Capítulo 10

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Apesar de tê-la visto no sábado, Arizona teve a impressão de que o domingo passara se arrastando.

Ficou sabendo por George que Calliope estava bem melhor. O amigo lhe disse que vez ou outra Callie ficava bem pra baixo e infelizmente não havia mais nada que ele pudesse fazer por ela, Calliope precisava querer.

Na segunda, enquanto manobrava o carro para estacionar, a tenente veio até o seu carro, sorridente.

— Bom dia — disse, sorrindo.

Ela era uma Calliope bem diferente daquela que havia visto no sábado.

Arizona sorriu e também lhe desejou bom dia.

— Eu quero agradecer pelo o que fez no sábado e pedir perdão pelo meu comportamento, por ter dado trabalho e — ela fez uma pausa — por ter sido um pouco rude com você.

— Não precisa agradecer, tenente Torres — Arizona estava com metade do corpo para dentro do carro, se esticando para pegar sua mochila — Tenho certeza que você não pensaria duas vezes também — disse, olhando dessa vez para Torres — Como está a sua mão?

A tenente, que estava com a mão enfaixada, levantou-a no ar antes de responder — Está bem melhor, obrigada mais uma vez — agradeceu sorridente. Havia um brilho nos olhos de Calliope que fez Arizona se questionar se ele estava ali desde o momento em que se aproximara do carro ou se ele havia surgido no momento em que ela demonstrou se importar em saber se estava bem.

A loira despediu-se com um sorriso antes de ir se trocar no vestiário.

[...]

— Eu sei, tenente, mas o que podemos fazer? — Owen estava sentado em sua cadeira, atrás da mesa em sua sala enquanto a tenente Torres passava a mão pelas mechas de seu cabelo, estressada.

— Eu não sei, que mande-a para outro batalhão.

— A filha do presidente do sindicato dos bombeiros deixou claro de que a filha Eliza quer vir para esse batalhão e... você sabe, não podemos negar.

— E ela tem mesmo que vir para o meu esquadrão?

— O seu esquadrão é o único que possui espaço para mais um bombeiro.

— Eu nem sei se a garota é boa, odeio isso. Odeio ter que me submeter aos caprichos do sindicato. Há um processo acontecendo para a aprovação de novos bombeiros, por que que ela tem que ser privilegiada? E os outros que estão aguardando essa vaga? Não é justo.

— Infelizmente estamos com as mãos atadas.

— E se nos negarmos a admiti-la aqui?

— Bem, você sabe que o conselho se unirá para ficar contra o nosso batalhão e talvez até se esforçar para fechá-lo de vez.

— E quando essa garota chega?

— Hoje.

[...]

Quando Eliza chegou, a tenente observou os olhos dela se demorarem em Arizona e de alguma maneira aquilo a incomodou.

— Pessoal, essa é a bombeira Minnick — anunciou a tenente, a contragosto. Ela quis revirar os olhos, mas sabia que tinha que ser profissional — A partir de hoje ela fará parte da nossa equipe.

— Está ficando maravilhoso trabalhar aqui — sussurrou Sloan, observando o corpo da moça.

— Disse alguma coisa, Sloan? — perguntou a tenente, séria.

— Não, Tenente Torres.

Após passar as orientações para a novata e o seu fardamento, Torres foi para a sua sala, estava estressada com algo e nem sabia o que era e por quê.

Broken - CalzonaOnde histórias criam vida. Descubra agora