Eis que um pai solo resolve levar sua filha para visitar o papai Noel, enquanto uma certa mestiça é convencida a substituir alguém em um emprego do feriado.
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18 de junho de 2021
13:16h
Assim que chegou no escritório de sua mãe, percebeu a movimentação de sempre dos funcionários. Emilie era um exemplo de empresária para toda Paris. Ela possuía várias lojas, marcas e parcerias. Conseguia fechar negócio com quem quisesse. No entanto, era ocupada demais para aproveitar toda essa conquista. Ela era uma viciada em trabalho, como ele já foi e como o seu pai é. Por outro lado, não deixava sua humanidade e empatia de lado para isso.
Emilie havia chamado Adrien para uma viagem de negócios de 2 dias. Ela precisava que alguém confiável e especializado em gerência de negócios fosse com ela. E ninguém melhor do que seu próprio filho, que convenientemente estava desempregado. Ele aceitou, afinal é impossível negar algo para Emilie Graham de Vanily. Também era uma oportunidade para deixar Emma e Marinette passarem um tempo sozinhas. Ele queria que elas duas criassem um laço sem que ele precisasse fazer intervir. Apesar de estarem morando juntos há um tempo, as duas se estranhavam em alguns momentos e Marinette queria muito ser mais próxima de Emma.
Ao se deparar com sua mãe conversando com os estagiários do marketing, caminhou até ela e cumprimentou a todos. Emilie o apresentou e eles pareceram bem chocados ao saber que a mulher tinha um filho de 30 anos. Adrien estava acostumado com isso. Emilie é jovial demais e continua em forma. Todos achavam que ela tinha no máximo 40 anos.
— Agora eu e meu filho temos umas coisas para resolver. Bom final de semana para vocês!
— Para a senhora também — disseram quase que em uníssono.
Emilie caminhou com Adrien até a entrada do local, parando em frente a um carro. Adrien a olhou curioso, e a mãe o encarou sorrindo.
— Um presentinho pra você — falou, estendendo a chave do carro.
— O que é isso, mãe? Eu não posso aceitar.
— Pode e deve! Encare como um presente por você ter se livrado finalmente das amarras do seu pai — ela disse, colocando a chave na mão dele. — E também porque você vai ser dirigir hoje. Dispensei o motorista e a Nathalie. Quero aproveitar o final de semana com o meu filho.
Adrien assentiu, sabendo que não adiantaria relutar, destravou o carro e abriu a porta do passageiro para sua mãe. Sentou no banco do motorista e ligou o automóvel. Era um carro muito moderno, automático e zero quilômetros. Sua mãe o mimava demais. Ele sabia disso. Porém, não custava nada aceitar um presente de vez em quando.
— É tão bom ter um momento com o meu filhinho querido — Emilie pronunciou, quando já estavam na rodovia. — Eu tenho andado muito preocupada com você. Eu só soube da sua demissão por alto. Também soube que a Marinette se demitiu... Você sabe como seu pai é. Ele me poupa dos detalhes... Mas me fala! Como estão as coisas, querido?
— Estamos tentando conseguir novos empregos. Eu estava encorajando ela a começar a própria marca, mas ela está bem insegura sobre isso. Queria até ver com a senhora se haveria alguma maneira de apoiá-la nesse processo. Afinal, quem melhor do que Emilie Graham de Vanilly para orientar sobre fundações de empresas de moda?
— Bom, seu pai só tem a Agreste como é hoje por minha causa — a loira se gabou, sorrindo para o filho. — Eu adoraria ajudá-la com isso. E como está a relação entre vocês? Vocês se gostam muito mesmo? Para chegar ao ponto de você enfrentar o seu pai e abandonar o emprego, eu imagino que sim.
— Eu amo aquela mulher, mãe — admitiu, mantendo os olhos na estrada. — A Marinette é incrível. Ela me faz querer aproveitar a vida. Eu não me sentia assim há muito tempo. Eu quero fazer tudo o que eu puder com ela... Fazer ela feliz! E a Emma está tão feliz com ela. A senhora tinha que ver.
