Capítulo 42

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— Pensei que viria mais cedo, assim que o turno acabasse — disse Callie, ao abrir a porta para Arizona e se inclinar para beijá-la. A loira entrou rapidamente, interrompendo o gesto da tenente.

— Perdão, meu amor — disse séria — Você está bem? Já comeu?

— O que foi? Aconteceu alguma coisa?

A loira suspirou, sentando-se no sofá — Eliza.

— O que que tem?

— Ela sabe sobre nós duas e está me ameaçando.

— O QUÊ? — Callie caminhou até o sofá, sentindo-se repentinamente tonta pelo movimento abrupto. Arizona levantou-se rapidamente para ajudá-la.

— Ei — disse a loira, preocupando-se — O que está sentindo?

— Eu estou bem, mas o que essa...filha da puta disse? O quanto ela sabe? — perguntou, se sentando.

— Ela sabe de tudo e até tem fotos nossas...fardadas, no batalhão.

— Droga...e ela é filha do presidente do sindicato.

— Sim, ela disse que mostraria tudo e que arruinaria nossas carreiras.

— Odeio essa mulher, nem sei dizer o quanto...como... — Callie pensou um pouco — como você se envolveu com ela? Vocês são totalmente diferentes.

— É o lado obscuro do meu passado, até me arrependo — revelou a loira.

— E o que ela quer...em troca?

— Que nós terminemos.

— Você não está pensando em fazer o que ela quer, não é? — perguntou, preocupada.

— Claro que não, nem sei se conseguiria.

Callie sorriu com a resposta de Arizona.

— Mas não sei como faremos...

— Vamos pensar em algo, tudo bem? — Callie a envolveu em seu abraço, sentindo o cheirinho doce do cabelo da loira invadir suas narinas.

[...]

— EU ERREI? — Arizona deu as costas para a tenente, pisando firme — POR SUA CAUSA TIVEMOS UMA PERDA E OUTRA ESTÁ GRAVEMENTE FERIDA.

— Arizona — Karev tentou acalmar a amiga, que estava evidentemente alterada — pega leve.

— Você nunca teve comunicação, se tivesse me avisado daria tempo, mas como sempre você tem que fazer do seu jeito — esbravejou a tenente — Desde o primeiro dia querendo bancar a heroína, sem levar em consideração os riscos e sem respeitar ordens, nunca teve padrão e postura para ser uma bombeira e nem sei se um dia terá, com esse comportamento soberbo e egoísta.

— AH, CLARO. AGORA EU SOU A CULPADA — ironizou.

Todos do batalhão olhavam aquela cena e Eliza não conseguiu esconder o quanto estava se divertindo ao vê-las discutir.

— Passe na minha sala para assinar a sua advertência — ordenou a tenente, antes de se retirar.

— O-QUÊ?

— Arizona, fica calma — Karev estava realmente preocupado com o rumo que a situação estava tomando — Vá esfriar a cabeça, desse jeito será expulsa, é isso que quer?

— Eu não acharia ruim — bradou antes de sair para o vestiário.

Eliza foi atrás e encontrou Arizona chorando.

— Ah, agora não. Faça um favor e me deixe em paz.

— Não fiz nada.

Arizona limpou o rosto e foi para a sala da tenente assinar a advertência, ainda com os olhos vermelhos. Ela trancou a porta ao entrar e baixou a persiana.

Broken - CalzonaOnde histórias criam vida. Descubra agora