77 - Epílogo

369 7 75
                                        


Eles cresceram entre códigos, contratos e armas escondidas atrás de livros.
Mas também entre mãos quentes segurando as deles na hora de dormir.
Eles não herdaram apenas o poder...
Herdaram o amor.

O tatame da mansão de Nova York rangia sob os pés de Aurora, agora com dezenove anos, o corpo ágil e os olhos azuis fixos na silhueta do pai. Luke a observava em silêncio, avaliando cada movimento. Desde pequena, ela o acompanhava nas academias, nas reuniões silenciosas, nas viagens entre fronteiras. Era o reflexo mais nítido da mãe na força... e dele na firmeza.

— Guarda alta, diabinha — corrigiu ele, com um meio sorriso.

— Não me subestime, papai — ela respondeu, antes de tentar um giro rápido e quase acerta seu joelho.

Luke riu, desviando com facilidade.

— Um dia você vai me derrubar — disse ele. — Mas esse dia ainda não é hoje.

Aurora sorriu, ofegante, mas satisfeita. Já não era a garotinha agarrada ao pescoço do pai... era a herdeira da máfia americana, moldada desde o berço por duas das figuras mais letais do submundo.

 era a herdeira da máfia americana, moldada desde o berço por duas das figuras mais letais do submundo

Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.

Aurora

Assim que completou dezoito anos, reuniu pais, tios e avós — e foi clara: embora amasse a Alemanha, queria comandar apenas nos Estados Unidos. Cresceu entre os corredores de Nova York, os códigos e a língua do pai, e já conhecia cada rosto da máfia americana antes mesmo de saber escrever seu nome completo.

Depois de tantas viagens, fronteiras cruzadas e noites divididas entre fusos e deveres, seus pais entenderam. Aceitaram. Com orgulho silencioso.
E o trono da Alemanha? Ficaria com Niklas.

Os gêmeos, Stefan e Conrad, seguiam colados a Diana. Eram a sombra silenciosa e leal da mãe — enquanto Aurora fizera de Luke sua âncora. Acompanhava o pai em tudo, inclusive nas missões mais arriscadas. A distância de Diana nunca foi fácil, mas foi natural. Aurora era mais Evans que Schneider. E, com o tempo, até Diana reconheceu isso.

Stefan era o mais analítico. Tinha olhos que enxergavam além do que era dito, calculando tudo em silêncio.

Conrad, o mais contido, escondia sua verdade com tanto cuidado que às vezes nem ele sabia o quanto doía carregá-la.

Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
Mafioso SubmissoOnde histórias criam vida. Descubra agora