— Eu imagino. A minha pequena queria muito isso... Ela me falava muito de vocês, quando ainda estavam se conhecendo — sorriu, lembrando da neta contando os segredos do próprio pai para ela. — Ela tá tão crescidinha, mas é apenas uma criança. Quantos anos ela tem mesmo?
— 9 anos, mãe. Ela vai fazer 10 este ano.
— E já é tão madura. Como pode? Puxou o pai mesmo.
Adrien sorriu.
— E você pensa em ter mais filhos? Com a Marinette — perguntou, curiosa.
— Eu quero sim. Quero ter filhos com ela. Uns dois. Mas estou me segurando para não pedir isso agora. É um momento delicado nas nossas vidas... Precisamos de mais estabilidade para tomar uma decisão tão importante.
— Você tem razão, meu amor. Mas logo logo vocês vão conseguir. Você já sabe com o que quer trabalhar agora? Tem alguma outra profissão de interesse?
— A Marinette sugeriu que eu tentasse ser chef, mas acho que não é bem isso o que eu quero. Eu realmente gosto de dirigir negócios... Escolhi fazer administração na faculdade porque eu gostava, não porque queria herdar a empresa do meu pai. Eu era muito dedicado, estudava bastante. Era o melhor aluno. Eu queria conseguir coisas maiores, mas infelizmente fiquei preso na Agreste. E o trabalho me gerou vários traumas.
Emilie assentiu, deixando que Adrien prosseguisse.
— Mas eu gostava do que fazia. Se a Marinette for mesmo fundar essa empresa, eu vou ajudá-la com isso. Esse será o meu trabalho: realizar o sonho da minha esposa.
— Ai meu filho, você é um marido incrível! Queria que o seu pai fosse 1% do que você é. Aproveitando a pauta, eu quero te dizer uma coisa.
— Pode falar.
— Eu... Resolvi que vou me aposentar.
Adrien não conteve sua surpresa, desviando o olhar arregalado rapidamente para ver a expressão de sua mãe. Ele estava sonhando? Aquelas palavras realmente saíram da boca dela?
— Eu te trouxe nessa viagem porque eu quero que você assuma os meus negócios. Vou passar para o seu nome a minha empresa. E, com isso, também quero que você financie a marca da Marinette. A marca dela será o nosso novo projeto. O que acha?
— Nossa, mãe. Eu nem sei o que dizer. A senhora tomou essa decisão agora ou planejou essa viagem toda com isso em mente?
— Eu não tomo decisões precipitadas, filho. Eu já queria que você assumisse a minha empresa. E também queria que a Marinette trabalhasse nela. Fundar a marca dela a partir da nossa empresa é uma grande ideia, não é mesmo? Você sabe que todos os meus negócios são independentes da Agreste. Seu pai não pode prejudicar vocês quanto a isso. Com ele, eu lido depois. O que você me diz?
— É uma proposta incrível, mas... é uma decisão importante. Eu preciso falar com a Marinette sobre isso.
— Claro. Eu também quero falar com ela.
— Aliás, essa viagem que a gente está fazendo-
— Vamos falar com uns investidores, como eu te falei. Esse será o meu último trabalho como presidente desta empresa. Em breve a Vanilly estará em suas mãos, querido. E eu tenho certeza que estou tomando a melhor decisão.
Adrien sorriu, observando sua mãe. Jamais imaginou que ela abdicaria tão facilmente do trabalho, depois de ter abdicado da infância do seu próprio filho para trabalhar incessantemente. As pessoas mudam tanto... Ele mesmo era a prova disso. Queria perguntar o motivo dela ter tomado aquela decisão tão repentinamente, mas estava com anseio de estragar aquele momento. Ele gostaria que o que estava sentindo durasse para sempre.
...
Ai gente...
Esta autora que vos fala está em um momento de loucuras.
Capítulo curto, mas importante.
Sei que alguns capítulos são chatinhos, mas não podem ser passados.