— Parece que você vai ficar de molho por uns dias, hein — brincou Arizona, ao ver Minnick com o pé enfaixado.
— Ontem eu fui até seu apartamento — disse do nada.
— É, eu fiquei sabendo.
— Por que não quis me atender? Eu tentei te ligar e só dava ocupado, Karev recusou todas as minhas chamadas e o porteiro não autorizou a minha entrada, fiz papel de idiota.
— Achei que já tínhamos conversado, Eliza.
— Não conversamos, você fugiu de mim.
— Nós não vamos fazer isso aqui, Eliza. Por favor, tenha um pouco de senso — disse séria, andando em seguida.
— Quero resolver isso, você não pode simplesmente sair andando e me deixar falando sozinha.
— E você não pode me obrigar a ter uma conversa que eu não quero, aliás — ela pensou um pouco — nós já tivemos essa conversa — disse baixinho, se aproximando de Minnick, não querendo chamar a atenção dos outros.
Minnick pegou a mão de Arizona e Torres observava as duas de longe pela persiana, concentrada em entender o que estava acontecendo ali.
— Ari, vamos conversar qualquer dia, só não quero que seja assim.
A loira suspirou — Posso pensar, mas já deixei claro o que eu acho.
Ela saiu andando para o vestiário e Minnick virou e andou para o estacionamento.
Quando Arizona passou em frente à sala da tenente, a mesma a seguiu até os armários.
A loira estava de costas para a entrada, lembrando-se do que precisava pegar no armário e massageando o trapézio tenso e dolorido.
Torres aproximou-se por trás devagar e massageou para ela — Imagino que esteja exausta — sussurrou, observando a loira relaxar e fechar os olhos.
— Parece tanto assim? — perguntou, fazendo uma careta.
— Sim — respondeu sorrindo.
Arizona afastou as mechas loiras para o lado de uma forma tão sensual que Torres quis congelar aquele momento ali a todo custo.
A tenente deu uma risadinha nervosa de quem sabe que seus próximos passos serão impetuosos.
Callie estava tão próxima que quando ela riu Arizona sentiu a respiração dela em sua nuca, os pelos de seu braço e nuca ficaram evidentemente eriçados e ela passou a mão pelo rosto sabendo que dali em diante ela não teria nenhuma chance de recuar.
As mãos de Callie eram quentes e macias como veludo. A loira sentia a respiração da tenente ficar mais branda a medida que ela aproximava os lábios de suas costas, Arizona tentava como podia, no entanto, não conseguiu impedir se deixar levar pelo momento. A loira deixou as costas um pouco mais "soltas" e quando sentiu os lábios de Torres em sua pele ela não deixou de sorrir. Não estava pensando em muita coisa, apenas deixando a mente vaguear e aproveitar os beijinhos que a tenente depositava em sua nuca.
A loira pendia a cabeça de um lado para o outro a medida em que Torres mudava o rumo dos beijos. A tenente puxou-a para si, colou o seu corpo ao dela e sentiu a loira soltar o ar dos pulmões quando a pressionou contra o seu corpo.
— Arizona eu... — ela sussurrou, envolvendo a loira com seus braços — você está me enlouquecendo — engoliu em seco, fechando os olhos.
Arizona se virou e apoiou as costas na porta do armário, dando um passo para trás. Ela ainda sentia a mão firme de Callie em sua cintura, o momento naquele instante era tão mágico que ela conseguia sentir e perceber os intervalos entre as inspirações e expirações na respiração de Torres.
A loira continuou calada, embora ela quisesse muito, nada do que dissesse seria coerente visto que ela estava completamente fora dos eixos com o olhar de Torres tão fixos nos seus.
De perto ela podia jurar que a tenente era ainda mais linda do que tinha se dado conta. A loira tinha a impressão de que tinha menos a ver com o que ela aparentava e mais com o que ela de fato era.
Não era só o seu sorriso largo que, felizmente, a tenente havia dado a ela o privilégio de ver, mesmo sendo na maioria das vezes tão séria. Era o som da risada espontânea que ela tinha, Callie era capaz de fazer as pessoas ao seu redor ter uma crise de riso porque a sua risada era contagiante e gostosa de se ouvir. Tinha a ver com o jeito casual com que ela mexia em uma mecha no cabelo quando elas conversavam e o modo fácil com que ela fazia a loira se sentir a única pessoa no planeta pelo simples fato de seu olhar jamais ousar desviar dos seus.
No silêncio que se seguiu, os olhares delas conversavam dispensando a ajuda de qualquer palavra. Havia uma sinceridade no sorriso de Callie, quase como se estivesse informando que ela a beijaria e atenciosa como era, a loira sabia que a tenente aguardava um sinal de aprovação para seguir com o que planejava fazer.
Arizona pousou a mão sobre o rosto dela, observando-a sorrir antes de fechar os olhos e diminuir o espaço que havia entre seus lábios.
Os lábios de Callie encostaram suavemente nos seus e Arizona amou a forma carinhosa como ela as conduziu.
Embora a tenente quisesse muito que isso acontecesse, ela, de maneira alguma, acelerou o momento. Calliope estava realmente presente e entregue aquele instante.
As mãos da tenente deslizavam livre e lentamente sobre seu quadril, enquanto sua língua explorava sem pressa a sua boca. Arizona sorriu entre o beijo quando Callie levou a mão aberta até seu pescoço, seu polegar fez um tímido carinho em sua mandíbula.
Por um instante a loira até se esqueceu de que estavam no batalhão. Naquele instante seu corpo parecia que estava sendo sustentado pelo corpo de Callie. O cheiro do perfume dela preenchia suas narinas e aquele cheiro suave levemente adocicado havia acabado de compor o momento mágico que estavam vivendo.
Ela jamais acreditou em quaisquer baboseira que haviam inventado sobre amor à primeira vista, mas mesmo assim, havia algo ali, algo reconhecidamente real que vinha se unindo à troca de olhares, às conversas bobas, sorrisos cúmplices e implicâncias constantes.
Ainda com seus lábios nos lábios da loira e seu corpo sentindo o calor do corpo dela, Callie sentiu algo parecido como voltar para casa. A sensação maravilhosa de poder chamar um outro abraço de lar.
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Oláa eu tô morrendo de amores com esse capítulo 😍 Me diz que não sou só eu por favoor ❤
Beijinhos e se cuidem 😘
Qualquer erro será arrumado em breve!
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Broken - Calzona
FanfictionQuando Calliope Torres ficou viúva, sentiu uma nuvem nublada pairar sobre sua cabeça. A bombeira jamais se perdoou por não ter conseguido salvar a vida de Penelope Blake, sua esposa, desde então tornou-se uma pessoa enclausurada em culpa e amargura...
