Existe a possibilidade de encontrar o amor verdadeiro? O amor é Eterno? Alma gêmea existe? O destino realmente existe? As vidas são interligadas. Amores de outras vidas? É possível que almas gêmeas sejam destinadas a não ficar juntas? E final feliz...
- Falta de profissionalismo. – Ela fala e sai andando.
Eu odeio essa frase. Sou profissional, construí a minha empresa assim. Todo mundo fica nos olhando. O constrangimento e vergonha de nossa parte era palpável. Matheus queria sair correndo e eu queria falar com ela, gritar até.
Mas Raul me pediu que não contasse de início e eu preciso desse contrato. A droga do dinheiro. Matheus fica me olhando desesperado. Faço um sinal pra ele se acalmar e um homem se aproxima.
- Boa tarde, sou Jafari, o líder do vilarejo. – Ele fala um pouco constrangido. – Eu não sabia que vocês vinham. Mas vou arrumar um lugar pra vocês também. – Ele fala pensativo.
Demorou alguns longos minutos. Todos estavam nos olhando, Matheus não sabia aonde se esconder e eu estava com muita raiva. " porque ela estava me tratando assim? Ela nem me conhece. " Saio dos pensamentos com Jafari nos chamando, ele estava envergonhado e pedindo desculpa pela simplicidade, mas ele não podia adivinhar que viramos qualquer lugar já estava ótimo.
A casa era pequena. Mas não tão pequena quanto as outras casas. Tinha uma cozinha, um banheiro e um quarto com duas camas separadas. Jafari nos explicou algumas coisas e logo se despediu. Ele mal fechou a porta e Matheus já começou.
- Porque não falou nada? Porque deixou ela falar assim com você? Você nunca leva desaforo pra casa. Olha como ela nos humilhou na frente de todo mundo. E a culpa nem é nossa. O material nem é nosso. Nós estamos fazendo um favor. Você tinha que ter falado. Foi um favor Caleb, pago, mas foi um favor... Devolve o dinheiro e vamos embora. A pior viagem da minha vida. – Matheus fala nervoso e descontrolado.
- Raul pediu para não falar nada. – Falo e me sento na cama.
- Raul pediu pra não falar nada? Raul? Quem é Raul? Não... não... Quem é você? Caleb você não é assim. O certo é o certo. Sempre disse isso, é o nosso nome, nossa honra. A nossa empresa... E eu fui humilhado.... – Ele continua irritado.
- Ele me pediu. Precisamos desse contrato. Ele me garantiu que vai ter outros no futuro. Preciso do dinheiro, nós precisamos. – Falo e fecho meus olhos.
- Precisa de dinheiro? A troco de que? De manchar seu nome? – Matheus não para.
- Eu não disse que o material ruim era nosso. – Olho pra ele.
- Mas deixou ela pensar que era. – Matheus rebate.
- Se ela falar diretamente eu vou falar que não é nosso. Esse é o combinado. Precisamos do contrato. – Falo e Matheus se senta na casa sem argumentos.
- E se ela não falar? Vai ficar por isso mesmo? Foi humilhante.... – Ele fica me olhando. – E ela anda de salto ate aqui também. – Matheus pensa alto.
Tomo um banho e a água tinha um cheiro e cor diferente, mas não era tão ruim. Visto minha roupa e me deito.
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