Capítulo 31

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A sua vontade de fazer amor com ela falou muito mais alto, na verdade a vontade gritava e estava evidente em seus olhos que a tenente também queria.

Suas mãos pousaram sobre a mandíbula da tenente, uma em cada lado. Ela se inclinou para beijá-la e sentiu quando a mão de Calliope se arrastou, timidamente, para os seus glúteos.

Suas mechas loiras cobriam o rosto das duas, quase como se estivesse fazendo uma cortina, enquanto seus lábios se conectavam novamente em um beijo voluptuoso.

— Se...hum — Arizona tentava completar a frase, mas Calliope se recusava a afastar os lábios dos seus — se... não se sentir, uh...bem para isso — Arizona cedeu e a beijou demoradamente antes de tentar mais uma vez — se... não se sentir bem para isso, ahn... me avise, tudo bem?

— Aham — sussurrou a tenente, com a boca ainda na dela.

A loira se afastou, desgrudando os lábios dos lábios de Calliope bruscamente — Estou falando sério — disse, enquanto a tenente se inclinava e espalhava curtos beijinhos pelo seu pescoço.

— Eu sei — a tenente parou o que estava fazendo ao perceber o tom preocupado em sua voz — não precisa ficar preocupada — ela tinha os olhos fixos nos olhos azuis da loira — é a primeira vez que me sinto bem desde que... — Callie deixou a frase no ar e Arizona a beijou, um beijo lento carregado de saudade.

Lentamente a loira livrou-se da própria camisa, observando o sorriso malicioso se formar nos lábios da tenente. Calliope beijou os seios da loira por cima do sutiã e sentiu-a arquear as costas quando afastou o  tecido para o lado, deixando apenas o mamilo a mostra.

A jovem tenente fez o contorno do mamilo de Arizona com a pontinha da língua e sentiu a loira soltar o ar como se estivesse preso há muito tempo.

Havia algo de excitante por estarem na sala da sua superior. Completamente no escuro, Calliope percorria o corpo de Arizona com a ponta dos dedos e seus lábios. Algumas vezes os clarões no céu davam a ela o privilégio de ver as feições da loira. Ainda beijando Arizona, Callie levou as mãos até as costas da mesma, tirando com habilidade o sutiã.

Quando Calliope ficou por cima, deitando a loira delicadamente sobre o sofá, percebeu o quanto seu corpo esperava por isso, mais do que imaginava.

A tenente beijava o pescoço da loira, se esquecendo de que provavelmente ela ficaria marcada.

Calliope estava completamente tomada de desejo, todos os seus gestos, por minuciosos que fossem, traziam consigo a vontade de eternizá-los ou a vontade desesperadora de fazê-los durar tempo suficiente para jamais esquecê-los.

Ela desceu beijando os seios e depois a barriga da loira. Quando seus dedos, sobre a pele da loira, deslizaram tão suavemente que às vezes ela tinha a impressão de que mesmo não tocando a pele dela, a loira conseguia projetar seus toques a ponto de se contorcer de prazer ao mesmo tempo em que sorria mordendo o lábio inferior.

Arizona quis por tudo o que era mais sagrado puxar Callie para cima de si. Massagem tântrica era um golpe baixíssimo. A loira sentia todo o seu corpo reequilibrar com o toque suave de Callie.

A tenente tirou a peça debaixo de Arizona, deixando-a apenas com a peça íntima. Da mesma forma ela seguiu realizando a massagem pelas coxas da loira. Apesar de ainda está escuro, ela se contentava com as vezes em que os clarões propiciavam a ela a imagem excitante de Arizona mordendo o lábio e fechando os olhos enquanto enterrava a própria mão entre as mechas loiras.

Quando Callie passou a beijá-la por cima de sua peça íntima, ela ouviu a loira soltar um gemido quase inaudível. Sua respiração havia ficado mais desregulada e a tenente sorriu, se perguntando como seria quando se visse livre daquela peça que a impedia de pôr a boca onde ela realmente queria.

Calliope afastou a peça úmida para o lado e sua língua percorreu um curto caminho debaixo para cima até chegar em seu clitóris. Quando sua língua finalmente parou na zona erógena da loira, a tenente a viu soltar um gemido um pouco mais alto.

Arizona pousou a mão sobre a cabeça de Callie, querendo que a mesma não se afastasse, mas era evidente que a tenente estava focada em torturá-la. Calliope afastou-se tirando lentamente a peça íntima de Arizona.

Quando a loira estava completamente nua no sofá da sua sala, Calliope beijou sua região úmida, certificando-se de, vez ou outra, entrar em sua vagina com a língua.

A tenente não tinha pressa nenhuma, ela explorava cada milímetro da região da loira, enquanto a mesma quase lhe implorava para dar a ela o que tanto queria. Calliope, com a língua sobre o clitóris da loira, usava e abusava de ritmos e velocidades diferentes. Às vezes ela acelerava e quando sentia todo o corpo da loira enrijecer em sua boca, ela parava e voltava a um ritmo lento, outras vezes pressionava a pontinha da sua língua contra o clitóris e tirava-a tão rapidamente que quando colocava-a novamente o corpo de Arizona tremia.

Callie umedeceu seu dedo indicador antes de penetrar a loira. Arizona mexeu o quadril levemente ao senti-la. Quando Calliope acrescentou mais um dedo e massageou o clitóris com a mão livre, a loira soltou o gemido que estava preso em sua garganta.

A tenente penetrou-a lentamente por um tempo e logo após seus movimentos ficaram mais intensos ao mesmo tempo em que sua mão livre permanecia massageando o clitóris da loira.

Ela estava adorando ouvi-la tão entregue ao desejo. Quando os gemidos da loira ficaram mais altos, ela colocou a língua sobre o clitóris e continuou enquanto seus dedos entravam e saíam velozmente.

O corpo da loira então estremeceu em sua boca e ela soltou o gemido anunciando que havia tido o melhor orgasmo da sua vida. Calliope permaneceu com a boca sobre a região molhada, sua língua preocupando-se em sentir seu gosto único.

Arizona definitivamente sentiu todas as suas energias se esvaírem.


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Oláa! Espero que estejam bem!

Beijinhos e se cuidem 😘

Qualquer erro será arrumado em breve!



Broken - CalzonaOnde histórias criam vida. Descubra agora