Após ver sua namorada ser torturada e assassinada diante dos seus olhos, Luke Evans, capo da máfia nova-iorquina, se torna um homem quebrado. Para ele, a única forma de aliviar a culpa é sentir na própria pele a dor que ela sofreu. Mas nenhum de seu...
Eles cresceram entre códigos, contratos e armas escondidas atrás de livros. Mas também entre mãos quentes segurando as deles na hora de dormir. Eles não herdaram apenas o poder... Herdaram o amor.
O tatame da mansão de Nova York rangia sob os pés de Aurora, agora com dezenove anos, o corpo ágil e os olhos azuis fixos na silhueta do pai. Luke a observava em silêncio, avaliando cada movimento. Desde pequena, ela o acompanhava nas academias, nas reuniões silenciosas, nas viagens entre fronteiras. Era o reflexo mais nítido da mãe na força... e dele na firmeza.
— Guarda alta, diabinha — corrigiu ele, com um meio sorriso.
— Não me subestime, papai — ela respondeu, antes de tentar um giro rápido e quase acerta seu joelho.
Luke riu, desviando com facilidade.
— Um dia você vai me derrubar — disse ele. — Mas esse dia ainda não é hoje.
Aurora sorriu, ofegante, mas satisfeita. Já não era a garotinha agarrada ao pescoço do pai... era a herdeira da máfia americana, moldada desde o berço por duas das figuras mais letais do submundo.
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Aurora
Assim que completou dezoito anos, reuniu pais, tios e avós — e foi clara: embora amasse a Alemanha, queria comandar apenas nos Estados Unidos. Cresceu entre os corredores de Nova York, os códigos e a língua do pai, e já conhecia cada rosto da máfia americana antes mesmo de saber escrever seu nome completo.
Depois de tantas viagens, fronteiras cruzadas e noites divididas entre fusos e deveres, seus pais entenderam. Aceitaram. Com orgulho silencioso. E o trono da Alemanha? Ficaria com Niklas.
Os gêmeos, Stefan e Conrad, seguiam colados a Diana. Eram a sombra silenciosa e leal da mãe — enquanto Aurora fizera de Luke sua âncora. Acompanhava o pai em tudo, inclusive nas missões mais arriscadas. A distância de Diana nunca foi fácil, mas foi natural. Aurora era mais Evans que Schneider. E, com o tempo, até Diana reconheceu isso.
Stefan era o mais analítico. Tinha olhos que enxergavam além do que era dito, calculando tudo em silêncio.
Conrad, o mais contido, escondia sua verdade com tanto cuidado que às vezes nem ele sabia o quanto doía carregá-la.
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