Capítulo Doze

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Esse mundo é uma marmota, sem explicação, onde é que podemos sentar e esperar os próximos capítulos?

A July está fula da vida, morrendo de vergonha do Alisson, que graças aos anjos, não quis registar queixa, disse que é apaixonado também e sabe o que um homem com a cabeça quente pode fazer.

E acredite que o tal Zé, o abraçou dizendo que macho entende macho.

A July faltou esganá-lo.

Alguém da polícia, avisou ao pai do médico, imaginem a cena, ele foi para bater no filho, quem estava ao redor não permitiu o senhor esbraveja  que educa um homem e não um galo de rinha.

Marcelo, não saiu do meu lado.

A verdade que estou gostando dessa entrega dele, no qual, jamais irei ficar esperando ele decidir alguma coisa, querer ele é uma coisa, viver como uma papagaia esperando migalhas, ohhhh, dó.

Eu compro um vibramor, pago garotos de programa, mas viver de resto, nunca, já basta o trauma com a Germana.

Trazemos o Alisson para casa, July disse que iria ficar com ele, acaso ele precisasse de alguma coisa, o mesmo dispensou todo esse cuidado. Sugeriu ligar se fosse necessário.

July disse que ficaria do lado de fora do apartamento, mas que deixasse ela cuidar, para tirar o peso da culpa.

- July, eu estou bem. Você já fez sua parte, prefiro ficar só. Entende?

Entendeu nada. Começou a chorar dizendo que não quer perder amizade do Alisson, que vai matar o Zé droguinha, Marcelo começou a rir da barriga doer, mesmo eu olhando feio pra ele, o pinscher falso ficou do lado do intruso, mais uma vez, a July querendo ir embora.

- Chega, Juliana.

- O Alisson não está chateado com o que o seu Zé fez e sim com algo que aconteceu antes, ele precisa ficar só. Vizinho, se precisar de alguma coisa, estamos aqui.

Abro a porta e deixo ele ir.

A pirracenta faz um drama italiano, que a HBO está perdendo.

- Acho melhor ir embora.

- Também acho, senhor Marcelo.

- Não gostosão fique, porque se aquele doente do seu amigo vir aqui, sou capaz de mata-lo.

- Será presa senhorita Juliana.

- E com gosto. Aquele louco não me assume e fica dando soco agora de graça nada pessoas na rua, Alisson é amigo, nosso amigo, sabe.

- Acalma-se. Vamos pedir algo pra comer porque a sopa não vai encher barriga.

Peço três pizzas, guardo a sopa no congelador e arrumo a mesinha para esperar os pedidos.

- Amiga, não estou conformada.

Tento agarra-la, mas a safada escorregou das minhas mãos.

E saiu correndo.

- Quer ir atrás dela?

- Não vai adiantar, ela vai matar o Zé droguinha.

Rimos.

- Eu já vou, vamos marcar uma saída melhor na próxima vez. Vai ficar tudo bem com a senhorita?

- Sim. Eu sou forte.

- Eu sei.

Ele beija minha testa e me abraça forte, sinto meu corpo em ebulição, nossa química é foda.

O safado do pinscher começa a chorar quando ver o Marcelo na porta, eu não creio nisso.

- Volto depois campeão não chore não.

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