Quando foi anunciado o incêndio estrutural de grande proporção, o esquadrão que até o momento conversava distraído, prontamente levantou-se.
Era perceptível o quanto estavam apreensivos. Apesar de já estarem habituados a esses chamados, era quase impossível não se deixar afetar algumas vezes.
Calliope estava séria e, embora tivesse admitindo internamente a si mesma que ela quem tinha as rédeas dos seus medos e era a única capaz de domá-los, no fundo ainda havia um resquício de receio. Receio por não saber o que a aguardava dentro do grande prédio e de como aquele dia terminaria.
— Tudo bem? — perguntou a loira ao seu lado, tocando sutilmente o braço da jovem tenente.
Dentro da viatura nenhuma palavra, todos concentrados em direcionar a atenção apenas na situação adiante.
Callie sorriu gentilmente e balançou a cabeça em afirmação. A loira sorriu em seguida antes de chegarem ao local.
— Ei — Calliope a chamou rapidamente — preciso que se cuide, sem atos de heroísmo — sussurrou.
— Eu prometo se você me prometer também — sussurrou a loira — preciso de você de volta.
Calliope sentiu seu coração preencher com um sentimento caloroso e enternecedor. Sabia que, após as orientações do capitão, ambas só se veriam horas mais tarde, após de controlada a situação.
A jovem tenente não queria separar de Arizona e que droga era não poder demonstrar nada do que sentia.
Callie deu uma piscadinha para a loira, que sorriu e piscou em seguida.
[...]
— Não consigo mais, tenente — Minnick andava se arrastando com o peso extra nas costas.
— Corpo de bombeiros, alguém? — gritou Torres, ignorando o que Eliza dizia.
Um pedaço do bloco caiu próximo a onde estavam.
— Tenente Torres, na escuta? — chamou-a o Capitão Hunt, pelo rádio comunicador.
— Sim, capitão.
— Karev, George e Arizona precisam de ajuda, acha que consegue se deslocar até eles?
— Sim, senhor.
— Ok — disse o capitão.
— O quê? — vociferou Eliza — Não consigo subir mais alguns lances de escada — reclamou.
A tenente continuou a ignorá-la, vasculhando por vítimas em meio à fumaça e chamas.
— Claro que você vai até eles... é a sua namoradinha — atacou Eliza — ela podia está no vigésimo andar que você daria um jeito de ir socorrê-la, é por isso que não se deve misturar vida pessoal e profissional, não é tenente? — havia um tom de ameaça em sua voz fria.
— Eliza — começou Callie, com um levíssimo traço de aborrecimento na voz. Ela poderia revidar de inúmeras maneiras grosseiras e mal educadas e ainda usar de sua posição para envergonhá-la e puni-la, mas não faria isso — quando não temos o que falar, a gente fica calado, com certeza o seu silêncio é estimado e o melhor que você pode nos oferecer.
— Eu não vou subir mais dois andares — anunciou.
— Faça o que você quiser, Eliza — disse a tenente — mas antes, faça o favor de comunicar ao capitão o que está fazendo, chame-o no rádio e o deixe ciente, caso aconteça algo — ela direcionou um olhar para Minnick, que não moveu um dedo para acionar Owen Hunt — Ok — Torres suspirou ao pegar o rádio. Ela nunca passou por isso, nunca teve que comunicar Owen por algo facilmente evitável.
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Broken - Calzona
FanfictionQuando Calliope Torres ficou viúva, sentiu uma nuvem nublada pairar sobre sua cabeça. A bombeira jamais se perdoou por não ter conseguido salvar a vida de Penelope Blake, sua esposa, desde então tornou-se uma pessoa enclausurada em culpa e amargura...
