63- Meti três?

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No outro dia, Luke reuniu todos os que tinham prisioneiros designados. Logo seguiram rumo ao galpão que antes pertencera ao antigo Don americano. Durante todo o trajeto, Friedrich estava visivelmente ansioso, arquitetando mentalmente a forma mais cruel de matar o seu prisioneiro.

Quando chegaram, Eva já os esperava, animada, cercada por alguns reagentes bastante interessantes.

— Estou amando ter tantas cobaias! — disse ela, entusiasmada.

— Eu também! — respondeu Matheus, aliviado por não ser a cobaia da vez.

— Vamos lá, irmã! Estou animado. Faz tempo que não tinjo uma parede — comentou Friedrich, ansioso por conhecer o seu prisioneiro. — Aquele bastardo vai sangrar como um porco no abate.

— Eu já prefiro ver o meu agonizar e implorar por misericórdia — revelou Olavo, frio.

— O meu vai enlouquecer um pouco antes... Depois, ele vai implorar por piedade — disse Marcel, fazendo Diana se lembrar dos piores momentos que passou nas mãos dele.

O mais novo dos Evans era especialista em tortura psicológica. Não gostava de tortura física, embora soubesse aplicá-la com maestria. Isso o tornava tão perigoso quanto Luke — ou até mais — já que suas vítimas acabavam enfrentando seus próprios medos mais obscuros.

— O meu vai ser castrado... de um jeito bem divertido — disse Diana, rindo, o que fez os homens ao redor estremecerem só de ouvi-la.

— Porra... Não sei se prefiro continuar torturando o meu ou assistir você fazendo isso — murmurou Luke, encarando a esposa.

— Pode me assistir... e depois eu assisto você — sugeriu a primeira-dama com um sorriso perverso.

— Assim será, minha diaba — respondeu Luke, puxando-a para um beijo intenso.

— Credo! Parem com essa saliência na nossa frente! — zombou Marcel. — Senhor Schneider, o senhor está vendo essa indecência do seu genro com a sua filha? Esse cara nunca se cansa de ser fodido?

Luke respondeu com um tabefe certeiro na nuca do irmão caçula.

— Cala a porra da boca ou vai ficar sem os dentes — rosnou o marido de Diana.

— Porra! Para de me bater! — reclamou Marcel, esfregando a nuca.

— Chega, crianças! Vamos ao trabalho. Estou ansioso! — disse Matheus, já se preparando. Eu já mandei meu homens amaciarem eles para nós. Todos foram espancados e fodidos com cabo de vassoura.

Logo, o galpão foi dividido em alas improvisadas com cortinas plásticas translúcidas penduradas no teto, separando cada sessão de tortura. O som de correntes, gritos abafados e instrumentos metálicos se misturava ao cheiro de sangue e substâncias químicas. O cenário não era só sombrio — era infernal.

Eva, com os cabelos presos num coque alto e usando luvas de látex, sorriu ao ver seu "paciente".
— Vamos começar com a dilatação ocular forçada. Quero ver sua pupila explodir com essa mistura de adrenalina e ácido.
Ela injetou o soro da dor em uma veia exposta no pescoço do homem amarrado. Logo, ele começou a se contorcer como se cada célula do seu corpo queimasse.

Matheus, curioso, observava ao lado.
— É... isso é mais poético do que pensei. — comentou, enquanto afiava uma pinça metálica. — Posso testar meu jogo da memória?
Eva assentiu, e ele começou a arrancar pequenas lascas de pele em forma de letras, formando palavras no corpo do prisioneiro: estuprador, lixo, porco.

No canto mais escuro do galpão, Friedrich encarava seu prisioneiro com olhos gelados.
— Sabe o que fiz com o último homem que ousou encostar em alguém da minha família? — ele diz, girando lentamente uma furadeira manual.
O som do metal rasgando o osso ecoou, enquanto ele entoava uma canção alemã de ninar. Ao fundo, os gritos ficavam mais agudos.

Mafioso SubmissoOnde histórias criam vida. Descubra agora