Existe a possibilidade de encontrar o amor verdadeiro? O amor é Eterno? Alma gêmea existe? O destino realmente existe? As vidas são interligadas. Amores de outras vidas? É possível que almas gêmeas sejam destinadas a não ficar juntas? E final feliz...
Ele fica parado em silêncio me olhando. Não sei se a ligação travou. Mas ele estava lindo. Tiro print da tela e salvo como uma foto. Ele em pé na cozinha, sem camisa e uma espátula na mão. Era pedir demais ter ele assim na minha cozinha agora?
- Eu que travei. Estava te admirando. Você é linda demais e eu estou com saudades Isabella. – Ele fala de forma apaixonada.
Caleb ficava me elogiando e eu não estava acostumada com isso. Levy sempre foi frio. Me dizia o que eu tinha que fazer, era extremamente seco. E elogios não existiam em momento algum. Agora com Caleb, eu fico me perguntando como eu me apaixonei por Levy e se eu estava realmente apaixonada por ele. No fundo, eu acho que fiquei porque era o único cara que tinha, porque ele me informou que era uma boa opção se a gente ficasse junto por causa da empresa, nosso círculo de amigos.. enfim.
- Também estou com saudades. – Falo e meu rosto queima.
- Falta muito para a obra acabar? – Ele desliga o fogo e fica me olhando.
- Não muito. Em breve vou estar aí. – Falo sorrindo.
E seria em breve mesmo. Amanhã seria o último dia. Minhas malas já estavam prontas, tudo já estava organizando para a minha partida. Eu já tinha explicado tudo ao chefe a obra. Eu estava nervosa porque seria a primeira vez que eu abandonaria a obra antes do término dela. Mas eu precisava desse tempo. Eu merecia isso.
- Até lá eu já peguei um avião e votei para a África. – Ele fala rindo.
- Não pode fazer isso. Me espere aí. – Respondo rápido.
- Rápida. Não quer me ver? – Ele sorri.
- Quero. Mas no Brasil. – Falo disfarçando.
- Porque não posso ir pra África senhorita Bacelar? – Ele fala desconfiado.
- Por nada. É que não vale a pena. Já está acabando. – tento concertar.
- Hum.... – Ele fica me alisando. – E Bomani? – Sinto o ciúme dele.
- O que tem ele? – Respondo sem entender.
- Ele está bem? Tem visto ele.... – O ciúme cresce e eu entendo.
- Ele estava aqui antes de eu te ligar. Mas já foi embora. – O sorriso de vai embora.
- Estava .... Hum... Fazendo o que? – Ele fica inseguro.
- Me ajudando com algumas coisas... Sério que você esta com ciúme dele? – Falo rindo.
- Ciúme? Claro que não. Só queria saber... Ciúme? Porque eu teria? Eu preciso ter? – Ele fica nervoso.
- Não precisa. Estou com você. Bomani não faz meu tipo. – Falo rindo.
- Qual é o seu tipo então? Eu sou parecido com ele. – Ele fala sério.
- Não. Vocês são bem diferentes. Você é engraçado, adoro seu humor. Bomani é sério. – Falo e ele fica mais tranquilo.
- Então só tenho que continua te fazendo rir. – Ele da um leve sorriso.
- Não é isso. Você é carinhoso, cuida de mim. Bem... Bomani também cuida. Mas é diferente. – Falo pensativa.
- Quem cuida de você sou eu. Ele só fica se segurança te vigiando. No máximo. Eu que cuido. – Ele fala com ciúme.
- Você é diferente. É singular na verdade. Único. Eu nunca encontrei alguém como você. – Falo e meu rosto queima.
- Singular. Gostei. Vamos manter assim. – Ele sorri animado.
- Mas me diz. Quando eu voltar... Vamos fazer alguma coisa? – Mudo de assunto.
- Sim. Quer fazer o que? – Ele pergunta animado.
- Podemos jantar juntos. Ou almoçar não sei. – Falo tentando conseguir o endereço dele.
- Qual restaurante você sugere? – Ele fala debochando.
- Sua casa? – Pergunto e ele sorri de forma maliciosa.
- Gostei. Mas não vou cozinhar pra você. – Ele fala rindo.
- Porque não ? – Fico confusa.
- Vamos pedir algo. Você está acostumada a comer essa coisas chiques que eu não sei fazer. Vamos pedir de algum restaurante ou sei lá. – Ele fala levemente nervoso.
- Não. Quero comer a sua comida. Para de bobeira. – Falo sorrindo.
Depois de muita enrolação porque ele não querida cozinhar pra mim, decidimos que iremos fazer a comida juntos, como uma batalha de chefes. Quando se tornou uma competição ele gostou. Caleb me passa o endereço dele, ficava a trinta minutos da minha casa de carro. Um apartamento.
Já era meia noite e meia quando eu percebi o horário. Eu estava morrendo de sono. Mas no Brasil ainda ia dar dez horas. Contra a minha vontade me despeço de Caleb e desligo o telefone. Apago logo em seguida.
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Acordo no dia seguinte no meu último dia na África. Três horas da manhã eu iria embora. Chegaria no Brasil no meio da tarde exausta.
O meu dia passa correndo. Respondo Caleb nós momentos que consigo. Era o meu última dia então precisava deixar tudo muito bem organizado. Ele percebe minha distância, mas eu explico que tivemos alguns problemas com a obra.
Já estava na hora do almoço e eu só me dei conta porque Zuri foi me levar um pouco de comida. Ela me olha sorrindo, se senta só meu lado na mesa da tenda e começamos a comer.
- Está ansiosa para estar com ele? – Ela pergunta um pouco animada.
- Sim. Muito. Vou para casa tomar um banho e vou para a casa dele fazer uma surpresa. – Falo animada.
- Fico muito feliz por vocês. Sei que Ayo não é a favor isso. E que os Deuses também não... Mas não sei... Vocês combinam tanto. Longe de mim questionar os Deuses, não estou fazendo isso.. – Ele da um tapinha na boca e levanta as mãos. – Mas será que os Deuses erraram? Eu não sei. Peço desculpas por questionar os Deuses. – Ela fala olhando para o céu.
- Eu não sei. Decidi não pensar mais nisso. Não estou ignorando os sinais. Mas vou tentar viver esse momento. Estou feliz como nunca fiquei. Eu mereço ser feliz uma vez. – Falo pensativa.
Passamos duas horas conversando. Dividindo mais histórias da nossa vida. E prometendo que não perderíamos contato e que eu voltaria um dia. Ao final das duas horas eu me despedi e voltei para a obra. Passei minhas últimas horas passando instruções, me despedindo das pessoas e me colocando a disposição caso algo aconteça.
Procuro Jafari e me despeço dele também. Ele foi uma figura muito importante nesse projeto. Primeiro ele me deixou entrar, me ensinou tudo sobre a cultura para eu me sentir a vontade e sempre me deu espaço para sentir que o vilarejo era a minha casa. Ele insiste novamente que era me pagar o dinheiro que foi dado ao Cartel mas eu ignoro. Não quero o dinheiro. A dívida dele já está paga.