70- Diga seu lance?

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Dois meses se passaram desde a descoberta das gestações de Diana e Violet. As duas estão indo muito bem. Os gêmeos, primos entre si, crescem saudáveis e dentro do esperado. Diana tem ajudado Luke em alguns eventos da máfia americana, mas mantém contato constante com Olavo durante o dia.

— Irmão, estaremos aí no fim de semana. Conseguiu aquilo que te pedi sobre o nojento do Endrich Müller? — pergunta ela ao irmão, sentada com Aurora dormindo em seu colo.

— Ainda não. O maldito tem gente que apaga todos os rastros dele — responde Olavo, frustrado, passando a mão pela barba. — E o pior é que não podemos mandar a Anelise fazer isso, por motivos óbvios. Mas eu a enviei para seguir aquela pista.

— Excelente, irmão! O Marcel não se importa de fazer isso. Podemos levar a Sara e os trigêmeos para o castelo por alguns dias. O Luke vai ficar na Alemanha apenas três dias, depois volta e pode cuidar dos assuntos urgentes do Conselho no lugar do Marcel.

Olavo acha que pode ser uma boa. O mais novo dos Evans é excelente em investigação — assim como Anelise é em rastrear pessoas.

— Pode dar certo! Quero acabar com esse miserável tanto quanto você. Coitado do papai... vai ficar surpreso com o "amigo" que tanto estima.

— Eu queria matá-lo, mas acho que o papai e até os próprios filhos dele vão fazer questão disso.

Olavo concorda, enquanto mostra a Diana todo o arsenal e o galpão de armas.

— Da próxima vez, vou trazer o Luke aqui. Ele vai se divertir como em um parque de diversões.

— Ele vai amar. E faremos uma grande negociação com a máfia americana.

O loiro apenas balança a cabeça, em negação.

— Irmão... negócios são negócios. Não têm nada a ver com amor. Se o Luke ainda quiser nossos armamentos e armas químicas, vai ter que continuar pagando. Assim como nós vamos continuar pagando pelos serviços de transporte, pelas rotas deles e pelas drogas que nos fornecem.

Logo, Diana escuta uma voz muito familiar atrás do irmão. Friedrich surge de trás de uma das prateleiras de caixas de munição e diz, cheio de orgulho:

— Essa é a minha garota! Está certa: negócios são negócios. E ser imparcial é tudo no nosso meio.

— Olá, papai! Aprendi com o melhor. Observei bem como você conduzia as negociações.

— Sabia que vocês não me decepcionariam — diz ele, dando um tapa amigável no ombro do filho. — O Olavo aqui também já mostrou a que veio. Zerou toda a nossa lista de maus pagadores. E, pra quem se enganou com essa carinha de anjo... só lamento.

— Eu digo que sou o verdadeiro anjo! O Olavo é um ótimo ator, isso sim. Mas vocês não acreditam — provoca Diana, se fazendo de ofendida.

— Vai ver sou eu quem assusta todos os conselheiros e associados? Sabia que eles estão felizes por negociarem comigo e não com a Diaba? 😂

— Bando de bunda-mole! Morrendo de medo da mulher que eles nem queriam no poder — completa o pai, rindo. — A minha diabinha linda também é um anjinho.

— Obrigada, papai! Agora preciso colocar a diabinha 2.0 no berço e alimentar esses dois aqui na barriga. Mas não se esqueçam: no fim de semana estaremos aí. Vamos revelar os sexos dos bebês juntos.

Com isso, eles se despedem. Olavo e Friedrich terminam algumas coisas e vão para casa. A Violet tinha saído com a Suzanna e o Niklas, estavam preparando o chá revelação. O anjinho então, decidi ir para academia treinar um pouco.

Mafioso SubmissoOnde histórias criam vida. Descubra agora