Capítulo 23

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Você deve tá se perguntando quem é está moça e como ela deve estar com toda essa palavra. Você acertou, sou eu mesmo!

Sabe aquela alegria que você chora? Aquela vontade de sair gritando por aí dizendo que Deus é maravilhoso e glorificar o nome d'Ele? Então, era assim que eu estava me sentindo enquanto aquele missionário falava, normalmente as pessoas não entendem porque Deus usa uma pessoa que nunca foi naquela igreja, que não é daquele lugar. É justamente por isso, porque a pessoa não é de lá, não conhece ninguém, não tem como saber as coisas da sua vida, é Deus mostrando que ele é Deus, que ele ver tudo que acontece e sabe dos nossos pensamentos. E eu não estava conseguindo me conter com toda aquela glória, falar em línguas era pouco, glorificar era pouco, chorar era pouco. Eu queria fazer mais pra Deus, muito mais e até mesmo sair por aí dizendo que Deus é maravilhoso era muito pouco.

Aquela palavra foi pra mim, porque eu estava fazendo o errado e agora, mais do que nunca vou sempre procurar a Deus para qualquer decisão. E mesmo te falando isso, eu ainda não tinha conseguido parar de glorificar a Deus, a gente tem o auto controle com o espírito santo e com o nosso corpo, eu sempre tive. Não é a primeira vez que sinto tamanha vontade de Deus, mas eu não conseguia me controlar. A boca não calava, as lágrimas de felicidade não cessavam, era glória demais, e sobre aquela glória eu não tinha controle. E Deus, como tu és bom. Eu já sou batizada com o espírito santo, mas eu senti que tinha recebido algum dom, só não sabia qual.

O pastor terminou o culto e fomos pra casa. Minha mãe não tinha falado nada, mas eu estava sentindo que ela estava mal por ter me falado aquilo, mas não tem como ficar com raiva de mãe. Fui até ela, a abracei e ela chorou nos meus braços.
Quando chegamos em casa fui direto para o meu quarto arrumar algumas coisas da faculdade. E tinha que acordar cedo pois 10h ia pra igreja, tinha que começar o ensaio com os jovens da igreja, a tarde evangelização e a noite culto.

─ Kate? - fala minha mãe na porta.
─ Entra mãe.

Ela entra e se senta ao meu lado.

─ Me desculpa pelo que eu te falei. E eu estava falando com o seu pai e a gente vai embora semana que vem. A igreja precisa do seu pai e ele de mim.

─ Mas já é essa semana agora? - pergunto boquiaberta.
─ Não filha, na outra.
─ Ahh, melhor. Preciso de vocês ainda aqui, não estou preparada para ficar aqui sozinha. - falo aliviada e abraço ela.

Me acordei 6:00h com o alarme, desligue, fiquei mais um tempo na cama e ainda fui dormindo para o banheiro. Eu necessitava mais duas horas de sono, mas precisava ver a Vic.

Quando saí de casa já era 7:00h, e por mais cedo que pareça ser, a Vic já estava acordada. Ela estava com a cabeça virada para o outro lado, quando entrei e toquei no braço dela, ela me olhou assustada.

─ Eu não conheço você.
─ Não, não conhece. Mas eu te conheço e gosto muito de você.

Ela não respondeu e umas enfermeiras entraram para dar seus remédios e em seguida entra o Dr. Benjamin.

─ Srta. Katherine. Como você está?
─ Estou bem Dr. Benjamin. E o senhor?
─ Pode me chamar de você. Eu vou bem.
─ A Vic teve alguma melhora Dr.? - perguntei em um sussurro

Ele fez um gesto para sair da sala, eu o fiz e ele veio em seguida.

A gente começou a andar pelos corredores do hospital.

─ Ela teve outra melhora súbita. Não foi uma melhora muito grande. Como você sabe, toda vez que ela dorme, esquece de tudo. Ela continua assim, só que agora só quando ela dorme por um período muito longo, que nesse caso é a noite, mas quando não, ela ainda lembra.
─ E vocês sabem a causa dessa melhora Dr.?
─ Deus. A gente não deu nenhum medicamento...

