73 - Casamento com castigos cruéis

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Capítulo Bônus

O Castelo do Dragão exalava história pelas pedras antigas e pelo eco do silêncio controlado. Frankfurt parecia distante, engolida pelo tempo e pelas sombras aristocráticas do castelo para aquele evento tão improvável quanto inevitável: o casamento secreto de Eva Schneider, uma das dommes alemã mais cruel, e Matheus Smith, ex-Don americano, temido, cruel  e seu submisso oculto.

Dentro de um do seu quarto, Eva encarava o próprio reflexo. O espelho de moldura barroca mostrava sua silhueta rígida, envolta em seda marfim e detalhes pretos. Elegante, severa, dona de si. A maquiagem era mínima. Os olhos, no entanto, diziam tudo: firmeza, excitação contida e a autoridade de uma mulher que nunca pediu permissão.

— Está pronta, mãe? — perguntou Ivan, parando na soleira da porta com um terno escuro. — Porque, honestamente... ele parece um pouco nervoso.

Eva girou apenas o queixo em sua direção.

— E deveria. Afinal, hoje ele me jura obediência eterna, sob o disfarce de um "sim" socialmente aceitável.

Ivan esboçou uma careta e entrou.

— Mãe! Não preciso desse detalhes. Mas devo dizer... Nunca achei que você fosse se casar de novo, ainda mais com... ele.

— Eu também não — admitiu ela. — Mas até predadores escolhem alguém para deitar aos pés. E ele soube como se arrastar com dignidade.

Ela virou-se por completo, olhando o filho com mais ternura do que qualquer outro jamais veria.

— Vai me levar até ele?

Ivan estendeu o braço, firme.

— Com orgulho. E com uma ameaça pronta, caso ele ouse te deixar triste.

Eva passou o braço pelo dele. Sorriu. Um sorriso pequeno e cruel.

— Ah, meu filho... Eu que sou a ameaça.

Enquanto isso, na entrada do castelo, os convidados chegavam com discrição. Diana ajustava o vestido vinho escuro, enquanto Luke a observava com atenção cuidadosa. Ela estava linda com a barriga saliente dos gêmeos.

— Já se acostumou com a ideia de sua tia dominando o ex-Don mais temido da América?

Diana arqueou uma sobrancelha.

— Ele só desceu do trono, para se submeter a verdadeira rainha dele.

— E aceitou uma coleira.

Ela riu.

— Com prazer.

Violet surgiu ao lado deles, lindíssima em um vestido azul petróleo justo, a barriga de seis meses desenhando curvas ao lado de Olavo, impecável em terno italiano.

— A decoração está linda! — disse ela, baixinho. — A Eva também esta linda!

— O velho doido está surtando. — cochicha o Marcel adorando ver o noivo impaciente. — Vou lá, repeti as baboseiras de autocontrole que sempre me diz.

— Vai a lugar nenhum! Ainda preciso de você vivo, alguém precisa me ajudar com os trigêmeos. — diz a Sara colocando o marido na linha.

A Lauren ri.

— Isso mesmo, minha nora! Este menino precisa de pulso firme.

— Mamãe, era para me defender e não apoiar ela.

— Se fodeu, pois todos apoiamos a Sara.  — Luke diz rindo com o Olavo, antes da entrada da noiva ser anunciada e todos tomarem seus lugares.

O salão central do castelo fora adaptado com precisão. O altar improvisado, diante da grande lareira de pedra, mantinha a sobriedade arquitetônica do espaço: velas altas, um tapete escuro de veludo bordado à mão e duas cadeiras cerimoniais sem trono — símbolo claro de que, ali, não havia superioridade pública, apenas acordos silenciosos.

Mafioso SubmissoOnde histórias criam vida. Descubra agora