meu peito. Olhei em tudo, até que achei o corpo dela. Ensanguentado, sem nenhuma roupa. Jogada no meio de um tanto de lixo como se ela também fosse um.

Corri o mais rápido que eu já pude até ela, me ajoelhei e não consegui deixar de sentir toda a angústia vindo em mim de uma vez só. Ver a minha mãe naquele estado depois de tudo que ela tinha sofrido no passado, me causou dor física. Eu não percebi que tava chorando.

Minha mão tremia e eu segurei o corpo dela junto com o meu. De relance, eu consegui ver que o peito dela subia e descia bem devagar, como se ela respirasse ainda com dificuldade e porra, aquilo, mesmo que seja horrível ainda deu uma pontada de esperança no meu coração que a minha mãe ia sobreviver. E eu ia fazer de tudo pra ela conseguir.

RK: Você vai ficar bem, mãe. Eu juro. - Falei baixo no ouvido dela. Tirei a camisa e vesti o corpo dela em seguida, peguei ela no meu colo e fui saindo daquele lugar.

Na mesma hora que comecei a andar pra sair daquele lugar, um carro preto parou lá na frente. Não fiquei assustado porque já reconhecia de quem era o carro. Ele saiu de dentro, deu a volta e abriu a porta do passageiro pra eu entrar com ela. Quando eu entrei, fechei a porta e ele deu partida.

RK: Ela precisa ir pro hospital.

VH: Vou acionar dois médicos e pedir pra minha mãe deixar o quarto hospitalar lá em casa já preparado pra receber ela. Eles vão cuidar dela lá.

Balancei a cabeça afirmando e o VH já foi ligando pros tais médicos que ele disse que ia acionar. Isso me deixou um pouco mais tranquilizado, eu confio na Mirella pra caralho como médica. Aquela mulher já salvou a vida de várias pessoas várias vezes. Sempre que acontecia operação no morro e tinha algum ferido grave, ela levava pra casa e ela mesma cuidava. Aquela mulher nunca deixou ninguém morrer, e só por isso, eu ia confiar a vida da minha mãe nas mãos dela.

O tempo todo no caminho do morro eu fui verificando se a minha mãe ainda respirava, ela continuava respirando com dificuldade. Eu segurava a mão dela e não tirava os olhos dela nem por um segundo sequer, se eu sou o homem que eu sou hoje é tudo graças a ela que me criou pra ser forte, porque ela, definitivamente é a pessoa mais forte que eu já conheci. É por isso que eu sabia que ela não ia morrer, ninguém ia deixar isso acontecer, nem mesmo ela.

RK: Eu vou matar ele. - Falei alto e claro pro VH escutar.

VH: Nós dois vamos.

...

Não se esqueçam de bater a meta para que os novos caps sejam postados mais rapidinho!!

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