Enquanto ele falava eu estava observando a ala que estávamos.

─ Ala de pediatria. - falou ele como se lesse meus pensamentos.

Havia várias crianças, mas em um quarto tinha uma criança que me chamou muita atenção. Parei e fiquei observando-a. Uma parte do rosto dela era um pouco mais baixa que a outra, e me deu uma vontade tão grande de ir até lá e abraçá-la.

─ Ela tem uma doença rara e osteossarcoma. E as duas juntas fizeram isso no rosto dela, e em outras partes do corpo. E também tem leucemia, é uma das nossas maiores guerreiras daqui.

O Dr. Benjamin entrou no quarto dela e eu o segui.

─ Sig? - ele chamou ela.
─ Tio Been. - falou ela numa tamanha alegria, e abriu seus bracinhos para dar um abraço nele.

Ela logo me percebeu.

─ Ela é a sua namolada? - falou no ouvido do Dr. o que era pra ter saído baixo, mas não saiu.

O Dr. Benjamin deu um sorriso singelo para ela.

─ Não Sig, ela é minha amiga . ─ Sigfrid, essa é Katherine. Katherine, essa é Sigfrid.

─ Oi Sigfrid. - falei.
─ Só Sig.
─ Ela fala isso porque não gosta do nome dela. - afirmou Dr. Benjamin.
─ Você sabe o seu nome Sigfrid? - perguntei.

Ela balançou a cabeça em negativa.

─ Paz pela vitória. É um significado muito bonito.
─ Mesmo axim, eu plefelia Sofia.
─ Tenho que ir Sig. - falou Dr. Benjamin e deu um beijo em sua testa.

Ele ia saindo, eu não sabia o que fazer então resolvi ir embora também.

─ Fica Katheline.
E eu voltei.
─ Tchau Katherine.
─ Tchau Dr. Benjamin.
─ Você é muito bonita Katheline. - falou Sig.
─ Você também Sig.
─ Eu até ela, mas exa doença me deixou axim. - falou ela com uma carinha triste.
─ Você continua linda Sig, o importante não é o que somos por fora, mas sim o que somos por dentro.
─ Então você me acha bonita? - perguntou ela com um brilho nos olhos.
─ Claro que sim.
─ Ai! Aai! - falou ela com uma expressão de dor.
─ O que foi? Tá doendo aonde Sig?

Ela colocou a mão sobre o quadril pra indicar onde era a dor. Eu fui até a porta não havia enfermeira nenhuma passando, nem nenhum médico, voltei até ela e fiz a única coisa que eu poderia fazer por ela. Orei.

Quando terminei ela olhou com uma cara de espanto pra mim.

─ Minha do paxou.
─ Isso é porque Deus ouve nossas orações. Posso te dar um abraço?
─ Pode sim. ─ Mas quem é Deus? - perguntou ela quando soltei.
─ Deus?
─ Sim.
─ Ele é o seu criador Sig, te fez a imagem e semelhança dele. Ele cuida de você e te ama muito.
─ Mas eu nem conheço ele. - falou ela confusa.
─ Mas ele te conhece e te ama.
─ Então poque ele nunca veio me vê?
─ Porque a gente não o vê Sig, a gente o sente
─ Ele palece se bom.
─ Ele é bom Sig.

Quando olho a hora já estava atrasada por ensaio.

─ Tenho que ir Sig.
─ Você vai volta?
─ Vou sim. Nunca esqueça que Deus te ama. - falei e dei um beijo na testa dela e saí.

Peguei um táxi e fui para a igreja, enquanto estava no carro me perguntei porque o Dr. Benjamin não falou de Deus pra Sig. Achei bastante estranho, mas logo afastei esse pensamento.


Não esqueçam das estrelinhas amados. Comentem o que estão achando da história. Fiquem com Deus.

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