Eis que um pai solo resolve levar sua filha para visitar o papai Noel, enquanto uma certa mestiça é convencida a substituir alguém em um emprego do feriado.
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18 de julho de 2021
Domingo
09:35h
Adrien ainda não havia acordado e já não estava mais sedado. Segundo a equipe do hospital, ele apresentava um bom prognóstico. Seus sinais vitais estavam bons e não teve complicações até o momento. Marinette ficou na casa de Alya após sair do hospital. E Emma estava na casa dos avós, mas Marinette a encontrou no sábado pela manhã.
A pequena Agreste perguntou o que havia acontecido, temendo o pior. Com cuidado, Marinette explicou que Adrien havia se machucado feio enquanto dirigia e que precisou ser tratado no hospital. Emma ficou assustada e a Dupain-Cheng não podia deixar de sentir o mesmo, mas tentou consolá-la.
— Foi assim que a mamãe morreu, Marin. O papai bateu o carro como ela. Será que ele vai morrer também? — ela perguntou, chorando a cada palavra.
Marinette a abraçou com força, beijando o topo de sua cabeça.
— Não foi igual ao acidente da sua mãe, pequena... Ele se machucou, mas vai ficar bem. Vamos torcer pra que ele se recupere logo.
Emma chorou ainda mais, mas Marinette só pôde abraçá-la e ficar com ela, até que pudesse visitar Adrien novamente. Na visita da tarde, o médico avisou que seria melhor ela visitar o marido no dia seguinte, pois ele já não estaria mais sedado e talvez ela o encontrasse acordado.
Então ali estava Marinette, aguardando o horário de visita, na esperança de que Adrien acordasse, de que reagisse. Emma ainda não tinha 12 anos, então não podia visitá-lo na UTI, mas logo logo ele sairia de lá para um quarto privativo e ela poderia vê-lo.
Após realizar toda paramentação obrigatória, Marinette entrou na UTI. Emilie ficou com Emma na sala de espera e Gabriel cuidou das burocracias para colocar Adrien em um quarto privativo.
Ao chegar onde ele estava, Marinette se aproximou do mesmo, acariciando o rosto dele com sua mão enluvada. Ela queria tanto que ele abrisse os olhos. O médico falou que isso poderia acontecer a qualquer momento, agora que ele não estava mais sedado.
— Amor, acorda logo. A Emma quer tanto te ver... Ela está muito preocupada, pensando que vai perder você também... Nós precisamos de você aqui com a gente.
Talvez estivesse vendo coisas, mas podia jurar que viu o dedo dele se mexer um pouco.
Ele estava acordando?
Marinette o observou, mas ele não abriu os olhos. A enfermeira se aproximou para colocar uma medicação no soro dele e explicou que era para dor.
Aquele lugar era tão sufocante e assustador. Todos ali dependentes de cuidados, presos a máquinas que os mantinham vivos, perdendo massa muscular, atrofiando...