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17 de Agosto de 2011. - A porta para o inferno.

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Já fazia uma semana desde todos os ocorridos passados quando Zayn disse que não se preocuparia com quem limpasse os corpos não mentiu, pois se quer precisou. José Marcos da Silva era dono da área desde os 20 anos de idade e agora estava morto, mas os rumores que corriam eram de uma fuga inesperada, de uma viagem planejada para o interior, por algum motivo não tão plausível a morte foi arquivada pelos seus como se quisessem apenas o apagar da história. O carioca se quer se preocupou, sabia que todos que estavam com aquele cujo matou eram crianças crescidas com uma dívida eterna a se cumprir, e agora estavam livres.

Para Louis nada era tão calmo, os primeiros dias foram insuportáveis a dor que sentia por todo corpo dia após dia e por mais que os ferimentos parassem de doer ainda sentia o cheiro do sangue, sua cara sendo molhada e a cada vez que se lembrava sentia o estômago revirar, embora tentasse fazer de tudo para fingir que estava bem, sabia que mentia. Agora se fosse preciso classificar momentos do qual queria ter desistido não classificaria a hora da maldita surra nem o dia, mas sim a reação após; o exato momento em que viu as mães dos que ele carregou para a morte subindo para o monte chorar cobrando uma dívida que não era de Zayn e sim dele, uma dívida que jamais seria paga pois não havia como trazer os mortos de volta à vida - mas havia como carregar a morte enquanto vivo - e era isto que agora havia fardado para si.

— Que cara é essa virou doido? - Indagou Niall olhando para o paulista. — Nada, tá tudo certo então? - Recebendo a confirmação com a cabeça relaxou os ombros. — Sim, tudo certo. 350 mil pra cada um, vai dar certo fica tranquilo. - Louis apenas assentiu. — Tô tranquilo pô. Agora melhor tu ir ralando, jaja o Zane chega aí. - Rindo o louro apenas se levantou. — Manda um beijo pra ele.

— Vem me beijar aqui então filho da puta. - Disse o carioca ao chegar se escorando na porta com os dois braços cruzados, havia acabado de chegar de um dia inteiro na rua por isso seu corpo estava soado e a camisa sobre o ombro. — Não tô fazendo nada. - Disse Horan com as mãos erguidas para cima em sinal de rendição passando ao lado de Malik que manteve a expressão séria. — Rala. - Respondeu fazendo sinal com a arma para que saísse para fora.

— Já falei pra você parar de trazer esses pau no cu aqui. - Revirando os olhos após ver toda aquela cena Tomlinson apenas se levantou preparando-se para bolar um baseado. — E que história é essa? De 350 mil? - Foi quando paralisou por segundos escutando o barulho da água cair no copo que o parceiro colocava, sabia qual seria a reação. O moreno odiava aquela aproximação de Louis com os play e ele sabia disto, mas o esquema era bom. A diferença entre os dois era que o paulista enxergava sempre uma maneira de querer crescer mais, nunca estava suficiente, já para o carioca se estava de barriga cheia nada mais importava.

— É um esquema... - Aguardando que continuasse Zayn apenas ficou o olhando. — Um roubo, mas não surta, o negócio é bom vai ser em uma joalheria vai dar 350 mil por cabeça se a gente investir aqui no tráfico em dois meses vamos ter o triplo. - Já esperando aquela reação ficou imóvel ao ouvir o riso de deboche do jovem ao lado. — Só pode ser brincadeira com a minha cara. - Afirmou o carioca continuando;

— Você só deve tá zoando com a minha cara, eu devo ter cara de idiota de alguma coisa porque não é possível porra. - Engolindo em seco Louis apenas se virou para a direção do parceiro cruzando os braços. — Qual é? Você sabe que esse dinheiro vai triplicar caralho. - Zayn sabia que sim, pois se ele era uma coisa era extremamente inteligente, não podia negar terem chegado até aquele patamar por causa de sua gana, mas já estava na hora de acordar para vida.

— Escuta aqui porra, você tá achando o que, foda se caralho, foda se porra, tô pouco me fodendo que vai triplicar, em seis meses a gente tem essa merda sem entrar em roubo nenhum, você não conhece a polícia cachorro? Eles tão isso aqui. - Fez o gesto com os dedos em cima da cara do paulista que deu um tapa a abaixando assim que a viu. — Não fode, você não é a minha mãe. - Não conseguia entender o surto. — Mano, se você cair eles vão te pegar. Você tá achando né que as coisas são assim. - Escutando novamente o riso de deboche quando iria intervir o carioca prosseguiu o colocando contra parede. — Esses filhos da puta, esses covardinhos aí tão te chamando porque alguém vai cair nessa porra, e sabe o que é o melhor quando eles pisarem. Se pisarem na cadeia não vão ficar nem meia hora ali, mas você... a você vai carregar a culpa toda no peito.

Faroeste Caboclo L.SHistórias para pegar e não largar. Descubra agora