Invasão

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Alice narrando

Uma semana depois...

Acordo assustada no meio da madrugada ouvindo batidas violentas na porta principal.

— Abre essa porta Alice!- Berrou Gabriel socando a porta.

Corri do jeito que pude e tranquei a porta do quarto, fui para dentro do guarda roupa com meu celular.

Nervosa e com medo eu liguei para a única pessoa que veio na minha cabeça.

Ligação on

Alô?- Disse o delegado com voz sonolenta.

Matheus, ele aqui!- Falei em meio às lágrimas- Ele tentando entrar na casa- Disse escutando os socos e chutes e socos que ele dava na porta.

Caralho- Exclamou- Eu indo, tenta ficar calma ok? Preciso que fique na ligação comigo- Falou.

Pude escutar barulhos como se ele estivesse trocando de roupa rápido e pegando chaves.

Ta bom..- Falei tentando regular a respiração.

mandei mensagem para o Paulo, ele tá de plantão na delegacia e vai de lá com policiais- Respondeu trancando a porta pelo barulho.

Uhum...- Falei sentindo lágrimas escorrendo no meu rosto.

Três minutos na ligação enquanto ele dirigia.

ALICE EU VOU TE MATAR- Gritou Gabriel depois de finalmente arrombar a porta da entrada.

AAAH - Gritei pelo barulho da porta caindo.

Filho da puta- Exclamou o delegado do outro da linha - Eu na esquina Alice, o Paulo na minha frente- Falou me informando.

Ele vai entrar- Falei tremendo de medo.

Cheguei- Falou Matheus quase gritando.

Ligação off

Em seguida ouvi o som da viatura. Ouvi passos se afastando da porta do quarto correndo.

— Alice!- Gritou o delegado.

Tive vontade de sair correndo e ir ao seu encontro, mas eu sabia que Gabriel ainda estava na casa.

Pude ouvir som de briga.

Eles estavam em luta?!

Escutei sons de mais passos. A polícia tinha chegado. Só dava para escutar uma correria dentro de casa.

— Segue ele porra!- Escutei Paulo gritar.

Em seguida a casa ficou mais silenciosa.

— Alice- Chamou Matheus batendo na porta do quarto- Pode sair - Disse.

Saí rapidamente de dentro do guarda roupa e destranquei a porta com as mãos trêmulas. Por conta do nervosismo deixei o celular cair no chão mas nem liguei

Senti braços rodearem minha cintura e uma parede de músculos batendo no meu peito.

Foi instantâneo. Um alívio, uma sensação de segurança e paz me atingiu ao ser abraçada fortemente pelo delegado.

Por mais que eu me sentisse segura eu ainda tremia de medo e chorava pelo ocorrido que ainda me assustava.

— Calma florzinha- Falou Matheus fazendo um carinho no meu cabelo- Agora você tá segura- Tentou me tranquilizar.

Apenas fiquei naquele abraço aconchegante tentando regular minha respiração.

Depois de ficar mais calma eu me afasto de Matheus e encontro Paulo nos encarando. Dou uma leve corada e o abraço também.

— Obrigado por virem - Agradeçi aos dois.

— Imagina baixinha- Falou o moreno fazendo carinho nas minhas costas.

— Faz suas malas- Mandou o delegado.

— Malas? Eu vou pra onde?- Perguntei confusa.

— Minha casa- Disse simples.

Estava pronta pra negar quando Paulo fala antes.

— Nem tente dizer não pingo de gente- Falou bagunçando meu cabelo.

Não tendo muito o que fazer eu arrumei uma mala e troquei de roupa. Coloquei uma leggieng preta e um blusão preto com tênis e fui pra casa do delegado.

[...]

Chegamos no apartamento do Matheus. Era grandinho e muito bonito, bem espaçoso e aconchegante.

Ele tem um cachorro!!

Eu amo animais.

Fizemos uma rápida tour já que era 3:30 a.m. A casa tinha dois quartos, um era suíte e o outro não, sala, um banheiro no corredor, cozinha, área de serviço e uma pequena sacada.

— Você pode dormir no quarto de hóspedes. Use o guarda roupa para colocar suas coisas- Falou me informando.

— Obrigada delegado, mas não pretendo ficar muito tempo e ...- Fui cortada por ele.

— Você irá ficar aqui até melhorar 100% e ficar em segurança. A menos que você tenha algum parente para você morar, não irá sair daqui- Disse sério- Pode ficar a vontade- Falou indo para o seu quarto.

Ainda em choque com os últimos fatos fui para o quarto que eu iria dormir. Deixei as malas no chão, tirei os sapatos e me deitei.

Estava cansada então facilmente eu dormi.

Meu DelegadoOnde histórias criam vida. Descubra agora