26 - 1 STEP FORWARD, 3 STEPS BACK

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O que eu fiz? Por que eu já sentia que essa ida ao apartamento dele me traria uma dor de cabeça? Um momento incrível, de tirar o fôlego, sim. Mas o que eu estava fazendo ali, tomando um banho com ele, depois de uma transa incrível? Em um surto de bom senso, terminei o banho sem ceder às suas provocações, com sua mão boba apalpando minha bunda, ou deixando selinhos por meu pescoço. Eu quase perdi a pose quando ele massageou levemente meu seio. O beijei com vontade, para depois terminar o banho e sair do banheiro enrolada na toalha que eu havia encontrado.

Quando me aproximei da cama, vi que a tela do meu celular estava acesa. Quando me aproximei, ela apagou. Peguei o celular e vi as ligações perdidas de Lily. Joguei o celular na cama e me apressei em colocar minha roupa. Entre um calçado e outro, mandei uma mensagem para avisá-la que já estava voltando. O relógio marcava 3h30 da manhã, e eu estava fora de casa.

"Quando chegar, vamos conversar" – foi a resposta de Lily para minha mensagem. É, eu estava encrencada. Acho que abusei da minha liberdade com ela.

Quando Marco saiu do banho, ele estava com uma toalha enrolada em sua cintura, enquanto usava uma outra menor para enxugar o cabelo. Ele sorriu para mim enquanto eu o admirava por poucos segundos, antes de me recompor e lembrar o que eu precisava fazer.

– Preciso ir pra casa. Lily deve estar furiosa. – falei, voltando a encarar a mensagem que ela havia me mandado.

– Claro, vou te levar em casa. Vou me vestir logo e já vamos.

Como se quisesse me provocar, ele tirou a toalha e virou de costas para mim, procurando por uma roupa em sua cômoda. Mordi o lábio inferior, enquanto olhava para sua bunda linda, mas logo ele estava todo vestido e pronto para me levar para casa.

O caminho de volta começou silencioso, apenas com o som da música que tocava em seu carro. Comecei a acompanhar a música, cantando baixinho. Ele percebeu minha empolgação e subiu um pouco o som e me olhou sorridente, convidando-me a cantar mais alto também. O percurso todo foi assim, nossas vozes se encontrando entre uma música e outra.

Quando ele parou o carro na frente do prédio onde eu morava, me olhou carinhoso. Colocou a mão em meu rosto e me puxou para beijar minha boca e depois minha testa. Antes que eu descesse, dei mais um beijo estalado em sua bochecha e saí. Agora, eu precisaria enfrentar uma nova batalha e estava bem longe do que eu havia enfrentado com Marco.

Assim que eu pisei dentro do apartamento de Lily, tive certeza que ela estava muito brava. Ela estava vendo TV na sala, mas parecia impaciente.

– Ora ora, olha quem resolveu lembrar que tem casa, não é mesmo? – ela falou, me encarando.

– Boa noite, dona Stella. Onde está Lily? – falei, tentando parecer descontraída.

– Nada de piadinhas. Sua mãe não está aqui, mas eu estou.

– Está falando igualzinho a ela. – me joguei no sofá, ao seu lado.

– E é essa a intenção. Já esqueceu que eu preciso cuidar de você? Passou pela sua cabecinha que se algo te acontece, quem se responsabiliza sou eu?

– Eu só passei pela casa do Marco para conhecer e a gente perdeu a noção do tempo.

– Ah, eu entendi muito bem onde você estava e o que estava fazendo. Com esse cabelo molhado, acha que engana quem? Eu já tive a sua idade, Lucinda, e nem faz muito tempo. Você tem aula amanhã, onde estava com a cabeça?

– Quer mesmo saber? – falei brincalhona, segurando o riso.

– Olha, você... – ela tentou se manter séria, mas um sorrisinho brotou em seus lábios. – Não me desconcentre. Eu estou tentando ser a adulta responsável desta casa.

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