Após ver sua namorada ser torturada e assassinada diante dos seus olhos, Luke Evans, capo da máfia nova-iorquina, se torna um homem quebrado. Para ele, a única forma de aliviar a culpa é sentir na própria pele a dor que ela sofreu. Mas nenhum de seu...
O Castelo do Dragão estava mais iluminado do que nunca. As antigas paredes de pedra refletiam a luz dourada das lamparinas e lustres acesos com cristais cintilantes, enquanto o salão principal vibrava com o som de risos, taças tilintando e conversas animadas. Era uma noite de celebração, embora poucos soubessem exatamente o motivo.
Diana ajeitou a câmera com cuidado, enquanto Luke segurava Aurora no colo. No telão ao fundo, a imagem se dividiu em duas partes. De um lado, surgiu a sala da mansão dos Evans em Nova York. Marcel apareceu primeiro, camisa meio aberta, cabelo bagunçado, um copo de Wisker na mão e aquele sorriso que misturava charme e provocação.
— Estamos ao vivo, lindinhos! — disse ele, piscando para a câmera.
Atrás dele, Sara aparecia exausta porém serena, sentada no sofá com três bebês alinhados em almofadas, lindos mas que geram um caos com fome. Ela mandou um aceno meio risonho, meio tímido.
Em outra parte da tela, Lauren apareceu sentada em seu estúdio musical. O piano ao fundo estava coberto por partituras, os fones pendurados no pescoço. Seus olhos brilharam ao ver os filhos.
— Estou aqui, meus meninos — disse Lauren com ternura. — Que saudade ver vocês assim juntos... mesmo que cada um de um lado do oceano.
— Mamãe! — disse Luke, emocionado, enquanto Aurora batia palmas com entusiasmo, reconhecendo a avó pela tela. Lauren quis voltar a estudar música, seu grande sonho. E está passando um tempo na Itália, a mansão Evans traz muitas lembranças que ela não está sabendo lidar no momento.
Logo depois surgiu o pai da Violet, o senhor Mills, elegante como sempre, ajustando o paletó enquanto tomava seu lugar no canto da transmissão. Que coincidentemente também está na Itália.
— Estou curioso com esse suspense todo... — comentou ele, desconfiado. — Quando vocês convocam a família inteira com cara de mistério, é porque vem bomba.
— Eu concordo com o Mills. — Diz Matheus aparecendo também na tela ao lado da Eva, que sorrir ao ver a família reunida.
— Não exatamente uma bomba. — respondeu Violet, sorrindo. — Talvez uma pequena explosão de felicidade.
— Bem... não vamos enrolar — começou Diana, com um leve riso. — Vocês sabem que as últimas semanas foram intensas. Entre reconciliações forçadas... — ela lançou um olhar de canto para Olavo e Luke, que sorriram sem graça — ...e a nova liderança da máfia alemã, a gente mal teve tempo de respirar.
— E ainda assim, arrumaram tempo pra trepar? — murmurou Marcel com a taça já na metade.
Diana fingiu que não ouviu. Ela olhou para Violet, que assentiu com um sorrisinho cúmplice.
— Hora da revelação? — Violet sussurrou.
— Hora da revelação. — respondeu Diana.
Elas entregaram pequenas caixas embrulhadas a seus respectivos maridos, que se entreolharam confusos antes de abrir. Dentro, dois pares de sapatinhos de bebê, cuidadosamente embalados em seda.
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