67 - Susto

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O sol ainda banhava a mansão com uma luz dourada quando Sara decidiu mergulhar na banheira do quarto, tentando aliviar o peso de carregar sete meses de trigêmeos. Ela preparava um banho, até o momento em que Dona Clara entrou, sorridente, com uma caixa nos braços.

— Olha o que chegou pra você, filha. Tava na portaria. Acho que é do Marcel, pela embalagem... — disse, colocando a caixa sobre o balcão da pia, antes de se virar para sair.

— Ele está cheio de surpresas — respondeu Sara, entre risos, jogando os sais de banho, ela adora espuma.

— Ele está cheio de surpresas — respondeu Sara, entre risos, jogando os sais de banho, ela adora espuma

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Mas algo dentro da caixa — algo que estava prestes acabar com aquela manhã calma — não vinha do Marcel. Enquanto a banheira enchia. Abriu a tampa... e parou. Dentro, três bonecos de pano, ensanguentados, com sobrenome Evans costurados no peito. Um bilhete estava preso com uma faca de verdade: "Ainda dá tempo de não nascerem. Pensa bem."

O grito que ela deu foi engolido pelo próprio pânico. O coração disparou, a visão turvou. E então, a Sara desmaiou, caindo, fechando a porta e dificultando o acesso ao banheiro.


A água da banheira invadia o chão do quarto quando Marcel entrou, chamando pela esposa. No começo, pensou que ela estivesse apenas dormindo. Mas ao se aproximar, viu água e tentou abrir a porta mas não conseguiu. Empurrou um pouco e viu sua mulher caída inconsciente.

Seu coração parou.

— Sara? — sua voz falhou. — Pimentinha?

Ele se ajoelhou ao lado dela, tentando acordá-la, mas foi então que viu: sangue escorria pelas pernas dela.

— Não... não, não, não! — Marcel balbuciava, o terror rasgando sua garganta.

A barriga, enorme com os trigêmeos, parecia estranhamente tensa, dura como pedra. Ela soltou um gemido fraco, quase imperceptível.

O pânico o dominou.

Gritou por ajuda, pela mãe de Sara, pelos seguranças, por qualquer um. Mas foi Luke quem apareceu primeiro, puxado pelo barulho no andar de cima.

Em segundos, o Don Americano avaliou a cena. O sangue, o cheiro metálico no ar, a palidez do irmão.

— Marcel, precisamos levar ela agora. Sem ambulância. Vai ser mais rápido. — ordenou com uma frieza que cortava o ar.

Marcel, atordoado, apenas balançava a cabeça, tentando envolver Sara em um cobertor sem machucá-la. As lágrimas já corriam pelo seu rosto.

— Ela... ela não pode... — gaguejou. — Os bebês... Meu Deus, Luke, eles são tão pequenos ainda!

Mafioso SubmissoOnde histórias criam vida. Descubra agora