Capítulo 36

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Quando passou pelo portão principal do batalhão, na segunda de manhã, Arizona sentia um nervosismo percorrer todo o seu corpo, mais do que nos outros dias. Ela não se perguntou se a tenente também estaria assim, a resposta com certeza seria sim.

Foi para o vestiário numa pressa absurda de se trocar rapidamente só para ir até a copa, certamente seria lá que ela a encontraria.

Quando ficou pronta e se dirigiu até a copa, a tenente deixou um copo cair e quebrar. Arizona sorriu e se aproximou.

 — Bom dia, meu amor — sussurrou a loira, ao se abaixar para ajudá-la com os cacos.

— Bom dia, minha linda — sussurrou de volta, muito bobona, sabia que hoje seria o dia e ela mal podia esperar para fazer isso.

Arizona ficou tímida repentinamente, embora a tenente a chamasse assim com certa frequência, sempre soava como se fosse a primeira vez — Eu, hum, ia perguntar se está nervosa, mas nem preciso, não é? — perguntou, direcionando o olhar para os cacos de vidro.

Callie sorriu, ao levantar-se — Estou tranquila, eu diria mais animada e feliz por fazer isso do que de fato nervosa — ela fez uma pausa, se livrando dos cacos, colocando-os em um jornal e descartando-os no cesto — e você? — perguntou, enquanto lavava as mãos.

Arizona apoiou-se na pia, com as mãos atrás das costas — Eu estou feliz por estar com você — sussurrou, séria.

Callie olhou nos azuis da loira e, coincidentemente naquela manhã a cor azul dos olhos da loira estava tão clara, assemelhando-se ao tom azul de um céu lindo e perfeito para um dia de praia. Antes de pensar em responder, a loira a interrompeu.

— Eu quero que esteja claro pra você o quanto você significa pra mim — começou, em um sussurro, seus olhos estavam tão penetrantes nos olhos negros da tenente que ela quase sentiu-se hipnotizada — Todos irão saber de nós duas e pouco me importa, quero dizer, isso é importante sim, muito importante na verdade, mas — ela pousou a mão sobre o antebraço de Callie — mas mais importante que isso é eu saber que você sabe e tem a certeza do quanto eu te amo, não só porque eu digo, mas porque você consegue ver, identificar, sentir que tem amor em tudo que eu faço que é relacionado a você — a loira fez uma pausa — Eu quero que esteja claro, quase marcado em você, no seu coração, na sua alma, no que seja... que eu te amo, Callie — quando terminou de dizer, a loira respirou aliviada quase como se isso estivesse preso em sua garganta. Ela não planejou o que dizer, só sentiu a necessidade.

Calliope sorriu, seus olhos brilhavam tanto, ela estava literalmente sem palavras — Eu sei que você me ama e está muito claro — a tenente deu uma risadinha sem graça olhando para o chão — e pra você, está claro que eu te amo?

— Sem dúvida — Arizona acariciou o braço de Callie, antes de ouvirem o chamado do dia.

Estava fazendo tanto frio, a loira não reclamaria se não precisasse exercer a sua função especificamente naquele dia.

[...]

— Por que solicitaram mais de um esquadrão? Esse incêndio é facilmente controlável — disse Eliza.

—  Não faça isso... nunca —  a repreendeu George, com a cara fechada.

—  E eu disse alguma mentira?

—  Você não sabe como está lá dentro, não sabemos. Não sei como fazem as coisas onde você veio, mas aqui a gente não "canta vitória" antes de entrar em ação, então não diga asneiras —  disse, antes de se retirar. 

— George quero você com Ben —  disse o capitão Owen — Karev e Eliza,  Riggs e Robbins.

Imediatamente Calliope foi até o capitão — Preciso que um dos rapazes fique aqui fora para auxiliar caso a coisa fique feia lá dentro... há mais um esquadrão chegando, Riggs pode dá suporte e ajudá-lo a direcionar as duplas para os andares que estão sem bombeiros.

Broken - CalzonaOnde histórias criam vida. Descubra agora